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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Conselho a um jovem profissional

Hoje fui despertado com uma notícia muito triste e que me motivou a escrever essa carta. Um rapaz de 25 anos de idade pediu demissão de uma empresa por não estar suportando a grande pressão e a quantidade de trabalho. Ele não era meu funcionário, eu nem o conhecia, mas ainda assim essa decisão mexeu comigo.

Me permita lhe explicar o motivo do meu incomodo. Com 25 anos é muito cedo para falar sobre “grande pressão”, afinal é o momento de entregar o máximo em sua carreira, de crescer, de aprender, de se destacar.  No entanto, 25 anos é um pouco tarde para esse tipo de atitude, o tempo está passando. Com quantos anos você deseja assumir a responsabilidade? Quanto tempo você acredita que a vida vai esperar você amadurecer? Eu respondo, não vai! A vida vai continuar lhe provocando, queira você ou não. E a cada desafio que você não encara é uma oportunidade que você perde. E muitas oportunidades são únicas na vida.

Você já deve ter notado que estamos vivendo um déficit educacional em nosso País – da educação básica à universidade – e a cada dia, encontrar um profissional qualificado é mais difícil. Mas esse não é o maior problema, pois as empresas estão dispostas a investir tempo, dinheiro e energia na sua capacitação. A questão que está tirando o sono de todo mundo é a precariedade de profissionais com desejo de aprender, de se dedicar, de se envolver com um projeto. E o que isso quer dizer? Pense um pouco. Quando tem um monte de gente ruim no mercado, o que isso mostra? Um mundo cheio de oportunidades. Nunca houve tanto espaço para se destacar. E nem precisa ser brilhante, basta ser comprometido e ter muita sede de aprendizado.

Sei que tem muitas empresas que ainda operam em um modelo de gestão precário, antigo, fracassado, mas pare de usar isso como desculpa. Nunca trabalhe por uma empresa, trabalhe pela sua carreira. Se a empresa não te valoriza, entregue resultados mesmo assim. Esqueça a empesa, valorize o seu currículo e fortaleça o seu maior patrimônio – a sua reputação.

Faça uma reflexão, se nenhuma empresa te valoriza, onde está o erro? Você é azarado ou não está fazendo a sua parte? Pare de sentir pena de você mesmo. Pare de acreditar na sua mãe quando ela diz que você estava certo em pedir demissão. Para de se iludir com os colegas fracassados que dizem que não adianta se dedicar, pois a empresa não valoriza. A responsabilidade é sua! Somente sua!

E se você está pensando em abrir o seu próprio negócio, o sonho de muitos jovens brasileiros, cuidado! Geralmente se você não suporta a pressão do seu chefe, provavelmente não suportará as exigências dos seus clientes. Não é o cenário que precisa mudar, é o seu comportamento.

E guarde uma coisa que vou lhe dizer: o mercado não vai ser generoso com você, a não ser que você seja generoso consigo mesmo. Estude, prepara-se, aprenda, contribua, desafie-se, comprometa-se, dedique-se, enfim, assuma a responsabilidade.

Você deve estar pensando que estou querendo transmitir a minha longa experiência e lições impressas em meus cabelos brancos. Sim, eu tenho uma boa experiência: fui office boy, auxiliar administrativo, professor, coordenador pedagógico, executivo e hoje sou empresário, coach, palestrante, escritor e dedico a minha vida a desenvolver pessoas. Mas deixe-me esclarecer uma coisa, tenho apenas 32 anos, completo 33 esse ano. E 18 anos depois do meu primeiro registro profissional, me orgulho da minha trajetória. Aos 25 eu já aguentava muita pressão e devo a minha carreira a essa capacidade de não desistir.
 
Eu desejo que você amadureça e torne-se o profissional que o mercado precisa: ousado, engajado, competente. Não vou lhe desejar sucesso, pois é consequência do que lhe desejei anteriormente. E se me permite, só quero lhe dar mais uma dica: comece imediatamente. O tempo passa e passa muito rápido.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Não existe conflito de gerações. O problema está na liderança!

Nos últimos cinco anos, convivi de perto com esse tão aclamado discurso sobre o conflito de gerações no mercado de trabalho. Confesso que durante algum tempo me convenci que esse fenômeno realmente existia e me dediquei a trabalhar esse conflito nas organizações.

Mas a experiência e as inúmeras conversas com os profissionais das mais diferentes gerações me ajudaram a clarificar a percepção e concluo, sem qualquer receio: o conflito está na liderança.

