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terça-feira, 4 de novembro de 2014

2015 não será diferente!

E porque 2015 seria diferente? Por que você realmente deseja alguma coisa? Por que está descontente com algum aspecto da sua vida? Ou porque está cansado de uma situação e quer resolver isso de uma vez por todas? Esqueça, isso não mudará o seu ano, muito menos a sua vida. Cansaço, descontentamento, incômodo são sentimentos fundamentais para provocar uma mudança em nossas vidas, desde que você faça alguma coisa com isso.
 
Assim como você, eu sempre quis (e continuo querendo) muitas coisas na minha vida. Muitos desses desejos eu realizei, muitos esqueci pelo caminho, outros me cobram o preço até hoje. Ao longo da minha vida, aprendi a ser mais realizador e nesses anos dedicados ao coaching, tive a oportunidade de conviver com pessoas incrivelmente empreendedoras. Empreendedoras na essência da palavra, a capacidade de transformar sonhos e ações em resultados.
Isso me possibilitou encontrar algumas características em comum nas pessoas mais realizadoras que conheci em minha carreira. De todas as características, duas sempre me chamaram a atenção. A primeira é INSPIRAÇÃO.
Pessoas realizadoras são inspiradas e buscam constantemente novas fontes de inspiração, pois sabem que o mundo exterior é um campo vasto de experiências que enriquecem o nosso mundo interior. O ser humano é movido por inspiração, mas muitos insistem em viver apenas pela necessidade e jamais comemorarão grandes feitos.
A inspiração vem antes da motivação, ou melhor, a inspiração é motivo para uma ação engajada, apaixonada, impactante. O que te inspira? Sua família? Conquistar uma vida mais confortável? Ganhar muito dinheiro? Ser o número 1 no se segmento? Excelentes inspirações, mas se isso o inspira, porque ainda assim você não faz o que precisa ser feito?
Eis então que lhes apresento a segunda característica: PROVOCAÇÃO. A provocação é o combustível da inspiração, uma precisa da outra para gerar grandes frutos. A inspiração te motiva, mas a provocação tira o sono, faz a cabeça ferver, frustra. Isso mesmo, frustra por ainda não ter alcançado o que tanto deseja. A provocação não te permite recuar, pois desperta um sentimento que ninguém escapa, a vaidade. E não adianta dizer que você não é vaidoso, todos somos, independente de como ela se manifesta. Não entenda a vaidade apenas como algo fútil, pois não é. A vaidade é o desejo se sentir-se bem consigo mesmo, de encher-se de orgulho por ter conquistado algo importante, de ter chegado lá. É bom, é necessário, mas como tudo na vida, os extremos devem ser controlados.
A provocação é o que nos faz ter o intenso desejo de ir além. Sem provocação, a inspiração não tem a força necessária para sair do campo dos desejos. O problema é que a nossa sociedade insiste em nos deixar na zona de conforto o tempo todo, pois fomos educados na onda do politicamente correto, onde dizer a verdade nem sempre é visto com bons olhos.
Reflita comigo: você é casado e ano após ano tem engordado significativamente. A sua esposa, para não lhe frustrar, insiste em dizer que você está bem, que ela gosta de você mesmo assim. É mentira! Você está gordo! Ela gostaria que você se cuidasse mais. Mas, como ela não lhe diz isso com a clareza necessária, a mudança não se faz necessária. Concorda?
Outro exemplo: você não está dando certo em trabalho algum e insiste em culpar todas as empresas por onde passa. Os seus pais, para não lhe magoar, passam a mão na sua cabeça e continuam custeando as suas necessidades. Ao passo que deveriam dizer que a responsabilidade é sua e que a partir de agora, terá que viver somente com os frutos do seu trabalho. Como não fazem isso, você suporta muito pouco os desafios do mercado.
Exemplos diferentes, mas algo em comum. Se a esposa ou os pais dissessem a verdade e fossem acertadamente críticos, possivelmente teríamos um conflito, pois, ao invés de agradecer a provocação, encaramos como um insulto. Então, vivemos uma realidade camuflada, que resultará em uma frustração acumulada cada vez mais difícil de superar.
Portanto, coloque uma pitada de provocação nos seus desejos e inspirações. Somente dessa forma você poderá iniciar uma nova etapa com o incômodo necessário para entrar em ação.
Talvez assim e somente assim, 2015 possa ser diferente
Um grande abraço e sucesso!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Conselho a um jovem profissional

Hoje fui despertado com uma notícia muito triste e que me motivou a escrever essa carta. Um rapaz de 25 anos de idade pediu demissão de uma empresa por não estar suportando a grande pressão e a quantidade de trabalho. Ele não era meu funcionário, eu nem o conhecia, mas ainda assim essa decisão mexeu comigo.

Me permita lhe explicar o motivo do meu incomodo. Com 25 anos é muito cedo para falar sobre “grande pressão”, afinal é o momento de entregar o máximo em sua carreira, de crescer, de aprender, de se destacar.  No entanto, 25 anos é um pouco tarde para esse tipo de atitude, o tempo está passando. Com quantos anos você deseja assumir a responsabilidade? Quanto tempo você acredita que a vida vai esperar você amadurecer? Eu respondo, não vai! A vida vai continuar lhe provocando, queira você ou não. E a cada desafio que você não encara é uma oportunidade que você perde. E muitas oportunidades são únicas na vida.

Você já deve ter notado que estamos vivendo um déficit educacional em nosso País – da educação básica à universidade – e a cada dia, encontrar um profissional qualificado é mais difícil. Mas esse não é o maior problema, pois as empresas estão dispostas a investir tempo, dinheiro e energia na sua capacitação. A questão que está tirando o sono de todo mundo é a precariedade de profissionais com desejo de aprender, de se dedicar, de se envolver com um projeto. E o que isso quer dizer? Pense um pouco. Quando tem um monte de gente ruim no mercado, o que isso mostra? Um mundo cheio de oportunidades. Nunca houve tanto espaço para se destacar. E nem precisa ser brilhante, basta ser comprometido e ter muita sede de aprendizado.

Sei que tem muitas empresas que ainda operam em um modelo de gestão precário, antigo, fracassado, mas pare de usar isso como desculpa. Nunca trabalhe por uma empresa, trabalhe pela sua carreira. Se a empresa não te valoriza, entregue resultados mesmo assim. Esqueça a empesa, valorize o seu currículo e fortaleça o seu maior patrimônio – a sua reputação.

Faça uma reflexão, se nenhuma empresa te valoriza, onde está o erro? Você é azarado ou não está fazendo a sua parte? Pare de sentir pena de você mesmo. Pare de acreditar na sua mãe quando ela diz que você estava certo em pedir demissão. Para de se iludir com os colegas fracassados que dizem que não adianta se dedicar, pois a empresa não valoriza. A responsabilidade é sua! Somente sua!

E se você está pensando em abrir o seu próprio negócio, o sonho de muitos jovens brasileiros, cuidado! Geralmente se você não suporta a pressão do seu chefe, provavelmente não suportará as exigências dos seus clientes. Não é o cenário que precisa mudar, é o seu comportamento.

E guarde uma coisa que vou lhe dizer: o mercado não vai ser generoso com você, a não ser que você seja generoso consigo mesmo. Estude, prepara-se, aprenda, contribua, desafie-se, comprometa-se, dedique-se, enfim, assuma a responsabilidade.

Você deve estar pensando que estou querendo transmitir a minha longa experiência e lições impressas em meus cabelos brancos. Sim, eu tenho uma boa experiência: fui office boy, auxiliar administrativo, professor, coordenador pedagógico, executivo e hoje sou empresário, coach, palestrante, escritor e dedico a minha vida a desenvolver pessoas. Mas deixe-me esclarecer uma coisa, tenho apenas 32 anos, completo 33 esse ano. E 18 anos depois do meu primeiro registro profissional, me orgulho da minha trajetória. Aos 25 eu já aguentava muita pressão e devo a minha carreira a essa capacidade de não desistir.
 
Eu desejo que você amadureça e torne-se o profissional que o mercado precisa: ousado, engajado, competente. Não vou lhe desejar sucesso, pois é consequência do que lhe desejei anteriormente. E se me permite, só quero lhe dar mais uma dica: comece imediatamente. O tempo passa e passa muito rápido.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Como se reinventar depois de um fracasso?

Na entrevista do goleiro Júlio Cesar ao final da derrota para a Alemanha, ficou claro que ninguém sabe o que aconteceu. Na coletiva, o técnico Luiz Felipe Scolari assumiu toda a responsabilidade, mas isso não é justo com o time. Se é família, é família até o fim, na vitória e na derrota. Não se tratam de crianças indefesas, são jogadores profissionais. É o momento de levantar a cabeça, agradecer o País pelo apoio e cada um aprender com os seus erros.

O fracasso não é uma escolha, é um acontecimento que ninguém deseja em sua vida. Aqueles jogadores entraram para ganhar e tenho a certeza que acreditavam nisso, só que os adversários também vieram com o mesmo espírito.

