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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Você está pronto para ter uma empresa?

Você é comprometido com o seu trabalho? É dedicado com os seus estudos? Lida bem com a pressão do dia a dia? É engajado com as metas? É envolvido com as estratégias da empresa? Preocupa-se com a satisfação dos clientes? Gosta de desafios? E a pergunta mais importante: você se realiza trabalhando ou preferia ficar em casa, se pudesse?

Reflita sobre essas perguntas para então compreender o que vou lhe dizer: abrir uma empresa não o torna um empreendedor. Este tipo de profissional demonstra suas características aonde quer que esteja; pode ser atrás de um balcão numa lanchonete, na mesa de um escritório, na loja de um shopping, enfim, ele não esconde as suas características. É fato que muitas empresas reprimem o ímpeto empreendedor, não permitindo que as pessoas errem, inovem, participem, mas, o verdadeiro empresário, por ser um inconformado com a mesmice, não consegue permanecer nesse tipo de ambiente.

Agora, cuidado! Muitos profissionais se enganam acreditando que despertarão um espírito empreendedor quando abrirem o seu próprio negócio. Isso, de fato, pode acontecer quando você se vê trabalhando com algo que te apaixona, que tem a ver com as suas aptidões. Esse é o ponto: empreender deve ser uma escolha emocional e racional de dedicar-se a fazer aquilo que você realmente deseja. Empreender não pode ser uma fuga, ou seja, não estou dando certo em lugar nenhum, então, quem sabe, se eu abrir o meu negócio pode ser diferente. Portanto, a análise acima se torna fundamental.

Se você deseja empreender para ver se vai dar certo em alguma coisa, esqueça, o risco é alto. É melhor dar certo em alguma coisa primeiro. Agora, se você deseja ser empresário para colocar em jogo todo o seu potencial, vá em frente e siga algumas dicas fundamentais:

1. Some experiências: se a ideia de empreender já está na sua cabeça, aproveite todas as possibilidades de adquirir experiência para o seu negócio. Comece a olhar as coisas com uma visão mais crítica, questionadora, curiosa. Nesse momento, os “porquês” podem fazer toda a diferença. Muitas vezes, permanecer mais um tempo na empresa para assumir uma nova área, aprender um pouco mais ou aproveitar uma formação importante pode ser uma decisão inteligente.

2. Faça uma boa reserva financeira: sei que já ouvimos muitas histórias de pessoas que iniciaram um negócio com nenhum dinheiro e deram muito certo. Mas, existem muitas outras histórias, aliás, a maioria delas, de empresas que quebraram por não ter um fluxo de caixa adequado. Não se precipite. Guarde o que puder, vá construindo um bom histórico bancário (para conseguir crédito no futuro) e, principalmente, organize a sua vida para não precisar utilizar o caixa da empresa para as suas contas pessoais por, no mínimo, 12 meses. E se a empresa der lucro antes desse período, reinvista na empresa e faça um bom caixa. Quem tem caixa, tem força e velocidade para crescer.

3. Acumule conhecimento: leia, faça cursos, procure ajuda profissional, converse com pessoas mais experientes, enfim, não confie somente no seu instinto. Esse é um grande erro de muitos empreendedores. Existem muitas instituições que oferecem excelentes ferramentas para o pequeno empresário com custos muito acessíveis.

4. Planeje, planeje e planeje: o brasileiro dá pouco valor ao planejamento e nesse momento é essencial. Não saia fazendo, pense sobre o seu negócio: perfil do meu público, diferenciais do meu produto/serviço, parcerias, onde e como divulgar, enfim, aproveite esse momento de planejamento para desenhar a sua atuação no negócio, mantendo a sua visão sempre na plena satisfação dos seus clientes, o único motivo para o seu negócio existir.

5. Invista em relacionamento: onde estão as pessoas que podem me inspirar? Fique perto delas. Vai ter muita gente que duvidará da sua iniciativa, a maioria das pessoas não acredita na ousadia, prefere a estabilidade. Ouça essas pessoas. É importante, mas ouça também quem foi além. E então defina qual será o seu posicionamento. Além disso, amplie o seu networking, pois o seu nível de relacionamento determinará as possibilidades de atuação do seu negócio.

6. O segredo é a alma do negócio: segure a ansiedade a não saia contando a sua ideia pra todo mundo, tem muita gente mal intencionada. Converse com algumas pessoas sim, mas não alastre o seu projeto por aí. Conte para quem, nesse momento, possa contribuir contigo.

Por fim, antes de empreender, pergunte-se: pra que? Se você realmente encontrar um motivo que valha a pena a sua dedicação integral, sem férias, sem hora extra, sem garantia de salário no final do mês, sem reconhecimento, sem 13º salário, enfim, sem nenhuma estabilidade, parabéns, você está pronto para pensar em abrir um negócio e conquistar a tão sonhada liberdade que só um empresário pode ter.