Um conflito ocorre quando temos opiniões divergentes, defendemos causas opostas ou queremos coisas diferentes. Analise um cenário comigo:

A famosa Geração Y foi amplamente estudada e alguns conceitos se apresentaram sobre o perfil desses jovens. Chegou-se a conclusão que tal geração deseja trabalhar em uma empresa que lhes proporcione reconhecimento, oportunidade de crescimento, metas claras e desafiadoras. Além disso, querem sentir-se parte e, a partir do seu trabalho, conquistar um padrão de vida superior. Também fica claro que é uma geração que não aceita trabalhar insubordinada para qualquer um, não aceita a maioria das regras, procedimentos e planos de carreiras fantasiosos que as empresas praticam e não pretendem ficar anos na mesma corporação só para um dia, talvez, subir de cargo. Face a isso, reflita comigo: a Geração X quer alguma coisa diferente disso? É claro que não! Todos, independentemente da geração, queremos uma empresa que nos valorize, que nos dê oportunidade de aprender, crescer e contribuir e que, acima de tudo, reconheça a minha atuação e os resultados conquistados.

A nova geração de profissionais quer mais das organizações do que as gerações passadas. Uma pessoa com 50 anos hoje pensa, deseja e age diferente de uma pessoa que tinha esta mesma idade há 20 anos. Logo, a empresa que construir um ambiente saudável, que permita às pessoas serem elas mesmas e colocar o seu melhor em jogo, certamente não terá conflitos.

Ouço dizer inúmeras vezes que a Geração Y é menos comprometida com as empresas e mais focada em suas carreiras, que não respeitam a hierarquia e que não valorizam as oportunidades oferecidas. Concordo que muitos profissionais são assim, mas não apenas as gerações mais jovens. A Geração Y é tão descontente com as empresas quanto a X ou qualquer outra geração. A questão é que as pessoas com mais idade, naturalmente, assumiram mais responsabilidades na vida – pagam aluguel, têm filhos, sustentam uma família – logo, não podem perder o emprego.

As gerações são diferentes, mas não nos seus anseios e, sim, nas suas competências, no seu modo de ser e agir. Você, líder de uma geração mais jovem, deseja a mesma coisa que eles. A questão é que a vida lhe trouxe maturidade, experiência, conhecimento, virtudes que lhe permitem agir com maior ponderação e assertividade. E hoje, na liderança, você se depara com profissionais que desejam chegar no seu patamar, mas que possuem, é claro, um tempo de vida que não lhe permitem enxergar o que você (hoje) enxerga.

Portanto, uma pergunta se faz fundamental: onde está o conflito de gerações? O conflito está na liderança, na maneira como eu compreendo as inevitáveis diferenças e ajo diante delas. O conflito é minimizado ao passo que você investe em duas ações cruciais na organização:

1. Invista na educação das pessoas.

Isso mesmo, na educação! Nós, líderes, precisamos compreender que estamos diante de um déficit educacional no Brasil. As escolas nunca foram tão precárias, logo, os jovens saem do ensino básico sem aprender o básico. As universidades formam técnicos sem qualquer noção de mercado e visão de carreira. Os pais, cada vez mais ausentes, terceirizaram a educação de seus filhos. Como consequência, os jovens chegam ao mercado de trabalho cada vez menos preparados cientificamente, profissionalmente e, principalmente, moralmente.

Então, compreenda que o líder que não dedicar tempo e energia na educação dos jovens profissionais continuará reclamando e colhendo os frutos de uma gestão que não acompanha as mudanças. Permitam-me não entrar na discussão se educar é papel ou não do líder, mas não posso me furtar em dizer que, independentemente se você concorda ou não, educar as pessoas é uma atribuição que você não pode deixar de exercer com afinco.

O tempo que você dedicar ensinando as pessoas sobre carreira, mercado, estratégia, resolução de problemas retornará a você como resultado. A energia que você dispensar participando as pessoas das decisões será recompensada com o engajamento. O seu desprendimento em dar feedback, elogiar, reconhecer, conversar será valorizado com a evolução do seu time. Agora, se você me perguntar qual é o maior de todos os ensinamentos que você pode trazer para as pessoas, eu elegeria um como primordial: VALORES. Quanto mais firmes estivem os valores de uma pessoa, mais claro estarão para ela os motivos pelos quais vale a pena se entregar a um projeto, a uma empresa e quão gratificante é lutar por alguma coisa que se acredita.

2. Invista na evolução da sua gestão.

O modelo de gestão da empresa e a maneira como a liderança dissemina essa cultura são os maiores causadores dos conflitos internos, principalmente nas organizações que operam por processos rígidos e que possuem uma hierarquia engessada, que desmotiva uma geração (independentemente da idade) que deseja liberdade de atuação e participação. As empresas precisam se reinventar e quebrar os padrões hierárquicos que inibem uma participação ativa e engajada. As pequenas e médias empresas saem na frente nesse quesito devido a sua estrutura enxuta e conseguem oferecer uma participação mais efetiva e colaborativa, pois a facilidade de administrar os processos e decisões permite aos profissionais envolverem-se em diversas áreas e setores da organização, podendo, inclusive, serem ouvidos nas decisões.