A torcida brasileira está abalada, os jogadores estão arrasados, isso é fato. Mas percebam que o verbo estar é completamente diferente do ser. Um dia todos nós enfrentaremos um fracasso, mas a decisão de ser um fracassado é somente sua. O fracasso é a maior de todas as escolas que podemos frequentar na carreira e na vida.
Conheci pessoas fracassadas na vida, que não conseguiram superar o peso de uma derrota. Mas, felizmente, conheci também muitas pessoas vencedoras, que, diante de um grande revés, sofreram, aprenderam lições inimagináveis e hoje orgulham-se de suas conquistas, principalmente de suas histórias de luta e superação.

Diante de um fracasso, a melhor decisão é a reinvenção!

São nos momentos de turbulência que descobrimos recursos que nem imaginávamos ter. As emoções se afloram e explorando-as positivamente, somos agraciados de uma força surpreendente. E a força de quem se reinventa é uma pancada de energia, pois vem carregada de uma motivação inexplicável. Portanto, aprenda explorar positivamente as suas emoções:
1) Transforme pressão em energia: quando você erra, muitas pessoas lhe apontarão o dedo. Muitas duvidarão e até mesmo se afastarão de você. A pressão é um fator externo, uma expectativa (positiva ou negativa) que terceiros colocam sobre você. Assumir essa expectativa é uma reação comum, porém, desnecessária e, por vezes, cruel. Portanto, não vale a pena. Não entre no jogo pressionado a ganhar, entre no jogo com a certeza de que colocará em ação o seu melhor desempenho.
2) Transforme medo em estratégia: sentir medo é normal. Eu nunca conheci ninguém que não sente. A questão é o que você faz com o medo. Travar ou seguir em frente é uma decisão. A pergunta que precisa ser feita é: “O que eu posso fazer para que tudo dê certo?”. Mas não responda isso pensando no resultado, responda focando nas suas ações, ou seja, naquilo que você precisa fazer para que dê tudo certo. Pensar nas consequências – positivas ou negativas – não ajuda em nada agora. Novamente, foco total e absoluto no desempenho. Treino, estratégia e potencialização dos pontos fortes. O resultado é consequência!
3) Transforme tristeza em propósito: a derrota aconteceu. Bola pra frente! É preciso encontrar um motivo para seguir. É isso que faz da reinvenção uma arma poderosíssima – o propósito. Somente se reinventa quem tem um propósito claro e que valha a pena empenhar todo o seu potencial. E esse motivo jamais deve ser provar para as pessoas que você pode. Isso não depende de você. Faça por você e colha os frutos disso.
Assim como os jogadores se fortalecerão com isso, nós também iremos. Perdemos essa, mas eu tenho a certeza de que esse campeonato trouxe inúmeras lições para que o nosso povo vença a maior de todas as batalhas: as urnas!
Reinvente-se!

terça-feira, 1 de julho de 2014

Thiago Silva - Um golaço sobre liderança!

Especialmente depois do jogo contra o Chile, muitos colocaram em cheque a liderança do capitão da Seleção Brasileira, Thiago Silva. Alguns disseram que ele travou, outros que ele se acovardou diante das dificuldades, enfim, criticaram forte o seu comportamento.

A pergunta que fica é: quem está questionando a sua liderança? A imprensa, os torcedores, os comentaristas, os narradores... Sinceramente, não são questionamentos válidos. Não tenho visto os seus colegas de seleção, a comissão técnica e nem o Felipão questionando a liderança do capitão. E é isso o que importa!

E por que não estão questionando? Pelo simples fato de que ele não teve nenhum comportamento que denegrisse o seu posicionamento de líder. Você pode até interpretar o comportamento do jogador de maneira negativa, mas permita-me trazer um pouco da minha experiência e visão para essa história. Vamos aos fatos:
Nervosismo na estreia: de jogador a torcedor, quem não estava nervoso? Aliás, quem não estava tenso só tinha dois motivos: ou não gosta de futebol ou estava torcendo contra a seleção. No mais, estávamos todos apreensivos. Agora imagine quando você tem milhões de pessoas depositando em você a esperança de ganhar um torneio como este em casa. Quem não ficaria nervoso? Pessoas ficam completamente apavoradas com muito menos pressão!
Então, leio diversos comentários nas redes sociais que dizem: “Ele ganha milhões para fazer isso. Não pode ficar nervoso assim...”. Quer dizer que se ele ganhasse pouco a pressão diminuiria? Que hipocrisia! Nessa hora, quando um hino é cantado da forma como foi pela torcida, quando um País inteiro conta com você, ninguém se lembra do quando dinheiro ganha ou tem. Não é isso que importa! O que está em jogo é a honra, a realização, o propósito.

 Ficar isolado durante a roda de comunhão dos jogadores: o Thiago Silva estava navegando nas redes sociais enquanto isso acontecia? Por acaso ele estava arrumando o cabelo ou descansando um pouquinho? Claro que não! Ele estava em um momento de oração individual, encontrando a sua maneira de se motivar, de se tranquilizar. Ele estava, a seu modo, mandando fortes energias para os seus companheiros. Quantas vezes você já não quis ficar em silêncio, sozinho, antes de uma importante decisão na sua vida?

Não assumiu a responsabilidade: “O Thiago Silva pediu para não participar das cobranças de pênaltis”, “O capitão da seleção não ofereceu palavras de incentivo a seus companheiros”, “Isso não é postura de líder!”. Você sabe qual é a postura de um líder? É não querer ser o astro. É permitir que outras pessoas assumam a liderança quando necessário, é delegar e dar poder evidenciando novas lideranças. Se o Paulinho estava inspirado para motivar as pessoas naquele momento, por que não deixá-lo fazer? Se existem outros jogadores mais preparados para as cobranças de pênaltis, qual o problema de permitir que assumam esta responsabilidade?
Quer saber? O Thiago Silva é um grande líder! Um líder que as organizações precisam ter. Um líder que permite que surjam novas lideranças. Um líder que assume a responsabilidade das críticas e foca mais na vitória coletiva do que em sua vaidade. Um líder que se cobra, que joga com raça, que torce e reza pelos seus companheiros, que assume a responsabilidade... Esse é o Thiago Silva! Isso é ser líder!
Podemos debater várias coisas que podem ser aperfeiçoadas nesse time: estratégia, jogadas ensaiadas, jogadas individuais... Agora, dizer que falta liderança, isso jamais! Em nenhum quesito – nem dento e nem fora dos gramados.
O Felipão construiu um elenco que se gosta muito, de pessoas que se apoiam, que torcem umas pelas outras. Dentro de campo, o Thiago Silva conquistou a braçadeira de capitão - não foi uma imposição - e é respeitado, admirado, seguido. Isso é para poucos! Isso é ser líder! Demonstrar medo, nervosismo, reconhecer que errou. Isso é para poucos. Isso é ser líder!
Antes de criticar o Thiago Silva, muitos líderes deveriam refletir sobre a sua liderança e constatar que têm muito a aprender com o capitão, com o técnico e com todo o elenco da nossa seleção.

Um grande abraço,

* Alexandre Prates é Coach, especialista em desenvolvimento humano e desempenho organizacional. Autor do livro A Reinvenção Profissional e fundador do Instituto de Coaching Aplicado - ICA.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Uma coisa não tem nada a ver com a outra!

Gastos abusivos para a realização da Copa do Mundo, atrasos nas obras, descaso com o dinheiro público, denúncias de corrupção e uma infinidade de absurdos que está levando o povo brasileiro ao limite de sua paciência e dignidade. Isso é uma coisa.
Realizar a Copa das Copas, receber o turista com maestria, mostrar ao mundo o potencial do nosso país, cantar o hino com raça e colocar o coração no jogo junto com a nossa seleção. Isso é outra coisa.
E nós, brasileiros, estamos provando que compreendemos o significado dessa frase que ao longo da vida ouvimos muitas vezes: uma coisa não tem nada a ver com a outra.
Não é porque nossos políticos nos envergonharam com suas gestões incompetentes e corruptas que vamos envergonhar o nosso país diante do mundo todo. Da mesma forma, não é porque o Brasil organizou um belo evento e pode até conquistar o heptacampeonato que esqueceremos da nossa responsabilidade nas urnas.
Repudiar a Copa do Mundo e torcer a favor de um vexame mundial é irresponsabilidade. Abusar do entusiasmo e não protestar nas urnas votando certo, também é irresponsabilidade. Maturidade é fazer o que é certo na hora certa!
E trazendo isso para o nosso cotidiano, precisamos evoluir e conquistar essa maturidade: uma coisa não tema nada a ver com a outra.
A crise financeira mundial, a concorrência desleal, a falta de mão de obra qualificada, os impostos abusivos, enfim, todos esses fatores externos que nos cercam e impedem a conquista dos nossos objetivos. Isso é uma coisa.
Compreender que esses sabotadores existem, você gostando ou não, parar de reclamar e agir. Isso é outra coisa. Se você não pode mudar o exterior, mude o interior. O interior você domina, o exterior, não.
Não é porque a empresa não te valoriza que você vai sujar o seu currículo entregando um trabalho mediano. Trabalhar por uma empresa é uma coisa, trabalhar pela sua carreira é outra.
A vida é de quem assume a responsabilidade e faz o que é certo. E enfatizando mais uma vez o título desse artigo: uma coisa são os seus sonhos, outra coisa é o seu comprometimento com as suas ações hoje.
Sucesso sempre!
Alexandre Prates

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Líder pela primeira vez? Desafios e Oportunidades!