E como alguém que deixou uma carreira executiva para abrir o seu próprio negócio, posso lhe afirmar: vale a pena!

 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O que sabota o desempenho do seu time?


Durante todos esses anos desenvolvendo pessoas, uma lição se fez cada vez mais presente: as pessoas sempre fazem o melhor que podem com aquilo que tem! Ao ler esta frase é provável que você, líder, tenha um desejo incontrolável de me questionar: “Alexandre, isso não é verdade! Eu tenho pessoas na minha equipe que podem realizar muito mais, possuem todos os recursos, mas simplesmente não realizam...”. A sua indignação é válida, mas eu lhe convido a analisar a frase com a perspectiva correta:

- “As pessoas sempre fazer o melhor que podem...” – O verbo “poder” está relacionado à competência/ preparo, mas também, a permissão interna para entrar em ação, também conhecida como crenças, ou seja, aquilo que eu acredito sobre o meu trabalho ou sobre a minha capacidade de realizar determinada tarefa. Se uma pessoa acreditar que uma tarefa não é importante ou considera-la chata, repetitiva, pouco estimulante e até mesmo, acreditar que não possui competência, naturalmente, não terá a permissão necessária para executá-la com maestria.
- “... com aquilo que tem!” – o verbo “ter”, nesse caso, não está relacionado apenas a recursos materiais, é importante compreender que as pessoas precisam de recursos internos para empenhar todo o seu potencial. Estamos falando do real motivo que move as pessoas em busca dos seus objetivos, que muitos conhecem como motivação.

De forma simples, o que eu quero afirmar com esta frase é que as pessoas podem fazer muito com aquilo que tem e outras, apesar de fazerem o melhor que podem, não entregam o suficiente para atingirem os resultados esperados pela empresa. E mais importante do que compreender essa frase, é identificar o que sabota as pessoas, fazendo com que elas não se permitam e/ou não encontrem os recursos internos para verdadeiramente se engajarem com as suas responsabilidades.

Portanto, reflita o que sabota o seu time? Permita-me compartilhar um pouco mais da minha experiência, lhe apresentando os principais sabotadores de desempenho que encontro nos profissionais:

- estar no lugar errado: nada pior do que fazer diariamente algo que não tem a ver com a nossas aptidões, desejos e objetivos de vida. Uma pessoa sente-se realizada profissionalmente quando consegue colocar em prática o melhor das suas competências, ou seja, os seus pontos fortes e é reconhecida por isso, seja de forma racional ou emocional;
- não participar das estratégias: as pessoas precisam sentir que fazem parte das decisões da empresa e que suas opiniões e críticas são ouvidas e levadas a sério. As pessoas não se envolverão com a execução, se não forem envolvidas na construção;
- falta de perspectiva de carreira: se não há clareza sobre as possibilidades de crescimento profissional, o engajamento é prejudicado, pois as pessoas precisam sentir que estão evoluindo constantemente para que valha a pena dedicar-se ao máximo e permanecer engajada na empresa;
- falta de propósito pessoal: uma pessoa nunca se comprometerá com nenhuma empresa, se não for comprometida com ela mesma, se não tiver uma visão clara de futuro, um objetivo a ser alcançado.

Para finalizar o artigo, faço questão de comentar esse último tópico. Infelizmente, a nossa formação educacional (desde a educação básica) não nos encoraja a pensar no futuro. Quantas vezes nos perguntaram sobre os nossos sonhos? Quantas vezes fomos levados a pensar sobre os nossos objetivos profissionais?

Esse déficit educacional acompanha muitos profissionais, independente da idade, para o mundo corporativo, fazendo com que tenham como fator de permanência em uma empresa apenas a sobrevivência, o dinheiro, a estabilidade.

Portanto, o líder que realmente desejar o real engajamento do seu time precisará proporcionar às pessoas a chance de crescimento e reconhecimento profissional e, além disso, ampliar a percepção daqueles que não foram instigados a pensarem no seu próprio futuro, ajudando-os a construir um real motivo para que valha a pena colocar todo o seu potencial em jogo.

Eu desejo que você descubra e elimine os principais sabotadores da sua equipe e construa grandes resultados!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Não precisamos de gênios, precisamos de empreendedores!

Segundo pesquisa do Fantástico exibida nesse último domingo, os pais brasileiros acreditam que a rigidez da educação chinesa deve ser seguida na educação de seus filhos.

Não concordo! O resultado de uma educação extremamente rígida, que não leva em consideração o desenvolvimento da inteligência relacional e social, resultará em jovens geniais e seriamente prejudicados emocionalmente, sem condições de lidar com seus sentimentos, relacionamentos e com todo o sucesso que conquistará sendo esse homem-máquina.