O grande choque é cultural, pois a liderança e, como consequência, as organizações, não evoluíram na velocidade que o mundo corporativo e as novas gerações têm exigido.

Por fim, esteja perto do seu time. A distância aumenta o conflito e afasta qualquer possibilidade de alinhamento de pensamento e valores. Faça valer a sua experiência e conquiste as pessoas. Você, líder, seja um coach para a sua equipe. Transmita experiências e extraia o melhor de cada um, permitindo a eles participar, contribuir e crescer.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Entrevista: 6 sinais de que você é um chefe ultrapassado no seu negócio

Especialistas afirmam que pequenos empresários centralizadores deveriam mudar de postura para ter uma relação melhor com suas equipes

Fonte Exame – por Camila Lam.

São Paulo – Cuidar da gestão de pessoas de uma empresa não é uma tarefa fácil. Entretanto, é importante que o empreendedor saiba da importância de ser um chefe que seja um exemplo para sua equipe. “O empresário hoje não pode ser mais aquele cara, atrás do balcão, atrás do computador ou atrás do caixa o dia inteiro”, afirma Alexandre Prates, empresário e especialista em liderança.

Para Fernanda Schröder Gonçalves, coordenadora do setor de Carreiras do Ibmec/MG, muitos empresários são centralizadores e isso acaba interferindo na sustentabilidade do negócio. “Eles delegam sem terem segurança, acabam acumulando tarefas e ficam presos nas tarefas operacionais”, explica.

“Em termos de atitude, o líder forte é expansivo e ajuda a engradecer sua equipe investindo nos talentos”, afirma Eduardo Carmello, diretor da Entheusiasmos Consultoria. Veja seis sinais de que você é um chefe ultrapassado.

1. É centralizador

Se você considera uma perda de tempo delegar tarefas e acredita que consegue fazer mais rápido, pense melhor. “A empresa de cinco passa a ter 50 funcionários, mas ainda assim só o dono que faz as coisas”, exemplifica Prates. O ideal é que o processo comece aos poucos e que a equipe aprenda como as tarefas são realizadas.

A principal desvantagem de ser um empreendedor centralizador é que sua empresa deixa de inovar, pois ensinar a sua equipe a participar mais dos processos pode gerar novas soluções. “As pessoas deixam de trazer ideias novas, não há criatividade na empresa”, afirma Fernanda.

2. Não estimula a equipe

Quando a empresa já está funcionando de uma determinada maneira, um chefe acomodado não vê necessidade de incentivar a equipe a fazer um trabalho melhor. “Ele quer hoje que as pessoas funcionem sozinhas, sem ele cobrar e sem ele ensinar nada”, resume Prates.

Para Carmello, um erro que a maioria dos donos de pequenas empresas comete é acreditar que a motivação para trabalhar tem que ser pelo medo. ”Ele não entende a ideia de respeito e acaba gastando uma energia para se posicionar como um líder forte, quando não é”, explica.

3. Raramente escuta os outros

Receber feedbacks nunca é demais, mesmo para o dono de uma pequena empresa. Os profissionais da nova geração, por exemplo, querem ser ouvidos e muitas vezes se deparam com chefes que não valorizam esse tipo de atitude. Para Prates, se o empresário tem pensamentos muito egoístas, como “eu tenho a empresa há 10 anos. Por que vou escutar uma pessoa que acabei de contratar?”, é preciso fazer uma reflexão.

Um líder que toma essa postura evolutiva não pode só escutar como tem que colocar em prática. Caso contrário, o empresário perderá os melhores talentos da empresa.

4. Só se preocupa com os próprios benefícios

Se você é do tipo de pessoa que quando alguma coisa dá certo assume as vitórias, mas quando não dá joga a culpa na equipe, esse estilo de liderança deve ser mudado. Caso contrário, você terá uma equipe cansada e desengajada. “O líder forte é aquele que fomenta a competência para que a equipe possa voar com as suas próprias pernas”, explica Carmello.

A principal desvantagem de insistir nesse tipo de atitude é que nenhum funcionário vestirá a camisa da sua empresa.

5. Vê custo em tudo

Para melhorar a equipe e formar sucessores é preciso ter uma visão de longo prazo. “A questão de treinamento e desenvolvimento para as pessoas é vista como custo e não como investimento. Ele não arrisca nesse sentido e prefere economizar”, afirma Fernanda.

Além disso, investir para ter um ambiente de trabalho agradável ou oferecer benefícios são algumas práticas que custam, mas que podem melhorar a produtividade da sua equipe.

6. Não assume que precisa se profissionalizar

Empreendedor gosta de ter controle de tudo, mas nem sempre tem conhecimento de todas as áreas da empresa. “Se ele não tem competência em determinadas áreas, deve buscar ajuda fazendo cursos ou buscar uma empresa qualificada para terceirizar o serviço”, ensina Fernanda.