Descubra os riscos e como resolver conflitos

Liderar uma equipe, seja ela de 5 ou 100 colaboradores, é uma tarefa complexa. Mais ainda quando se vai estrear na função, até pelas responsabilidades e desafios que virão pela frente. O coach e especialista em desenvolvimento humano Alexandre Prates afirma que assumir uma primeira gestão tem alguns fatores críticos. Por isso, é preciso cuidado redobrado especialmente no começo.

Segundo ele, a primeira precaução é tentar identificar o cenário que o profissional está pisando. “A primeira gestão é algo que geralmente mexe com as pessoas e faz com que elas se motivem. E essa empolgação em demasia pode ser um problema”, afirma.

Prates explica que não é necessário chegar querendo mostrar muito serviço. “Mudar muita coisa logo de cara, principalmente em empresas que tenham uma cultura mais enraizada, pode não ser visto com bons olhos. Imagine uma organização na qual as coisas são feitas há 10 ou 20 anos do mesmo jeito e você chega impondo um modo de ser. Por mais que você esteja correto, passar por cima desta cultura seria um perigo.”

De acordo com o especialista, isso não quer dizer que o novo líder tenha que se omitir ou deixar de expressar sua opinião. “Só é preciso controlar a empolgação para realmente fazer as coisas no tempo correto. No começo, o envolver as pessoas deve ser a primeira grande preocupação do gestor.”

Depois, sim, vêm as mudanças de processos. “Se o novo líder inverter a ordem, tendo a ser boicotado. É claro que as pessoas têm expectativas sobre o gestor, de que ele vá organizar a empresa, mas engajar as pessoas é fundamental para que ele conquiste os resultados esperados”, afirma Prates.

Jovem líder: erros e confrontos com outras gerações


Se liderar não é uma tarefa simples para qualquer profissional, imagine para um novato. “O líder mais jovem tem mais dificuldades, sim, até pela falta de maturidade na função. A pouca idade o faz cometer erros que um líder com mais experiência de vida não cometeria, mas é normal. O líder sênior de hoje muito provavelmente também errou no passado. Faz parte do processo.”

Algo que já vem acontecendo muito nas empresas são jovens (geração Y) liderando pessoas mais velhas (geração X, por exemplo). Isso certamente poderá ocasionar conflitos. “Os jovens têm mostrado o seu talento e chegado a postos extremamente interessantes. Neste caso, é preciso ter uma maturidade de ambos os lados. É preciso que a pessoa mais experiente valorize a inovação e que o jovem valorize a experiência”, diz Prates.

“Os atritos são inevitáveis, porém, o relacionamento não tem que ser prejudicado por isso. É importante que esse novo líder se planeje e faça as coisas sempre levando em consideração a opinião dos outros. A imposição nessa hora pode ser um problema.”

E quando os confrontos são inevitáveis, a melhor receita é uma conversa franca e direta. “Não deixe nunca a fofoca tomar conta do ambiente. Um feedback imediato e até mesmo uma reunião para se acertar as desavenças demonstra maturidade, transparência e deixa as coisas mais claras.”

Prates lembra também que nada resiste a um bom resultado. “O desempenho blinda qualquer profissional, especialmente alguém que está num cargo de liderança. É o maior escudo contra fofoca, picuinha, e ajuda a construir uma trajetória de sucesso.”

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Quando dizer "não" aumenta a sua credibilidade?


Você dedica um tempo incrível para estruturar um trabalho: pesquisa, discute, estuda, debruça horas sobre o projeto e, com um grande sentimento de dever cumprido, olha para o material finalizado, cheio de orgulho. Ao apresenta-lo para o seu chefe (ou cliente) que, após um olhar rápido, impreciso, sem o completo embasamento necessário, desqualifica o projeto e pede, levando em conta a sua visão equivocada, para que mesmo seja reformulado. Com o coração acelerado, a garganta seca, a cabeça fervendo, você está diante de três diferentes cenários:

1º) Dizer “sim” e admitir que estava errado;

2º) Dizer “sim” e descobrir que estava certo”;

3º) Dizer “não” e assumir os riscos.

Cenário exposto, corda no pescoço, o questionamento é inevitável - qual decisão tomar? Nesse momento, somente essas duas palavras resolvem a situação: sim ou não.

O “sim” se apresenta mais fácil, menos arriscado, com menor responsabilidade, menos dor de cabeça, menos discussões, bastando um simples: “Sim, vou mudar o projeto!”. Mas não se engane, não é tão simples assim. Antes de dizer um “sim”, você precisa se perguntar: mudar o projeto realmente é a melhor opção? A visão apresentada é coerente? Se a ideia for melhor, mesmo que diferente da sua, o melhor a fazer é deixar o ego de lado e aceitar. Afinal, a teimosia só é válida quando o resultado dela é positivo. Agora, se a opinião alheia for equivocada, conforme exemplo acima, dizer um “sim” também é prejudicial, pois, diante do resultado negativo, não adianta dizer: “eu avisei!”, pois você ouvirá: “foi você que não me convenceu. Aprenda a vender melhor as suas ideias!”.

É por isso que você precisa ter a coragem de dizer “não!”. Um “não” repleto de embasamento é bonito de ver. Demonstra confiança e te enriquece de credibilidade. Se você está certo do que está fazendo, diga “não”, mas complemente com uma frase mágica: “confie em mim!“. Amigo, poucos profissionais tem essa coragem de trazer a responsabilidade para si e por um motivo muito simples: falta de embasamento!

A cada dia vejo ideias apresentadas de maneira superficial, sem envolvimento, sem aquele mergulho essencial para ver o que está além de uma simples ação proposta. Toda ação gera consequências e quem tem a capacidade de avaliar o impacto a curto, médio e longo prazo, naturalmente ouve mais “sim” do que “não” aos seus projetos.

Essa é a competência tão desejada pelas organizações: pensar global e agir local. Olhar todo o cenário e executá-lo com maestria e eficácia. E essa competência quando somada à coragem, torna um profissional imbatível.

Portanto, diga “não” quando tiver que dizer “não”. É uma questão de preparo e coragem!

Sucesso!

quarta-feira, 12 de março de 2014

As 8 premissas do Coaching por Alexandre Prates

Muitas pessoas me questionam sobre o meu trabalho como coach. O que eu faço? Como ajudo os meus clientes? O que eu ensino para eles? Perguntas aparentemente simples, mas difíceis de responder, pois o ineditismo de cada coachee torna o processo complemente particular e único.

Por isso, é impossível responder com exatidão o que eu faço, mas, se eu pudesse dizer algo para abranger o meu trabalho como coach, eu diria: eu faço as pessoas assumirem a responsabilidade! Assumir a responsabilidade por seus sonhos, metas, ações, enfim, tomar as rédeas da sua vida. Esse é o início de tudo. Explico: se eu lhe perguntar agora: o que você precisa fazer para alcançar os seus objetivos? Certamente a resposta virá! Se você deseja emagrecer 10 kg, sabe exatamente o que precisa fazer. Agora, se eu lhe questionar: por que você ainda não fez o que precisa ser feito? Você também encontrará muitas desculpas (ou explicações, se assim preferir).

O meu trabalho como coach é fazer com que as pessoas compreendam que existe uma diferença básica naqueles que conquistam e naqueles que não conquistam os objetivos: fazer ou não fazer o que é necessário.

E essa relação entre fazer e não fazer está completamente ligada às crenças que regem a vida de cada um. Então, boa parte do meu trabalho também é instalar novas crenças para que efetivamente novos comportamentos sejam instalados. Afinal, as nossas ações são provenientes do nosso pensamento.

E por acreditar nisso, sigo e ajudo as pessoas a seguirem 8 premissas que regem a minha vida e o meu processo de coaching. Vamos a elas:

1. A mesma energia empenhada para conquistar os melhores resultados da nossa vida é a mesma que deverá se manter presente para nos fortalecer em nossa caminhada.

A pessoa se prepara, dedica-se, enfrenta as adversidades, supera os desafios e chegá-la! Ao chegar, acomoda-se e não despende a mesma energia para continuar evoluindo. Os resultados não aparecem, o rendimento cai, a motivação diminui e o valor daquele profissional é questionado. Então, descobrimos que chegar lá (seja onde for) é só o primeiro passo, manter-se e evoluir é consequência dos próximos passos e da energia que você decidir empenhar nessa caminhada. Esse é o depoimento de quem já acompanhou muitas evoluções e "involuções" também!

2. A disciplina é o único atalho para o sucesso em qualquer área da vida.

As pessoas fervem de tanta consciência do que precisam fazer. Algumas entram em ação, o que já é um grande diferencial, mas que não garante o sucesso. O êxito está na capacidade de disciplinar-se rumo aos objetivos. Isso é autogestão! Jamais negocie com os sabotadores, eles geralmente ganham. Com os sabotadores só cabe a imposição! Se decidir fazer algo, faça! Os sabotadores logo abrem mão e se afastam.

