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terça-feira, 17 de julho de 2012

Até onde você vai para chegar ao sucesso?

07 de abril de 2010. Um grupo de jovens empresários representando dez estados brasileiros organiza uma caravana ao Congresso Nacional com uma missão: convencer o maior número de deputados e autoridades políticas a não votarem favoráveis a PEC-231 – Uma proposta de emenda constitucional que visa reduzir a carga horária de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

Tive a oportunidade de acompanhar esta caravana, pois represento o Estado de Goiás na Confederação Nacional de Jovens Empresários, a CONAJE, e diante dessa manifestação, um questionamento insistia em ocupar meu pensamento: Esta lei beneficia qual tipo de profissional?

E neste momento fiz uma análise da minha trajetória, tentando encontrar algum momento da minha vida onde trabalhei apenas 44 horas semanais. E me lembrei de quando exercia a função de office-boy, meu primeiro emprego. Eu fazia de tudo para ficar após o horário do expediente, para aprender mais e mais funções que pudessem ser úteis para uma futura promoção. A partir daí, nunca mais tive horário fixo, e nunca me preocupei em trabalhar 60, 70 horas semanais.

E foi este modelo de comportamento que ajudou a construir a minha carreira e a conquistar espaços importantes nas empresas desde cedo. Ser promovido com apenas cinco meses de empresa, começar a dar aula aos dezesseis anos, palestrar pela primeira vez aos vinte para um grande público e ser responsável pelos treinamentos em todo o país da rede SKILL Idiomas aos vinte e três anos de idade!

É fato que o grande segredo para ter conquistado espaços desde cedo foi não ter me comportado como um empregado, vislumbrando apenas ganhar o meu salário e sobreviver. Havia sempre um propósito maior, um foco no meu crescimento e aceleração da minha carreira. Confesso que em alguns momentos desanimei por diversos fatores externos e perdi o propósito, e quando isso aconteceu a minha carreira foi prejudicada.

Decidi fazer algo diferente, pois um dia eu ouvi uma frase que me ajudou a compreender as pessoas de resultado: “Ninguém consegue resultados diferentes fazendo as mesmas coisas”.

E você, como tem se preparado para o futuro? Independente se você é um jovem universitário, um profissional recém-chegado ao mercado de trabalho, um líder consagrado, um novo líder, um empresário de sucesso ou um novo empreendedor, enfim, será que você está pronto para o mundo corporativo do futuro?

Se reinventar como profissional é amadurecer para a reinvenção das relações de trabalho. A preocupação com carga horária, hora extra e estabilidade permanecerá em cargos pouco expressivos nas organizações. Posições estratégicas não dependem de estabilidade para prosperar, e sim de resultados. Quem se preocupar com o desenvolvimento da sua carreira, terá segurança e estabilidade, pois será requisitado frequentemente pelo mercado, independente da sua opção profissional. Enfim, o segredo da tão sonhada realização profissional não está na estabilidade que se conquista em um emprego, e sim na sua capacidade de criar uma carreira sustentável, desenvolvendo-se no ritmo que o mercado, que o mundo nos impulsiona.

Um grande abraço e até semana que vem,

Alexandre Prates

terça-feira, 3 de julho de 2012

Sucesso profissional: qual a sua vocação?

Uma história me chamou muito a atenção nesse final de semana: a criatividade de Caine, um jovem empreendedor de Los Angeles. “Meu nome é Caine, tenho nove anos. Meu fliperama se chama fliperama do Caine. Abre só no fim de semana. E é bem barato”, conta entusiasmado o garoto.

A história surpreende pela criatividade, ousadia e determinação de Caine. Porém, o que mais me impressionou foi ver que uma criança de apenas nove anos de idade, já descobriu o seu verdadeiro talento, e sabe claramente o que deseja para o seu futuro. Quando questionado pelo jornalista “E o futuro? O que você quer fazer daqui a 20 anos?”, Caine responde sem pestanejar: “Construir videogames, fliperamas e karts de corrida”.

Caine conseguiu algo que muitas pessoas passam a vida tentando descobrir: a sua verdadeira vocação. Aquilo que mereça o empenho de todo o seu potencial e energia, pois tem um sentido muito maior do que dinheiro: é apaixonante, inspirador e envolvente.

Muitas pessoas me perguntam: “Alexandre, como posso descobrir a minha verdadeira vocação?”. Existem inúmeros testes que podem ajudar, mas eu nunca abro mão de fazer algumas perguntas para essas pessoas:

- O que você adora fazer?

- O que você faz sem esforço?

- O que você faz melhor do que muitas pessoas?

Ao encontrar a resposta para as três perguntas, faça mais duas com base nas respostas obtidas acima:

- É possível utilizar isso profissionalmente?