Para Carmello, o empresário que insiste em uma postura de que sabe de tudo pode acabar perdendo espaço no mercado.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Entrevista: Quem não se reinventar está fora do jogo!

O profissional que não se reinventar está fora do jogo no mundo corporativo. Competências como autoliderança e empreendedorismo serão cada vez mais valorizadas nas empresas. Estes são alguns dos temas abordados por Alexandre Prates, autor do livro “A Reinvenção do Profissional – Tendências Comportamentais do Profissional do Futuro” em sua entrevista.

Coach, especialista em desenvolvimento humano e desempenho organizacional, Prates entrevistou 50 líderes de grandes empresas para traçar um perfil das características ideais dos profissionais. Ele falou com o Diário sobre o panorama atual do mercado:

DR - Nestas entrevistas com 50 líderes, o que chamou mais sua atenção? Mesmo tendo entrevistado líderes com perfis diferentes e de regiões distintas, há um traço comum entre eles?

Alexandre Prates - Todos, sem exceção, apesar de terem chegado a um patamar profissional interessante, jamais pararam de se reinventar. Desafiam-se constantemente e querem sempre um algo a mais. Além disso, um fator é invejável em todos eles – um propósito claro, algo que vai além do dinheiro, que motiva e mantem o foco para o futuro. No que tange a opinião sobre o mundo corporativo do futuro, são unânimes em afirmar que o investimento no ser humano é fator primário para o sucesso de qualquer organização.

DR - Você afirma que o profissional tende a ser cada vez mais livre e empreendedor. Como ser assim e ao mesmo tempo ainda ter de trabalhar em organizações com formatos de trabalho mais conservadores. Existe hoje um "choque" entre os novos profissionais e as empresas, principalmente as de pequeno e médio porte no interior?

Alexandre Prates - O conflito existe, principalmente, nas grandes organizações, por incrível que pareça. Os processos rígidos e a hierarquia engessada desmotiva uma geração que deseja liberdade de atuação e participação. As empresas precisam se reinventar e quebrar os padrões hierárquicos que inibem uma participação ativa e engajada. As pequenas e médias empresas, devido a sua estrutura enxuta, conseguem oferecer uma participação mais efetiva e colaborativa, pois a facilidade de administrar os processos e decisões permite aos profissionais envolverem-se em diversas áreas e setores da organização, podendo, inclusive, serem ouvidos no processo de decisão. Respondendo objetivamente a pergunta, sim, existe um grande choque, pois a liderança e como consequência, as organizações não evoluíram na velocidade que o mundo corporativo e que as novas gerações tem exigido.

DR - Empreender é uma competência, conforme você afirma. Tem uns que nascem com maior propensão, enquanto outros não a tem. Que dicas práticas você dá para quem quer desenvolver esta competência mesmo sem ter muito apoio da empresa ou sem ter recursos para investir em cursos? Há alternativas?

Alexandre Prates - Atualmente não existe mais essa história de não ter recursos para investir em cursos. Temos inúmeras ofertas de cursos com valores acessíveis e até mesmo sem custo, é uma questão de buscar as oportunidades. Precisamos também compreender que um empreendedor é dotado de algumas características que o diferenciam. Dentre elas, destaco a visão de mercado, a capacidade de entregar resultados e principalmente, a iniciativa e determinação, elementos que se aprende na prática, no dia a dia. As pessoas precisam ler mais e com mais qualidade, conhecer pessoas novas, assistir palestras, cursos, treinamentos, debater, discutir... tudo isso contribui para a formação de uma visão mais empreendedora. Além disso, é preciso praticar o empreendedorismo, decidir o que deseja fazer da vida e se engajar, se comprometer com isso. As pessoas estão desistindo muito fácil das coisas e infelizmente, não existe curso para isso, é uma decisão pessoal. É uma questão de atitude!

DR - Hoje as empresas têm em seus quadros profissionais que estão atuando há 20, 25 anos e também têm novos profissionais que acabaram de se formar, geralmente bem mais antenados à tecnologia. Em alguns casos há conflitos em função de culturas e bagagens diferentes. Como lidar com estas transformações?

Alexandre Prates - O conflito não está na diferença de gerações, o conflito está na liderança. Nos últimos 5 anos convivi de perto com esse tão aclamado discurso sobre o conflito de gerações no mercado de trabalho. Confesso que durante algum tempo me convenci que esse fenômeno realmente existia e me dediquei a trabalhar esse conflito nas organizações. Mas, a experiência e as inúmeras conversas com os profissionais das mais diferentes gerações me ajudaram a clarificar a percepção e concluo sem qualquer receio: o conflito está na liderança. Explico.