3. Definir em nós a evidência do nosso sucesso é a única maneira de encontrar a verdadeira felicidade.

Um dos fatores inibidores mais críticos do sucesso é a visão equivocada do real motivo de se conquistar algo. Uma pessoa, quando busca um objetivo porque deseja FAMA, frustra-se constantemente, pois coloca as evidências de sucesso na mão do outro. Embora eu não discuta os valores que movem as pessoas, percebo que influenciam (e muito) as conquistas. Quando uma pessoa busca perder peso porque quer impressionar outras ou conquistar alguém, novamente coloca as evidências nas mãos do outro. Imagine se alguma coisa der errado, se essa pessoa começar a namorar, eu vou jogar tudo para o alto porque o objetivo pelo qual eu fazia isso acabou? Eu não preciso buscar a fama, mas posso querer ser o melhor no que faço, destacar-me das outras pessoas, conquistar resultados extraordinários... Isso depende de mim! Ser famoso é consequência. Uma pessoa pode perder peso para ganhar qualidade de vida, ter mais disposição, viver mais e melhor... Isso depende de mim! Ficar mais bonito é consequência. Quando o propósito está claro e vale o esforço, a disciplina acontece com mais naturalidade. Quando o propósito está desconfigurado, as nossas evidências são de curto prazo e os resultados não aparecem, eu me frustro e deixo de seguir em frente.

4. A responsabilidade é sempre nossa.

Ninguém é responsável pelo seu sucesso ou fracasso. Ninguém é responsável pela sua felicidade ou infelicidade. Reclamar e lamentar não vai te ajudar. Assumir a responsabilidade e fazer o seu melhor, isso sim te levará a algum lugar! A escolha é sua!

5. A pressa pode matar todos os seus objetivos.

A incapacidade de definir evidências reais e palpáveis de desenvolvimento nos remete ao imediatismo que tanto desmotiva o caminhar rumo a nossa meta. Maltratamos o corpo durante 30 anos e queremos resolver tudo em 30 dias. Ninguém emagrece 20 quilos pensando neste total, mas, sim, imaginando o que precisa fazer hoje para emagrecer 2 quilos por mês. Isso é foco! As pessoas confundem foco com meta. Meta é o que eu quero atingir, foco é o que preciso fazer hoje para alcançar a minha meta.

6. Todo ganho traz uma perda.

Por mais insatisfeitos que estejamos ou por mais que queiramos alguma coisa, temos ganhos em permanecer no estado atual e não realizar os nossos objetivos. Afinal, conquistar um objetivo requer novos comportamentos e estes, por sua vez, nos obrigam a encarar o desconhecido. E, geralmente, preferimos permanecer na zona de conforto. Queremos os ganhos, mas não suportamos as perdas. Pergunte-se: o que eu perco para atingir os meus objetivos?

7. Se você já chegou lá é porque parou de sonhar.

Nós crescemos na medida em que nos desafiamos! Essa afirmação reforça o que verdadeiramente acredito sobre as pessoas que realizam: eles decolam na vida e na carreira, pois se permitem encarar novos desafios constantemente. Renovar nossos sonhos é vital para renovar as nossas energias. As pessoas mais brilhantes que conheci na vida orgulham-se de suas conquistas, mas realizam-se querendo sempre mais.

8. Se você parou de sonhar, precisará de muito mais energia para se manter vivo.

O ser humano é movido por sonhos, desejo, propósito... quando não nos permitimos mais sonhar, nos limitamos apenas a sobreviver. E sobreviver dá muito mais trabalho.

Como eu sempre digo ao final das minhas palestras e treinamentos: não acredite em tudo o que eu digo, mas também não duvide de tudo. O meu processo de coaching foi baseado na minha experiência, não é nenhuma verdade absoluta, mas tem dado certo!

Espero que proporcionem a você o mesmo que tem proporcionado à minha vida!

Sucesso!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O que está acontecendo com os nossos jovens profissionais?

Ao preencher o recibo de pagamento de uma corrida, o taxista me pergunta: “O senhor quer que eu faça o recibo com esse valor mesmo?”. Uma mulher corta a fila para embarcar no voo e finge estar atenta ao celular, pois ela mesma não consegue encarar a vergonha do seu ato. Em um restaurante, desses com mesas bem disputadas, um rapaz aguarda um casal pagar a conta para sentar-se à mesa. Durante um instante de distração, duas garotas tomam à frente e sentam-se, disfarçam como se não soubessem o que tinha acontecido. Ao observarem que o rapaz se afastou, elas riem da situação, pois foram mais “espertas”.

Eu poderia citar vários outros exemplos que se apresentam todos os dias diante dos nossos olhos, que demonstram claramente, mas muito claramente, que estamos vivendo uma série crise de valores. Mas é importante deixar isso bem claro: a crise não se dá pelo fato de não conhecermos os valores que regem uma sociedade, uma família, uma empresa, mas, sim, pela nossa incapacidade de viver esses valores em nossas vidas. Nos exemplos citados acima, eu posso afirmar que todos, sem exceção, sabiam o que era certo fazer. Mas cortar a fila é mais fácil; roubar a empresa (sim, isso é roubo!), solicitando um valor a mais no recibo do taxi, é mais rentável; ignorar a existência de alguém para sentar-se mais rápido à mesa é mais cômodo. Fazer o que é certo, dá trabalho.

Você pode pensar agora que são exemplos banais, que isso não interfere em nada na sociedade, mas permita-me explicar. Quando alguém corta a fila na sua frente, você fica enfurecido e, se pudesse, brigaria, xingaria e faria a pessoa repensar o que fez. Logo, o sentimento de alguém quando fazemos isso é o mesmo e, pouco a pouco, quando esses pequenos exemplos acontecem, vamos desacreditando no ser humano. Como se já não bastassem as notícias de corrupção, violência e pobreza que nos afetam diariamente, ainda somos “presenteados” com comportamentos de completo descaso com o ser humano todos os dias, em qualquer ambiente.

Face a isso, algo fica muito claro: estamos vivendo uma crise de importância aos valores que regem uma sociedade. Não precisamos mudar os valores, apenas vivê-los, de fato, em nosso cotidiano, seja nas organizações, nas famílias, nas escolas, no lazer, enfim, em todos os contextos que nos cercam.

A geração perdida

Enquanto você lê esse artigo, certamente se questiona: “como mudar isso?”. Eis a pergunta mais importante de todas. Os valores são fruto das nossas crenças - aqueles ensinamentos e experiências que tivemos desde a nossa infância e que são responsáveis pela formação do nosso caráter e, como consequência, das nossas intenções e comportamentos. As nossas crenças nos acompanham por toda a vida e determinam como pensamos, sentimos, agimos, enfim, quem somos. Mudar uma crença é a mais desafiadora tarefa do desenvolvimento humano, pois requer uma forte consciência dos seus atos e consequências, além de um grande desejo e determinação para mudar. E quanto mais o tempo passa, maior se torna o desafio, pois a dificuldade aumenta ao passo em que as crenças são mais internalizadas com as experiências, notícias e sensação de que o mundo é assim e precisamos fazer parte do jogo.

Por mais doloroso que possa ser, serei direto, sem romantismo: a geração atual jamais viverá os valores que acreditamos vitais para uma sociedade mais justa e digna. Estou me referindo àqueles que já estão contaminados e que insistem em abdicar do que é certo em prol do que é mais fácil e vantajoso para si. Para essas pessoas, existem as leis, as normas, as regras, que são impostas para substituir a falta de bom senso e respeito aos valores. Além disso, existe a maior de todas as armas: o contraponto comportamental – ou seja, a indignação daqueles que insistem em fazer o certo, que dizem “NÃO” ao jeitinho, que reprimem a injustiça, que praticam a gentileza, que, por incrível que pareça, respeitam o próximo. E a boa notícia é que existem muitas pessoas com valores firmes e capazes de lutar por essa conscientização. E isso já tem acontecido com mais frequência. As pessoas já têm se indignado e externado isso com mais afinco, pois estão mais conectadas e encontram alternativas para serem ouvidas.

A geração que pode transformar as empresas (e o Brasil)!

A melhor de todas as notícias ainda está por vir: temos uma geração ainda em formação, com a mente aberta para receber os ensinamentos necessários e seguir o caminho certo. O que estou querendo mostrar nesse artigo é que jamais mudaremos aqueles que não desejam participar dessa transformação, mas que muitos jovens estão dispostos a isso.

Portanto, qual é a solução?

Precisamos de líderes com valores fortes e com um grande desejo de liderar, de fato, para que haja a tão sonhada transformação na sociedade. Os pais, as escolas, as universidades, as empresas, os meios de comunicação, todos têm um papel fundamental nessa transformação. Aos que acreditam nessa transformação, cabe a dedicação na educação das pessoas, na transmissão e fortalecimento dos valores que impulsionam a nossa sociedade. Aos que não acreditam, ao menos não atrapalhem subvertendo os valores por meio de comportamentos que denigrem o ser humano e exemplifiquem a sua falta de moral. Permita que os jovens enxerguem a possibilidade de uma vida mais digna, justa e com um propósito muito claro: conquistar o sucesso contribuindo para um País verdadeiramente desenvolvido.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Não existe conflito de gerações. O problema está na liderança!