- Você gostaria de fazer isso a sua vida toda?

Isso é vocação! Aliar aquilo que você faz bem, que te apaixona e, principalmente, que está alinhado com aquilo que você deseja para a sua carreira e para a sua vida.

Nós deveríamos ser estimulados a vida toda por meio dessas perguntas! Mas, infelizmente, o que eu vejo são pessoas negligenciando a sua vocação em prol do foco único no dinheiro, estabilidade, status etc. No final das contas, nos cobraremos por não ter colocado em ação o que existe de melhor em nós.

E isso ocasiona um fator inibidor do nosso potencial: o investimento incansável, e por vezes frustrado, em nossos pontos fracos. Não que investir em nossos pontos fracos não seja importante, mas não são os pontos fracos que nos impulsionarão para a excelência em nossas profissões. Entenda, você chegou até aqui utilizando os seus pontos fortes e não os fracos. Se você não conquistou o que deseja na sua carreira, me arrisco a afirmar que não foi pelas suas deficiências e sim, por não ter colocado em ação aquilo que você tem de melhor.

Não desista dos seus pontos fracos, mas não deixe que as pessoas o façam acreditar que são mais importantes que os seus pontos fortes. Invista muito mais energia naquilo que você é bom! Estimule-se a desenvolver-se constantemente. Desafie-se, buscando sempre aprimorar aquilo que você tem de melhor: seus pontos fortes.

Da mesma forma, estimule as pessoas para que possam utilizar os seus pontos fortes ao máximo. Podemos orientar as pessoas, ajudá-las a adotar um novo comportamento, mas sem esquecer que a essência de cada um de nós está naquilo fazem bem.

O pai de Caine demonstra muito bem o que significa estimular: “Um dia o Caine me disse que queria comprar uma máquina dessas de pegar prêmios. Eu falei pra ele: por que não faz você? E ele fez, usando um gancho e um fio.”.

Portanto, meu amigo, invista em seus pontos fortes e realize-se plenamente como profissional!

Quer conhecer a história do Caine? Acesse: http://www.youtube.com/watch?v=i6bwT6qv1DE

Um grande abraço e até semana que vem,

Alexandre Prates

terça-feira, 22 de maio de 2012

Não precisamos de gênios, precisamos de empreendedores!

Segundo pesquisa do Fantástico exibida nesse último domingo, os pais brasileiros acreditam que a rigidez da educação chinesa deve ser seguida na educação de seus filhos.

Não concordo! O resultado de uma educação extremamente rígida, que não leva em consideração o desenvolvimento da inteligência relacional e social, resultará em jovens geniais e seriamente prejudicados emocionalmente, sem condições de lidar com seus sentimentos, relacionamentos e com todo o sucesso que conquistará sendo esse homem-máquina.



Como uma criança de apenas quatro anos, que tem uma carga horária escolar de 12 horas diárias – sim, isso é comum no país – poderá trabalhar, por exemplo, sua Inteligência Emocional? Como ela será capaz de identificar seus próprios sentimentos e os dos outros, de se motivar e de gerir bem as emoções dentro deles e aprenderem a se relacionar, sendo que a única coisa que aprendem é que devem ser os melhores sempre, não devem ser “atrapalhados” por suas vontades ou prazeres e que errar pode ser fatal?

Precisamos sim, ser rígidos na construção de valores e no desenvolvimento de um perfil empreendedor! Disciplina é fundamental, mas o caminho é o equilíbrio.


Não precisamos de gênios, precisamos de empreendedores! A maioria dos empreendedores que conheço e que são bem sucedidos na carreira e na vida, não são considerados gênios, apenas tiveram a liberdade de sonhar e a coragem de entrar em ação. Também conheço alguns empreendedores geniais, que chegaram ao topo profissional, mas jamais alcançaram a plenitude em suas vidas. Ser genial não garante a felicidade! Ter uma ideia genial não garante que ela será colocada em prática! Ser genial não garante o sucesso! Portanto, enfatizo: precisamos de empreendedores que criem, inovem, ajam, e principalmente, que sejam livres para realizar e serem felizes!


Precisamos educar nossas crianças para aprenderem a ser pessoas e profissionais livres, a terem um propósito que as apaixone de verdade! Ter um propósito é ser livre, pois liberdade é viver em congruência com os seus valores. Quando conseguimos aliar um propósito claro a valores fundamentais para a nossa existência, conquistamos a tão sonhada felicidade, pois o grande segredo não é ser feliz quando conquistar um objetivo e sim ser feliz no caminho, saboreando cada etapa da sua conquista. É ou não é o caminho que você quer que seu filho siga?


Nos vemos na semana que vem!


Alexandre Prates

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