Como uma criança de apenas quatro anos, que tem uma carga horária escolar de 12 horas diárias – sim, isso é comum no país – poderá trabalhar, por exemplo, sua Inteligência Emocional? Como ela será capaz de identificar seus próprios sentimentos e os dos outros, de se motivar e de gerir bem as emoções dentro deles e aprenderem a se relacionar, sendo que a única coisa que aprendem é que devem ser os melhores sempre, não devem ser “atrapalhados” por suas vontades ou prazeres e que errar pode ser fatal?

Precisamos sim, ser rígidos na construção de valores e no desenvolvimento de um perfil empreendedor! Disciplina é fundamental, mas o caminho é o equilíbrio.


Não precisamos de gênios, precisamos de empreendedores! A maioria dos empreendedores que conheço e que são bem sucedidos na carreira e na vida, não são considerados gênios, apenas tiveram a liberdade de sonhar e a coragem de entrar em ação. Também conheço alguns empreendedores geniais, que chegaram ao topo profissional, mas jamais alcançaram a plenitude em suas vidas. Ser genial não garante a felicidade! Ter uma ideia genial não garante que ela será colocada em prática! Ser genial não garante o sucesso! Portanto, enfatizo: precisamos de empreendedores que criem, inovem, ajam, e principalmente, que sejam livres para realizar e serem felizes!


Precisamos educar nossas crianças para aprenderem a ser pessoas e profissionais livres, a terem um propósito que as apaixone de verdade! Ter um propósito é ser livre, pois liberdade é viver em congruência com os seus valores. Quando conseguimos aliar um propósito claro a valores fundamentais para a nossa existência, conquistamos a tão sonhada felicidade, pois o grande segredo não é ser feliz quando conquistar um objetivo e sim ser feliz no caminho, saboreando cada etapa da sua conquista. É ou não é o caminho que você quer que seu filho siga?


Nos vemos na semana que vem!


Alexandre Prates

quinta-feira, 3 de maio de 2012

“Quanto mais você trabalha, mais sorte você tem. Não tem muita mágica”

Na capa da Revista Época desta semana, está em destaque André Esteves, um carioca que transformou o banco de investimentos BTG Pactual em um colosso de 15 bilhões de dólares. Na entrevista, o banqueiro – e acima de tudo, empreendedor – deu dicas para quem quer prosperar nos negócios, ensinou como aprender com os erros e revelou as maiores lições que extraiu nesses anos até tornar-se um dos homens mais ricos do Brasil. 

Nada de anormal em uma história como tantas outras de sucesso empresarial, mas muitos conceitos desse homem me surpreenderam. Doses de otimismo, quebra de paradigmas, enfim, fui positivamente surpreendido com o que li. 

Em meio à entrevista, deparo-me com a seguinte frase: “Para tornar-se um grande empreendedor, é preciso gostar de trabalhar, fazer e ser otimista. O pessimista não consegue grandes conquistas.”. É verdade! Quem sai do lugar, vai à luta, corre atrás, está exposto a mais oportunidades, visão de negócios, chances de vencer. Infelizmente hoje temos uma política muito paternalista com “auxílio isso”, “auxílio aquilo”, o que faz com que muitos brasileiros sintam-se “confortáveis” e não busquem algo melhor já que, aconteça o que acontecer, dinheiro para a comida, vai ter! O governo infelizmente não subsidia as pessoas com o que seria correto, como estímulos, aperfeiçoamento... como diz o ditado, “ele dá o peixe ao invés de ensinar a pescar”! 

Outra lição que André Esteves deu aos brasileiros em sua entrevista foi quando disse “Xô, complexo de inferioridade!”, onde explica que esse complexo pode prejudicar os empreendedores em nosso país. Infelizmente vejo esse complexo mais como uma questão de cultura do que qualquer outra coisa. Os profissionais da Geração X viveram na época da ditadura, onde você fazia o que era correto, ou não fazia - se não quisesse ser prejudicado. Isso gerou uma carga nas pessoas que as repreendia ao querer inovar, quebrar paradigmas, ir além, e isso influenciou diretamente em sua vida profissional. Acredito que essa nova geração de profissionais tenha menos esse complexo e com certeza mais coragem e determinação para empreender. 

Enfim, conceitos como “não é preciso ter medo de errar”, “deixem os acertos fluírem”, ‘”os desafios existem, os erros aparecem, mas você não pode se abater”, “o sacrifício é uma medida relativa” e o próprio título desse texto ajudaram André a ser o bilionário que hoje ele é. Com certeza, pode ajudar você também! 

Até semana que vem! 

Alexandre Prates
AR Live 5
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