Nos últimos cinco anos, convivi de perto com esse tão aclamado discurso sobre o conflito de gerações no mercado de trabalho. Confesso que durante algum tempo me convenci que esse fenômeno realmente existia e me dediquei a trabalhar esse conflito nas organizações.

Mas a experiência e as inúmeras conversas com os profissionais das mais diferentes gerações me ajudaram a clarificar a percepção e concluo, sem qualquer receio: o conflito está na liderança.

Um conflito ocorre quando temos opiniões divergentes, defendemos causas opostas ou queremos coisas diferentes. Analise um cenário comigo:

A famosa Geração Y foi amplamente estudada e alguns conceitos se apresentaram sobre o perfil desses jovens. Chegou-se a conclusão que tal geração deseja trabalhar em uma empresa que lhes proporcione reconhecimento, oportunidade de crescimento, metas claras e desafiadoras. Além disso, querem sentir-se parte e, a partir do seu trabalho, conquistar um padrão de vida superior. Também fica claro que é uma geração que não aceita trabalhar insubordinada para qualquer um, não aceita a maioria das regras, procedimentos e planos de carreiras fantasiosos que as empresas praticam e não pretendem ficar anos na mesma corporação só para um dia, talvez, subir de cargo. Face a isso, reflita comigo: a Geração X quer alguma coisa diferente disso? É claro que não! Todos, independentemente da geração, queremos uma empresa que nos valorize, que nos dê oportunidade de aprender, crescer e contribuir e que, acima de tudo, reconheça a minha atuação e os resultados conquistados.

A nova geração de profissionais quer mais das organizações do que as gerações passadas. Uma pessoa com 50 anos hoje pensa, deseja e age diferente de uma pessoa que tinha esta mesma idade há 20 anos. Logo, a empresa que construir um ambiente saudável, que permita às pessoas serem elas mesmas e colocar o seu melhor em jogo, certamente não terá conflitos.

Ouço dizer inúmeras vezes que a Geração Y é menos comprometida com as empresas e mais focada em suas carreiras, que não respeitam a hierarquia e que não valorizam as oportunidades oferecidas. Concordo que muitos profissionais são assim, mas não apenas as gerações mais jovens. A Geração Y é tão descontente com as empresas quanto a X ou qualquer outra geração. A questão é que as pessoas com mais idade, naturalmente, assumiram mais responsabilidades na vida – pagam aluguel, têm filhos, sustentam uma família – logo, não podem perder o emprego.

As gerações são diferentes, mas não nos seus anseios e, sim, nas suas competências, no seu modo de ser e agir. Você, líder de uma geração mais jovem, deseja a mesma coisa que eles. A questão é que a vida lhe trouxe maturidade, experiência, conhecimento, virtudes que lhe permitem agir com maior ponderação e assertividade. E hoje, na liderança, você se depara com profissionais que desejam chegar no seu patamar, mas que possuem, é claro, um tempo de vida que não lhe permitem enxergar o que você (hoje) enxerga.

Portanto, uma pergunta se faz fundamental: onde está o conflito de gerações? O conflito está na liderança, na maneira como eu compreendo as inevitáveis diferenças e ajo diante delas. O conflito é minimizado ao passo que você investe em duas ações cruciais na organização:

1. Invista na educação das pessoas.

Isso mesmo, na educação! Nós, líderes, precisamos compreender que estamos diante de um déficit educacional no Brasil. As escolas nunca foram tão precárias, logo, os jovens saem do ensino básico sem aprender o básico. As universidades formam técnicos sem qualquer noção de mercado e visão de carreira. Os pais, cada vez mais ausentes, terceirizaram a educação de seus filhos. Como consequência, os jovens chegam ao mercado de trabalho cada vez menos preparados cientificamente, profissionalmente e, principalmente, moralmente.

Então, compreenda que o líder que não dedicar tempo e energia na educação dos jovens profissionais continuará reclamando e colhendo os frutos de uma gestão que não acompanha as mudanças. Permitam-me não entrar na discussão se educar é papel ou não do líder, mas não posso me furtar em dizer que, independentemente se você concorda ou não, educar as pessoas é uma atribuição que você não pode deixar de exercer com afinco.

O tempo que você dedicar ensinando as pessoas sobre carreira, mercado, estratégia, resolução de problemas retornará a você como resultado. A energia que você dispensar participando as pessoas das decisões será recompensada com o engajamento. O seu desprendimento em dar feedback, elogiar, reconhecer, conversar será valorizado com a evolução do seu time. Agora, se você me perguntar qual é o maior de todos os ensinamentos que você pode trazer para as pessoas, eu elegeria um como primordial: VALORES. Quanto mais firmes estivem os valores de uma pessoa, mais claro estarão para ela os motivos pelos quais vale a pena se entregar a um projeto, a uma empresa e quão gratificante é lutar por alguma coisa que se acredita.

2. Invista na evolução da sua gestão.

O modelo de gestão da empresa e a maneira como a liderança dissemina essa cultura são os maiores causadores dos conflitos internos, principalmente nas organizações que operam por processos rígidos e que possuem uma hierarquia engessada, que desmotiva uma geração (independentemente da idade) que deseja liberdade de atuação e participação. As empresas precisam se reinventar e quebrar os padrões hierárquicos que inibem uma participação ativa e engajada. As pequenas e médias empresas saem na frente nesse quesito devido a sua estrutura enxuta e conseguem oferecer uma participação mais efetiva e colaborativa, pois a facilidade de administrar os processos e decisões permite aos profissionais envolverem-se em diversas áreas e setores da organização, podendo, inclusive, serem ouvidos nas decisões.

O grande choque é cultural, pois a liderança e, como consequência, as organizações, não evoluíram na velocidade que o mundo corporativo e as novas gerações têm exigido.

Por fim, esteja perto do seu time. A distância aumenta o conflito e afasta qualquer possibilidade de alinhamento de pensamento e valores. Faça valer a sua experiência e conquiste as pessoas. Você, líder, seja um coach para a sua equipe. Transmita experiências e extraia o melhor de cada um, permitindo a eles participar, contribuir e crescer.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Entrevista: 6 sinais de que você é um chefe ultrapassado no seu negócio

Especialistas afirmam que pequenos empresários centralizadores deveriam mudar de postura para ter uma relação melhor com suas equipes

Fonte Exame – por Camila Lam.

São Paulo – Cuidar da gestão de pessoas de uma empresa não é uma tarefa fácil. Entretanto, é importante que o empreendedor saiba da importância de ser um chefe que seja um exemplo para sua equipe. “O empresário hoje não pode ser mais aquele cara, atrás do balcão, atrás do computador ou atrás do caixa o dia inteiro”, afirma Alexandre Prates, empresário e especialista em liderança.

Para Fernanda Schröder Gonçalves, coordenadora do setor de Carreiras do Ibmec/MG, muitos empresários são centralizadores e isso acaba interferindo na sustentabilidade do negócio. “Eles delegam sem terem segurança, acabam acumulando tarefas e ficam presos nas tarefas operacionais”, explica.

“Em termos de atitude, o líder forte é expansivo e ajuda a engradecer sua equipe investindo nos talentos”, afirma Eduardo Carmello, diretor da Entheusiasmos Consultoria. Veja seis sinais de que você é um chefe ultrapassado.

1. É centralizador

Se você considera uma perda de tempo delegar tarefas e acredita que consegue fazer mais rápido, pense melhor. “A empresa de cinco passa a ter 50 funcionários, mas ainda assim só o dono que faz as coisas”, exemplifica Prates. O ideal é que o processo comece aos poucos e que a equipe aprenda como as tarefas são realizadas.

A principal desvantagem de ser um empreendedor centralizador é que sua empresa deixa de inovar, pois ensinar a sua equipe a participar mais dos processos pode gerar novas soluções. “As pessoas deixam de trazer ideias novas, não há criatividade na empresa”, afirma Fernanda.

2. Não estimula a equipe

Quando a empresa já está funcionando de uma determinada maneira, um chefe acomodado não vê necessidade de incentivar a equipe a fazer um trabalho melhor. “Ele quer hoje que as pessoas funcionem sozinhas, sem ele cobrar e sem ele ensinar nada”, resume Prates.

Para Carmello, um erro que a maioria dos donos de pequenas empresas comete é acreditar que a motivação para trabalhar tem que ser pelo medo. ”Ele não entende a ideia de respeito e acaba gastando uma energia para se posicionar como um líder forte, quando não é”, explica.

3. Raramente escuta os outros

Receber feedbacks nunca é demais, mesmo para o dono de uma pequena empresa. Os profissionais da nova geração, por exemplo, querem ser ouvidos e muitas vezes se deparam com chefes que não valorizam esse tipo de atitude. Para Prates, se o empresário tem pensamentos muito egoístas, como “eu tenho a empresa há 10 anos. Por que vou escutar uma pessoa que acabei de contratar?”, é preciso fazer uma reflexão.

Um líder que toma essa postura evolutiva não pode só escutar como tem que colocar em prática. Caso contrário, o empresário perderá os melhores talentos da empresa.