Um conflito ocorre quando temos opiniões divergentes, defendemos causas opostas ou queremos coisas diferentes. Certos disso, analisem um cenário comigo:

A famosa Geração Y foi amplamente estudada e alguns conceitos se apresentaram sobre o perfil desses jovens. Chegou-se a conclusão que tal geração deseja trabalhar em uma empresa que lhes proporcione reconhecimento, oportunidade de crescimento, metas claras e desafiadoras. Além disso, querem sentir-se parte e a partir do seu trabalho conquistar um padrão de vida superior. Também fica claro que é uma geração que não aceita trabalhar insubordinado para qualquer um, não aceita a maioria das regras, procedimentos e planos de carreiras fantasiosos que as empresas praticam e não pretendem ficar anos na mesma empresa só para um dia, talvez, subir de cargo. Face a isso, reflita comigo: a geração X quer alguma coisa diferente disso? É claro que não! Todos, independente da geração, queremos uma empresa que nos valorize, que nos dê oportunidade de aprender, crescer e contribuir e que, acima de tudo, reconheça a minha atuação e resultados conquistados.

Portanto, a empresa que possuir um ambiente saudável, que valorize o ser humano, de fato, não terá conflitos, pois cada um terá espaço para desempenhar o seu melhor.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Quem vira a cadeira para você?

Tenho acompanhado com certo entusiasmo o programa que busca a nova voz do País, o The Voice Brasil. Mesmo como expectador, é inevitável sentir, ainda que em menor intensidade, aquela angústia de quem está se apresentando, na expectativa de um dos técnicos virarem a cadeira e, dessa forma, concederem uma oportunidade para entrar realmente no programa e dar um grande passo para uma carreira exitosa.

Saber cantar, ter repertório, carisma com o público, nada disso garante que as cadeiras irão virar. É impressionante! Ficamos assistindo, encantados com a apresentação e, ainda assim, somos surpreendidos com a negativa dos técnicos. Mas, pensando bem, não é tão impressionante assim. Fazendo uma analogia com o mundo corporativo, podemos pensar: quantas pessoas você conhece que possuem um currículo acadêmico invejável e, no entanto, ainda não tiveram grandes conquistas profissionais? Quantas pessoas você conhece que têm um discurso incrível, embasado, emocionante, mas que nada fazem além de falar e falar?
Eis a questão, amigo. Não é apenas o repertório de citações acadêmicas, o carisma, a capacidade técnica. É preciso ir além para fazer a cadeira virar, para conquistar a oportunidade, o reconhecimento.

Então fica a pergunta: o que faz a cadeira virar?
Não existe fórmula, lógica e critérios pré-estabelecidos para o sucesso, embora tentem nos apresentar isso com frequência. Quantas vezes, assistindo às apresentações, ouvi de algumas pessoas: “esse cara canta melhor do que muitos artistas que fazem sucesso... Como isso é possível?”. Concordo que cantam melhor mesmo, mas é assim que é. Não é só cantar, é um conjunto. Assim como não é só estudar, falar inglês, ter boa comunicação, fazer networking, blá, blá, blá... É um conjunto!

É esse todo, somado a um elemento fundamental, que faz a cadeira virar: a autenticidade. Exatamente isso, autenticidade. Não nos interessamos pelo cover, queremos a nova versão da música, a poesia apresentada de forma inusitada, o ritmo em uma nova roupagem. Queremos o profissional que inove, que faça diferente do que muitos estão fazendo. Enquanto a maioria, infelizmente, está cada vez menos comprometida com as empresas, quando chega alguém que se engaja, entrega resultados e se envolve, certamente conquistará o seu espaço, pois apresentou o novo. Enquanto todos estão na mesmice, querendo apenas fazer o que lhe é demandado, aquele que propõe desafios, que diferencia, que arrisca, naturalmente se destacará.
Vivendo o mercado de franquias, vejo isso acontecer o tempo todo. Muitos empresários pensam que basta uma boa ideia, uma fachada bonita, uma loja impecável e pessoas com uniformes alinhados que os clientes naturalmente entrarão e consumirão, gerando um grande faturamento e lucro. Só isso não basta, é preciso ir além, criar diferenciais que encantem o cliente, envolver a equipe nesse propósito. Enfim, em um mercado com tamanha concorrência, vencerá aquele que estiver comprometido com o novo, com aquilo que surpreende.

Na TV ou no mundo real, amigo, as pessoas estão ansiosas por pessoas e empresas que façam valer a pena, que me motivem a virar a cadeira.
E você, o que tem feito para merecer que virem a cadeira da oportunidade para você? O quanto você tem se entregado aos projetos? O quanto você tem se envolvido com as empresas pelas quais tem passado? O quanto você tem se dedicado aos clientes que confiam em você? O quanto você tem investido na sua evolução pessoal e profissional?  As suas respostas mostrarão o quanto você, de fato, está comprometido com a sua carreira.

E a pergunta que vale uma vida: você viraria a cadeira para você mesmo?

Um grande abraço,
Alexandre Prates

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

5 passos para você se destacar e ser promovido

De um lado, empresários e gestores reclamam das dificuldades de encontrar bons profissionais no mercado. Do outro, RHs cada vez mais pressionados para atrair pessoas talentosas. O resultado disso é a contratação de trabalhadores sem todos os atributos necessários para o cargo. A oportunidade aparece para os que têm vontade de crescer, capacidade para aprender e o mínimo de recursos para executar as principais tarefas.

Por essa falta de mão de obra especializada, existe uma chance gigantesca para quem deseja se destacar no mercado. Quando uma empresa detecta alguém que vai além do que lhe é atribuído, naturalmente quer mantê-lo em seu quadro de colaboradores e não economizará esforços para deixá-lo feliz e motivado.

O momento nunca foi tão bom para quem deseja, de fato, construir uma carreira de sucesso. Mas ter vontade apenas não basta. É preciso se preparar e seguir alguns passos valiosos, como esses abaixo:

1. Entregue resultados: eis a dica fundamental. É o resultado que destaca um profissional. Porém, para entregar resultados, é preciso ter clareza do que você precisa entregar. Se a empresa lhe contratou é porque algum resultado ela espera de você. Pergunte sobre isso e, principalmente, descubra uma forma de medir a sua conquista. É preciso ter claro o que as pessoas estão ganhando com o seu trabalho.

2. Cuide da sua reputação: a sua imagem é o seu maior patrimônio, valorize-o. Não permita que comportamentos negativos, por menor que possam parecer, sujem a sua imagem. Chegar atrasado, fazer fofoca, descuidar da aparência, exagerar nas brincadeiras, demonstrar apatia e descaso com o trabalho podem prejudicar a sua reputação e isso se tornará uma barreira para o seu crescimento na empresa. Seja uma pessoa comprometida, ética e, principalmente, cumpra o que promete. Dia após dia, você criará uma imagem forte e valorizada por todos.

3. Aprenda, aprenda, aprenda: jamais desperdice a oportunidade de participar de uma palestra, treinamento ou qualquer ação promovida pela empresa. Um profissional que demonstra interesse e desejo de desenvolver-se também manifesta uma grande vontade de evoluir na empresa e na carreira. As pessoas sempre valorizarão quem tem sede pelo conhecimento.

4. Invista nos relacionamentos: ninguém chega a lugar algum isoladamente, é preciso construir laços verdadeiros de companheirismo na empresa para ter pessoas que torçam e apoiem o seu crescimento. E a melhor maneira de construir bons relacionamentos é ajudando as pessoas. Quando você contribui com o time, faz por merecer a confiança dos outros e apoia o crescimento dos demais. Quando chegar a sua vez, as pessoas retribuirão.

5. Seja solução: os mais valorizados dentro de uma empresa são aqueles que, diante de uma situação difícil, assumem a responsabilidade, agem pró-ativamente e fazem o que for preciso para resolver os problemas. Jamais considere um problema uma “dor de cabeça”, mas, sim, como uma grande oportunidade de mostrar quem você é, o quanto está preparado e aonde quer chegar.

Resumindo as cinco dicas em uma: vá além! Independentemente se você tem dúvida se a empresa irá valorizá-lo, se será promovido ou se deseja construir carreira nessa organização, vá além! Faça isso por você, pela sua carreira, pelo seu futuro e acredite: mais cedo ou mais tarde, será valorizado por isso.

Um forte abraço e até a próxima,

Alexandre Prates

segunda-feira, 24 de junho de 2013

De office boy a empresário: 3 passos para crescer na carreira

Eu acredito que construir uma carreira exitosa é simples. Não disse que é fácil, mas é simples. 

Aos 15 anos, comecei a minha carreira profissional como office boy, numa empresa na Zona Sul de São Paulo. Aos 16, enfrentei a minha primeira sala de aula como professor de informática e, cinco anos depois, o meu primeiro auditório lotado na minha estreia como palestrante.

Com 23 anos, ocupei pela primeira vez um cargo como executivo com atuação nacional. Logo mais, aos 26, inaugurava a minha primeira empresa e, aos 29, lançava o meu primeiro livro.

No ano passado, com 31, completei mais de 300 apresentações em 25 Estados, comemorei milhares de livros vendidos e iniciei a sociedade em uma nova empresa. 