4. Só se preocupa com os próprios benefícios

Se você é do tipo de pessoa que quando alguma coisa dá certo assume as vitórias, mas quando não dá joga a culpa na equipe, esse estilo de liderança deve ser mudado. Caso contrário, você terá uma equipe cansada e desengajada. “O líder forte é aquele que fomenta a competência para que a equipe possa voar com as suas próprias pernas”, explica Carmello.

A principal desvantagem de insistir nesse tipo de atitude é que nenhum funcionário vestirá a camisa da sua empresa.

5. Vê custo em tudo

Para melhorar a equipe e formar sucessores é preciso ter uma visão de longo prazo. “A questão de treinamento e desenvolvimento para as pessoas é vista como custo e não como investimento. Ele não arrisca nesse sentido e prefere economizar”, afirma Fernanda.

Além disso, investir para ter um ambiente de trabalho agradável ou oferecer benefícios são algumas práticas que custam, mas que podem melhorar a produtividade da sua equipe.

6. Não assume que precisa se profissionalizar

Empreendedor gosta de ter controle de tudo, mas nem sempre tem conhecimento de todas as áreas da empresa. “Se ele não tem competência em determinadas áreas, deve buscar ajuda fazendo cursos ou buscar uma empresa qualificada para terceirizar o serviço”, ensina Fernanda.

Para Carmello, o empresário que insiste em uma postura de que sabe de tudo pode acabar perdendo espaço no mercado.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Entrevista: Quem não se reinventar está fora do jogo!

O profissional que não se reinventar está fora do jogo no mundo corporativo. Competências como autoliderança e empreendedorismo serão cada vez mais valorizadas nas empresas. Estes são alguns dos temas abordados por Alexandre Prates, autor do livro “A Reinvenção do Profissional – Tendências Comportamentais do Profissional do Futuro” em sua entrevista.

Coach, especialista em desenvolvimento humano e desempenho organizacional, Prates entrevistou 50 líderes de grandes empresas para traçar um perfil das características ideais dos profissionais. Ele falou com o Diário sobre o panorama atual do mercado:

DR - Nestas entrevistas com 50 líderes, o que chamou mais sua atenção? Mesmo tendo entrevistado líderes com perfis diferentes e de regiões distintas, há um traço comum entre eles?

Alexandre Prates - Todos, sem exceção, apesar de terem chegado a um patamar profissional interessante, jamais pararam de se reinventar. Desafiam-se constantemente e querem sempre um algo a mais. Além disso, um fator é invejável em todos eles – um propósito claro, algo que vai além do dinheiro, que motiva e mantem o foco para o futuro. No que tange a opinião sobre o mundo corporativo do futuro, são unânimes em afirmar que o investimento no ser humano é fator primário para o sucesso de qualquer organização.

DR - Você afirma que o profissional tende a ser cada vez mais livre e empreendedor. Como ser assim e ao mesmo tempo ainda ter de trabalhar em organizações com formatos de trabalho mais conservadores. Existe hoje um "choque" entre os novos profissionais e as empresas, principalmente as de pequeno e médio porte no interior?

Alexandre Prates - O conflito existe, principalmente, nas grandes organizações, por incrível que pareça. Os processos rígidos e a hierarquia engessada desmotiva uma geração que deseja liberdade de atuação e participação. As empresas precisam se reinventar e quebrar os padrões hierárquicos que inibem uma participação ativa e engajada. As pequenas e médias empresas, devido a sua estrutura enxuta, conseguem oferecer uma participação mais efetiva e colaborativa, pois a facilidade de administrar os processos e decisões permite aos profissionais envolverem-se em diversas áreas e setores da organização, podendo, inclusive, serem ouvidos no processo de decisão. Respondendo objetivamente a pergunta, sim, existe um grande choque, pois a liderança e como consequência, as organizações não evoluíram na velocidade que o mundo corporativo e que as novas gerações tem exigido.

DR - Empreender é uma competência, conforme você afirma. Tem uns que nascem com maior propensão, enquanto outros não a tem. Que dicas práticas você dá para quem quer desenvolver esta competência mesmo sem ter muito apoio da empresa ou sem ter recursos para investir em cursos? Há alternativas?

Alexandre Prates - Atualmente não existe mais essa história de não ter recursos para investir em cursos. Temos inúmeras ofertas de cursos com valores acessíveis e até mesmo sem custo, é uma questão de buscar as oportunidades. Precisamos também compreender que um empreendedor é dotado de algumas características que o diferenciam. Dentre elas, destaco a visão de mercado, a capacidade de entregar resultados e principalmente, a iniciativa e determinação, elementos que se aprende na prática, no dia a dia. As pessoas precisam ler mais e com mais qualidade, conhecer pessoas novas, assistir palestras, cursos, treinamentos, debater, discutir... tudo isso contribui para a formação de uma visão mais empreendedora. Além disso, é preciso praticar o empreendedorismo, decidir o que deseja fazer da vida e se engajar, se comprometer com isso. As pessoas estão desistindo muito fácil das coisas e infelizmente, não existe curso para isso, é uma decisão pessoal. É uma questão de atitude!

DR - Hoje as empresas têm em seus quadros profissionais que estão atuando há 20, 25 anos e também têm novos profissionais que acabaram de se formar, geralmente bem mais antenados à tecnologia. Em alguns casos há conflitos em função de culturas e bagagens diferentes. Como lidar com estas transformações?

Alexandre Prates - O conflito não está na diferença de gerações, o conflito está na liderança. Nos últimos 5 anos convivi de perto com esse tão aclamado discurso sobre o conflito de gerações no mercado de trabalho. Confesso que durante algum tempo me convenci que esse fenômeno realmente existia e me dediquei a trabalhar esse conflito nas organizações. Mas, a experiência e as inúmeras conversas com os profissionais das mais diferentes gerações me ajudaram a clarificar a percepção e concluo sem qualquer receio: o conflito está na liderança. Explico.

Um conflito ocorre quando temos opiniões divergentes, defendemos causas opostas ou queremos coisas diferentes. Certos disso, analisem um cenário comigo:

A famosa Geração Y foi amplamente estudada e alguns conceitos se apresentaram sobre o perfil desses jovens. Chegou-se a conclusão que tal geração deseja trabalhar em uma empresa que lhes proporcione reconhecimento, oportunidade de crescimento, metas claras e desafiadoras. Além disso, querem sentir-se parte e a partir do seu trabalho conquistar um padrão de vida superior. Também fica claro que é uma geração que não aceita trabalhar insubordinado para qualquer um, não aceita a maioria das regras, procedimentos e planos de carreiras fantasiosos que as empresas praticam e não pretendem ficar anos na mesma empresa só para um dia, talvez, subir de cargo. Face a isso, reflita comigo: a geração X quer alguma coisa diferente disso? É claro que não! Todos, independente da geração, queremos uma empresa que nos valorize, que nos dê oportunidade de aprender, crescer e contribuir e que, acima de tudo, reconheça a minha atuação e resultados conquistados.

Portanto, a empresa que possuir um ambiente saudável, que valorize o ser humano, de fato, não terá conflitos, pois cada um terá espaço para desempenhar o seu melhor.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Quem vira a cadeira para você?

Tenho acompanhado com certo entusiasmo o programa que busca a nova voz do País, o The Voice Brasil. Mesmo como expectador, é inevitável sentir, ainda que em menor intensidade, aquela angústia de quem está se apresentando, na expectativa de um dos técnicos virarem a cadeira e, dessa forma, concederem uma oportunidade para entrar realmente no programa e dar um grande passo para uma carreira exitosa.

Saber cantar, ter repertório, carisma com o público, nada disso garante que as cadeiras irão virar. É impressionante! Ficamos assistindo, encantados com a apresentação e, ainda assim, somos surpreendidos com a negativa dos técnicos. Mas, pensando bem, não é tão impressionante assim. Fazendo uma analogia com o mundo corporativo, podemos pensar: quantas pessoas você conhece que possuem um currículo acadêmico invejável e, no entanto, ainda não tiveram grandes conquistas profissionais? Quantas pessoas você conhece que têm um discurso incrível, embasado, emocionante, mas que nada fazem além de falar e falar?
Eis a questão, amigo. Não é apenas o repertório de citações acadêmicas, o carisma, a capacidade técnica. É preciso ir além para fazer a cadeira virar, para conquistar a oportunidade, o reconhecimento.

Então fica a pergunta: o que faz a cadeira virar?
Não existe fórmula, lógica e critérios pré-estabelecidos para o sucesso, embora tentem nos apresentar isso com frequência. Quantas vezes, assistindo às apresentações, ouvi de algumas pessoas: “esse cara canta melhor do que muitos artistas que fazem sucesso... Como isso é possível?”. Concordo que cantam melhor mesmo, mas é assim que é. Não é só cantar, é um conjunto. Assim como não é só estudar, falar inglês, ter boa comunicação, fazer networking, blá, blá, blá... É um conjunto!