Orgulho-me de minha caminhada até aqui. E quando me perguntam como consegui construir uma carreira num curto espaço de tempo, eu atribuo isso a momentos que me fizeram dar três passos cruciais na minha vida:

1) Quando eu assumi a responsabilidade – Na época em que trabalhava como office boy, cheguei ao escritório reclamando da vida e do quanto eu tinha pena de mim por trabalhar tanto e não ser valorizado. Foi então que uma colega de trabalho me disse: "Alexandre, você quer deixar de ser office boy e ser valorizado na empresa?". Respondi sem pestanejar: "Claro!". Foi nesse momento que ela disse a frase que mudou a minha trajetória para sempre: "Seja o melhor office boy da empresa! Somente assim vão te enxergar!". Essa frase da Renata fez por mim, aos 15 anos, o que eu me esforço para fazer pelas pessoas hoje: ajudá-las a assumir a responsabilidade pelas suas vidas e carreiras. Ninguém é responsável pelo seu sucesso? Ninguém é responsável pelo seu fracasso? Reclamar e lamentar por não ser valorizado não vão te ajudar. Assumir a responsabilidade e fazer o seu melhor, isso sim te levará a algum lugar! 

2) Quando eu tive a coragem de encarar a zona de incompetência – Havia perdido o emprego e me deparei com uma vaga de office boy em uma rede de cursos de informática. Ao ser entrevistado, a proprietária da escola me disse: “Alexandre, eu acho que você tem um bom perfil para ser o meu professor... O que você acha?”. Eu sabia que não tinha competências suficientes para ser professor e naquele momento eu estava diante da minha zona de incompetência. Nessa hora, só temos duas opções: encarar ou desistir. Eu decidi encarar! Preparei-me e assumi a responsabilidade. Em pouco tempo eu era coordenador dessa rede. A partir daí, sempre busquei novas zonas de incompetências, pois aprendi desde cedo que são os desafios que nos fazem ir além!

3) Quando eu projetei o meu futuro – Lembro-me como se fosse hoje. Em uma conversa cotidiana com a diretora da escola que eu coordenava, ela me perguntou: “Qual é o seu sonho profissional?”. Eu não me recordo bem o porquê, mas respondi prontamente: “Quero ser um palestrante!”. Parece loucura, mas a partir daquele momento a minha carreira decolou. Não foi obra do acaso, mas eu foquei a minha energia nesse objetivo. Tudo ficou mais claro a partir daquele momento. Eu sabia o porquê valia a pena me atualizar, fazer cursos, melhorar a minha atuação como professor. Naquele momento, tudo fazia sentido. Dedicar-me mais na minha profissão fazia sentido, ler dezenas de livros fazia sentido, ir a palestras, assistir vídeos, investir no meu desenvolvimento, tudo isso fazia sentido. Foi então que a vida me presenteou com algo que eu defendo com todas as minhas forças: ter um propósito claro! Viver por algo que valha a pena. 

Não interprete esses três passos como um manual para o sucesso, definitivamente, não é. Foram comportamentos que funcionaram para mim. Quanto mais eu evoluía nesses passos, mais a minha reputação se fortalecia e a minha carreira acontecia.

Um forte abraço e até a próxima,

Alexandre Prates



terça-feira, 17 de julho de 2012

Até onde você vai para chegar ao sucesso?

07 de abril de 2010. Um grupo de jovens empresários representando dez estados brasileiros organiza uma caravana ao Congresso Nacional com uma missão: convencer o maior número de deputados e autoridades políticas a não votarem favoráveis a PEC-231 – Uma proposta de emenda constitucional que visa reduzir a carga horária de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

Tive a oportunidade de acompanhar esta caravana, pois represento o Estado de Goiás na Confederação Nacional de Jovens Empresários, a CONAJE, e diante dessa manifestação, um questionamento insistia em ocupar meu pensamento: Esta lei beneficia qual tipo de profissional?

E neste momento fiz uma análise da minha trajetória, tentando encontrar algum momento da minha vida onde trabalhei apenas 44 horas semanais. E me lembrei de quando exercia a função de office-boy, meu primeiro emprego. Eu fazia de tudo para ficar após o horário do expediente, para aprender mais e mais funções que pudessem ser úteis para uma futura promoção. A partir daí, nunca mais tive horário fixo, e nunca me preocupei em trabalhar 60, 70 horas semanais.

E foi este modelo de comportamento que ajudou a construir a minha carreira e a conquistar espaços importantes nas empresas desde cedo. Ser promovido com apenas cinco meses de empresa, começar a dar aula aos dezesseis anos, palestrar pela primeira vez aos vinte para um grande público e ser responsável pelos treinamentos em todo o país da rede SKILL Idiomas aos vinte e três anos de idade!

É fato que o grande segredo para ter conquistado espaços desde cedo foi não ter me comportado como um empregado, vislumbrando apenas ganhar o meu salário e sobreviver. Havia sempre um propósito maior, um foco no meu crescimento e aceleração da minha carreira. Confesso que em alguns momentos desanimei por diversos fatores externos e perdi o propósito, e quando isso aconteceu a minha carreira foi prejudicada.

Decidi fazer algo diferente, pois um dia eu ouvi uma frase que me ajudou a compreender as pessoas de resultado: “Ninguém consegue resultados diferentes fazendo as mesmas coisas”.