É esse todo, somado a um elemento fundamental, que faz a cadeira virar: a autenticidade. Exatamente isso, autenticidade. Não nos interessamos pelo cover, queremos a nova versão da música, a poesia apresentada de forma inusitada, o ritmo em uma nova roupagem. Queremos o profissional que inove, que faça diferente do que muitos estão fazendo. Enquanto a maioria, infelizmente, está cada vez menos comprometida com as empresas, quando chega alguém que se engaja, entrega resultados e se envolve, certamente conquistará o seu espaço, pois apresentou o novo. Enquanto todos estão na mesmice, querendo apenas fazer o que lhe é demandado, aquele que propõe desafios, que diferencia, que arrisca, naturalmente se destacará.
Vivendo o mercado de franquias, vejo isso acontecer o tempo todo. Muitos empresários pensam que basta uma boa ideia, uma fachada bonita, uma loja impecável e pessoas com uniformes alinhados que os clientes naturalmente entrarão e consumirão, gerando um grande faturamento e lucro. Só isso não basta, é preciso ir além, criar diferenciais que encantem o cliente, envolver a equipe nesse propósito. Enfim, em um mercado com tamanha concorrência, vencerá aquele que estiver comprometido com o novo, com aquilo que surpreende.

Na TV ou no mundo real, amigo, as pessoas estão ansiosas por pessoas e empresas que façam valer a pena, que me motivem a virar a cadeira.
E você, o que tem feito para merecer que virem a cadeira da oportunidade para você? O quanto você tem se entregado aos projetos? O quanto você tem se envolvido com as empresas pelas quais tem passado? O quanto você tem se dedicado aos clientes que confiam em você? O quanto você tem investido na sua evolução pessoal e profissional?  As suas respostas mostrarão o quanto você, de fato, está comprometido com a sua carreira.

E a pergunta que vale uma vida: você viraria a cadeira para você mesmo?

Um grande abraço,
Alexandre Prates

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

5 passos para você se destacar e ser promovido

De um lado, empresários e gestores reclamam das dificuldades de encontrar bons profissionais no mercado. Do outro, RHs cada vez mais pressionados para atrair pessoas talentosas. O resultado disso é a contratação de trabalhadores sem todos os atributos necessários para o cargo. A oportunidade aparece para os que têm vontade de crescer, capacidade para aprender e o mínimo de recursos para executar as principais tarefas.

Por essa falta de mão de obra especializada, existe uma chance gigantesca para quem deseja se destacar no mercado. Quando uma empresa detecta alguém que vai além do que lhe é atribuído, naturalmente quer mantê-lo em seu quadro de colaboradores e não economizará esforços para deixá-lo feliz e motivado.

O momento nunca foi tão bom para quem deseja, de fato, construir uma carreira de sucesso. Mas ter vontade apenas não basta. É preciso se preparar e seguir alguns passos valiosos, como esses abaixo:

1. Entregue resultados: eis a dica fundamental. É o resultado que destaca um profissional. Porém, para entregar resultados, é preciso ter clareza do que você precisa entregar. Se a empresa lhe contratou é porque algum resultado ela espera de você. Pergunte sobre isso e, principalmente, descubra uma forma de medir a sua conquista. É preciso ter claro o que as pessoas estão ganhando com o seu trabalho.

2. Cuide da sua reputação: a sua imagem é o seu maior patrimônio, valorize-o. Não permita que comportamentos negativos, por menor que possam parecer, sujem a sua imagem. Chegar atrasado, fazer fofoca, descuidar da aparência, exagerar nas brincadeiras, demonstrar apatia e descaso com o trabalho podem prejudicar a sua reputação e isso se tornará uma barreira para o seu crescimento na empresa. Seja uma pessoa comprometida, ética e, principalmente, cumpra o que promete. Dia após dia, você criará uma imagem forte e valorizada por todos.

3. Aprenda, aprenda, aprenda: jamais desperdice a oportunidade de participar de uma palestra, treinamento ou qualquer ação promovida pela empresa. Um profissional que demonstra interesse e desejo de desenvolver-se também manifesta uma grande vontade de evoluir na empresa e na carreira. As pessoas sempre valorizarão quem tem sede pelo conhecimento.

4. Invista nos relacionamentos: ninguém chega a lugar algum isoladamente, é preciso construir laços verdadeiros de companheirismo na empresa para ter pessoas que torçam e apoiem o seu crescimento. E a melhor maneira de construir bons relacionamentos é ajudando as pessoas. Quando você contribui com o time, faz por merecer a confiança dos outros e apoia o crescimento dos demais. Quando chegar a sua vez, as pessoas retribuirão.

5. Seja solução: os mais valorizados dentro de uma empresa são aqueles que, diante de uma situação difícil, assumem a responsabilidade, agem pró-ativamente e fazem o que for preciso para resolver os problemas. Jamais considere um problema uma “dor de cabeça”, mas, sim, como uma grande oportunidade de mostrar quem você é, o quanto está preparado e aonde quer chegar.

Resumindo as cinco dicas em uma: vá além! Independentemente se você tem dúvida se a empresa irá valorizá-lo, se será promovido ou se deseja construir carreira nessa organização, vá além! Faça isso por você, pela sua carreira, pelo seu futuro e acredite: mais cedo ou mais tarde, será valorizado por isso.

Um forte abraço e até a próxima,

Alexandre Prates

terça-feira, 24 de setembro de 2013

8 dicas para impulsionar as vendas no varejo – parte 3


Mais uma semana de VENDAS no Blog A Reinvenção do Profissional!


Hoje iremos abordar mais 3 ações que irão alavancar as vendas de seu negócio! Vamos lá?

4. Divulgação

Não tem como falar em presença sem abordar esse tema. A sua presença será cada vez mais forte se você tiver a capacidade de intensificar as suas ações de divulgação de modo que o seu público-alvo seja sempre atingido de forma impactante e surpreendente. Logo, sair distribuindo milhares de panfletos e colar dezenas de cartazes e outdoors em sua região nem sempre produzirá grandes resultados. As pessoas estão sendo bombardeadas com informações de todos os lados, portanto, é preciso desenhar estratégias cada vez mais personalizadas, que despertem a atenção. Se fizer o que todos fazem, os seus panfletos irão para a mesma cesta de lixo de todo mundo.

Pergunta-chave: como impactar o seu público-alvo?
Resposta: Personalize a sua comunicação

O que você precisa fazer?

  • Invista em ações personalizadas – atingir menos pessoas com impacto maior, essa tem sido a regra do jogo. Ao invés de enviar uma promoção padronizada para 10.000 clientes, envie algo especial para os moradores de um condomínio, por exemplo. Paralelamente, crie uma ação para os funcionários de uma empresa que lhe interessa muito. Ou seja, ações para menos pessoas, porém personalizada. E o mais importante, mensure os resultados, dessa forma, você criará pouco a pouco um banco de ações e saberá, de fato, o que fazer para produzir os resultados esperados.
  • Invista em relacionamento – se você só faz divulgação e não investe em relacionamento, está subutilizando o seu potencial de vendas. Relacionamento é o corpo a corpo, a valorização do cliente fiel, a felicitação por seu aniversário, o reconhecimento pela sua importância na empresa. A questão é que pouco nos importamos com o cliente após a compra e com as inúmeras atribuições do dia a dia, vamos deixando o relacionamento em segundo plano. E compreenda: você somente se relacionará com o seu cliente se tiver informações dele. Caso contrário, ficará muito difícil estar perto e criar ações de relacionamento e fidelização.
  • Seja fonte de informação – na era da informação, vence aquele que compartilhar mais conhecimento de forma adequada. As redes sociais são uma grande ferramenta para tornar a sua empresa conhecida de maneira rápida, barata e eficiente. Mas para isso, é preciso entender uma regra básica: não venda nada nas redes sociais, compartilhe informações, curiosidades, deixe as pessoas instigadas por aquilo que vocês faz e naturalmente, comprarão de você.
  • Apresente soluções – novamente vou bater nessa tecla. Faça divulgações mais focadas, para públicos segmentados. E qual é a melhor maneira de fazer isso? Simples, leve soluções personalizadas para as pessoas, resolva a vida delas e elas seguirão a sua empresa. Quais problemas a sua empresa pode resolver? Pense nisso e diga isso para as pessoas.

Ações INTERNAS:

5. Recomendação

Se existe algo mais valioso do que uma boa carteira de clientes, ainda não me contaram. Um ativo tão precioso e ao mesmo tempo, tão inexplorado pelas empresas. Não consigo me conformar em ver empresas investindo rios de dinheiro em ações externas para atrair quem está longe, e negligenciando quem está perto e que, de alguma forma, já foi impactado pela sua marca. É a cultura do “amor platônico”, amar o que não se tem e desinteressar-se por aquilo que se tem.

Como despertar no cliente o desejo de recomendar?
Resposta: Proporcione experiências inesquecíveis!

O que você precisa fazer?