E você, como tem se preparado para o futuro? Independente se você é um jovem universitário, um profissional recém-chegado ao mercado de trabalho, um líder consagrado, um novo líder, um empresário de sucesso ou um novo empreendedor, enfim, será que você está pronto para o mundo corporativo do futuro?

Se reinventar como profissional é amadurecer para a reinvenção das relações de trabalho. A preocupação com carga horária, hora extra e estabilidade permanecerá em cargos pouco expressivos nas organizações. Posições estratégicas não dependem de estabilidade para prosperar, e sim de resultados. Quem se preocupar com o desenvolvimento da sua carreira, terá segurança e estabilidade, pois será requisitado frequentemente pelo mercado, independente da sua opção profissional. Enfim, o segredo da tão sonhada realização profissional não está na estabilidade que se conquista em um emprego, e sim na sua capacidade de criar uma carreira sustentável, desenvolvendo-se no ritmo que o mercado, que o mundo nos impulsiona.

Um grande abraço e até semana que vem,

Alexandre Prates

terça-feira, 3 de julho de 2012

Sucesso profissional: qual a sua vocação?

Uma história me chamou muito a atenção nesse final de semana: a criatividade de Caine, um jovem empreendedor de Los Angeles. “Meu nome é Caine, tenho nove anos. Meu fliperama se chama fliperama do Caine. Abre só no fim de semana. E é bem barato”, conta entusiasmado o garoto.

A história surpreende pela criatividade, ousadia e determinação de Caine. Porém, o que mais me impressionou foi ver que uma criança de apenas nove anos de idade, já descobriu o seu verdadeiro talento, e sabe claramente o que deseja para o seu futuro. Quando questionado pelo jornalista “E o futuro? O que você quer fazer daqui a 20 anos?”, Caine responde sem pestanejar: “Construir videogames, fliperamas e karts de corrida”.

Caine conseguiu algo que muitas pessoas passam a vida tentando descobrir: a sua verdadeira vocação. Aquilo que mereça o empenho de todo o seu potencial e energia, pois tem um sentido muito maior do que dinheiro: é apaixonante, inspirador e envolvente.

Muitas pessoas me perguntam: “Alexandre, como posso descobrir a minha verdadeira vocação?”. Existem inúmeros testes que podem ajudar, mas eu nunca abro mão de fazer algumas perguntas para essas pessoas:

- O que você adora fazer?

- O que você faz sem esforço?

- O que você faz melhor do que muitas pessoas?

Ao encontrar a resposta para as três perguntas, faça mais duas com base nas respostas obtidas acima:

- É possível utilizar isso profissionalmente?

- Você gostaria de fazer isso a sua vida toda?

Isso é vocação! Aliar aquilo que você faz bem, que te apaixona e, principalmente, que está alinhado com aquilo que você deseja para a sua carreira e para a sua vida.

Nós deveríamos ser estimulados a vida toda por meio dessas perguntas! Mas, infelizmente, o que eu vejo são pessoas negligenciando a sua vocação em prol do foco único no dinheiro, estabilidade, status etc. No final das contas, nos cobraremos por não ter colocado em ação o que existe de melhor em nós.

E isso ocasiona um fator inibidor do nosso potencial: o investimento incansável, e por vezes frustrado, em nossos pontos fracos. Não que investir em nossos pontos fracos não seja importante, mas não são os pontos fracos que nos impulsionarão para a excelência em nossas profissões. Entenda, você chegou até aqui utilizando os seus pontos fortes e não os fracos. Se você não conquistou o que deseja na sua carreira, me arrisco a afirmar que não foi pelas suas deficiências e sim, por não ter colocado em ação aquilo que você tem de melhor.

Não desista dos seus pontos fracos, mas não deixe que as pessoas o façam acreditar que são mais importantes que os seus pontos fortes. Invista muito mais energia naquilo que você é bom! Estimule-se a desenvolver-se constantemente. Desafie-se, buscando sempre aprimorar aquilo que você tem de melhor: seus pontos fortes.

Da mesma forma, estimule as pessoas para que possam utilizar os seus pontos fortes ao máximo. Podemos orientar as pessoas, ajudá-las a adotar um novo comportamento, mas sem esquecer que a essência de cada um de nós está naquilo fazem bem.

O pai de Caine demonstra muito bem o que significa estimular: “Um dia o Caine me disse que queria comprar uma máquina dessas de pegar prêmios. Eu falei pra ele: por que não faz você? E ele fez, usando um gancho e um fio.”.

Portanto, meu amigo, invista em seus pontos fortes e realize-se plenamente como profissional!

Quer conhecer a história do Caine? Acesse: http://www.youtube.com/watch?v=i6bwT6qv1DE

Um grande abraço e até semana que vem,

Alexandre Prates
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