  • Invista na sondagem – A melhor maneira de proporcionar grandes experiências para o seu cliente é atender os seus anseios e você somente conseguirá isso se realmente estiver interessado naquilo que ele deseja. Ouça o seu cliente.
  • Entregue o que é valor para ele – no atual mercado, com a alta competitividade em qualquer setor, o diferencial está na comodidade que você oferece ao cliente. E comodidade é pura e simplesmente você ser a solução para o seu cliente. Lembre-se, se ele entrou na sua empresa, é porque deseja algo, e esse algo tem a ver com aquilo que é valor para ele. Entregue valor e conquistará seguidores.
  • Apresente resultados frequentemente – a todo instante, mostre a ele o que você tem feito para ajudá-lo. As pessoas, muitas vezes, tem dificuldade de perceber o algo a mais que estamos entregando a elas. Sempre que possível, mostre isso. Valorize o seu trabalho.
  • Ajude-o a fazer a coisa certa – sempre que você se coloca em posição de ajuda, você gera um clima de confiança fundamental para ampliar consideravelmente a sua reputação com o cliente. Não se preocupe apenas em vender e sim, em vender a coisa certa.
  • Faça um “pouquinho” a mais – simples assim, um pouquinho a mais. Tem tanta gente ruim no mercado, que quando encontramos alguém que faça ao menos o necessário, já nos satisfazemos. Agora, quando encontramos alguém que vai além, nem que seja só um pouco, é ali que queremos ficar.

3. Atendimento

Não vou “chover no molhado”. Que o bom atendimento é um fator primordial para satisfazer os clientes, ampliar as vendas, melhorar a imagem da sua empresa, etc., isso você sabe bem, aliás, todos sabemos. Mas por que em muitos lugares o atendimento ainda é tão ruim? Podemos elencar diversos fatores, mas vou destacar três: mão de obra precária, treinamento ineficiente ou inexistente e um dos fatores mais comuns, falta de criterioso processo de atendimento. Em muitos casos, o problema está nos três fatores. Bom atendimento tem estrutura.

Como transformar atendimento em venda?
Resposta: Seja a solução da vida do seu cliente!

O que você precisa fazer?

  • Estabeleça um criterioso processo de atendimento – um passo a passo mesmo, detalhado, focado no cliente, com as perguntas fundamentais para identificar os parâmetros fundamentais para fazer uma venda assertiva.
  • Invista no fechamento da venda – entenda, se a pessoa entrou na sua empresa, quer alguma coisa. Precisamos ajudá-las a decidir. Você precisa ter atrativos para que o fechamento valha a pena naquele momento. Um benefício, um brinde, uma vantagem qualquer que o motive a concluir o negócio.
  • Não deixe o cliente “pensar” sozinho – não fechou na hora, ok, faz parte. Mas uma venda só é perdida se você deixar o cliente sozinho. Eis outro erro comum nas empresas, a falta do follow-up, das estratégias para não deixar o cliente desistir da venda. Agora, um cuidado: não estou dizendo para ficar ligando insistentemente para a pessoa, mas sim, prestar um novo serviço pra ela. Entrar em contato para perguntar se ela vai comprar ou não, na segunda ligação já não faz mais sentido. Agora, ligar para falar de uma promoção especial que você conseguiu ou de um produto novo que chegou em sua empresa e você se lembrou dela... Enfim, ligue para apresentar novidades, soluções e coloque-se sempre em posição de ajuda. Mas não ligue apenas para vender, lembre-se dela em outros momentos também.

Amigos, semana que vem viremos com as duas últimas ações que elevarão suas vendas no varejo de forma surpreendente!

Até semana que vem! Forte abraço,


Alexandre Prates

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

8 dicas para impulsionar as vendas no varejo – parte 2

Setembro é o mês das vendas no Blog A Reinvenção do Profissional. Semana passada começamos a falar sobre as 8 ações que você pode adotar no seu ponto venda para tornar a sua atuação mais assertiva e gerar grandes resultados para o seu negócio. Nessa semana iremos abordar mais 2 ações. Vamos a elas:

2. Networking

O seu nível de relacionamento determinará a qualidade das parcerias que você conquistará. Se tem uma lição que eu aprendi no mundo corporativo é que as pessoas preferem fazer negócios com os influentes, com aqueles que tem uma boa imagem e reputação. Quando você amplia a sua rede de contatos qualitativamente, você naturalmente eleva um nível em sua reputação. Não entenda isso como interesse e sim, como a oportunidade de rodear-se de pessoas construtivas, que o ajudarão a crescer pessoal e profissionalmente. Isolar-se não o ajudará em nada, nem na carreira, nem na vida.

Pergunta-chave: como se tornar mais influente na sua região?
Resposta: Construindo um ciclo social de alto nível!

O que você precisa fazer?
  • Cuide da sua imagem e reputação – as pessoas valorizam pessoas que se cuidam em todos os aspectos, desde a sua aparência até o seu caráter. Quanto mais fortalecida for a sua imagem, quanto mais credibilidade transmitir, mais chances de conquistar um grande ciclo de relacionamentos você terá. Entenda: as pessoas querem ficar perto de pessoas que transmitam uma energia positiva, que exalam o bem. Seja conhecido pelo seu profissionalismo, positivismo, seriedade e principalmente, caráter.
  • Esteja perto de pessoas influentes – minha mãe me dizia quando criança: “conviva com pessoas melhores do que você!”. Essa lição é muito especial, pois quando convivemos com pessoas que nos inspiram, naturalmente, queremos melhorar para acompanhá-las e esse ciclo nos faz evoluir. Além disso, é perto de pessoas boas, que você será visto como uma pessoa boa e assim, conquistará mais e mais pessoas boas para o seu ciclo de amizades.
  • Se posicione como uma pessoa influente – não basta ser uma pessoa boa, tem que parecer uma pessoa boa. Ai você me diz: “as pessoas precisam gostar de mim como sou.”. Eu concordo plenamente, mas é preciso nos esforçar para facilitar o caminho para que as pessoas o conheçam. E aquela velha frase é sábia: “a primeira impressão é a que fica!”. Portanto, melhore a sua imagem para que a partir da primeira impressão, as pessoas queiram se aproximar e tenham a oportunidade de conhecê-lo melhor.
  • Aproxime pessoas – como uma pessoa se torna influente? Cuide da sua imagem, crie uma reputação forte, esteja perto de pessoas boas e se posicione como alguém influente, valorizando a sua imagem. Além disso, tem um ponto que te eleva no mundo dos negócios. É quando você ajuda pessoas a encontrarem boas pessoas. Não feche o seu ciclo de relacionamento, agregue pessoas, ajude-as as fazer negócios juntas, articule novas amizades e isso o tornará alguém ainda mais influente.

3. Presença

Veja como uma coisa puxa a outra. Você conquistará grandes parcerias se construir um grande círculo de relacionamentos e, para isso, precisará se fazer presente. Mas, permita-me deixar um alerta nesse tópico. Nem sempre as pessoas mais influentes que você conhecer serão, necessariamente, os seus clientes. Serão fundamentais na construção de uma imagem forte, mas provavelmente não lhe darão lucro direto. Portanto, é preciso estar perto das pessoas influentes, mas também fazer a sua empresa estar presente onde o seu público está. As pessoas se lembrarão de você e da sua empresa, se vocês estiverem presentes.

Pergunta-chave: onde está o seu público-alvo?
Resposta:Você precisa estar perto dele! 

O que você precisa fazer?
  • Frequente o ambiente do seu público-alvo – você jamais conhecerá e principalmente, compreenderá verdadeiramente os hábitos do seu público se não entregar-se as suas experiências. É preciso ver, ouvir e sentir o que as pessoas sentem para aperfeiçoar a sua visão para o foco do cliente. 
  • Conheça os seus hábitos – o que e de quem consomem, aonde vão após o trabalho, como se locomovem, quando e como se divertem, enfim, quanto mais você mapear o comportamento do seu público-alvo, mais e melhor atenderá os seus anseios e poderá direcionar o seu produto/serviço de modo que o impacte positivamente. 
  • Leva a sua empresa onde ele estiver – sabendo onde frequenta e conhecendo os seus hábitos, lhe resta agora estar presente de maneira criativa nos ambientes que frequenta. Não basta apenas ter um cartaz colado no restaurante que ele vai aos finais de semana, é preciso posicionar-se de maneira que o faça perceber a sua marca. 
  • Seja (você e/ou sua empresa) fonte de inspiração para ele – tornar a sua marca desejada é uma questão de presença sim, mas principalmente, de uma presença forte. A inspiração vem do exemplo, de um olhar admirado para você e sua marca. Invista no fortalecimento da sua imagem, encabece ou ao menos, participe de projetos sociais, enfim, torne a sua empresa desejada.

Amigos, semana que vem viremos com mais 3 ações que elevarão suas vendas no varejo de forma surpreendente!

Até semana que vem! Forte abraço,

Alexandre Prates

segunda-feira, 22 de julho de 2013

6 questões que mais preocupam os profissionais de vendas - Parte 1

Tive a oportunidade de ser entrevistado na semana passada pela “TV Geração Z” para abordar o tema “A Reinvenção do Profissional direcionado para os profissionais de vendas”. A entrevista despertou a curiosidade de muitas pessoas e tenho recebido diversos e-mails e posts nas redes sociais pedindo dicas e questionando alguns pontos abordados na entrevista. 

Face a isso, dedicarei os artigos dessa semana e da próxima para destacar as 6 questões que mais preocupam os profissionais de vendas. Três serão abordadas hoje. As outras três na semana que vem. Espero que o conteúdo lhe ajude a ter grandes resultados em sua jornada.


1. No seu livro, A Reinvenção do Profissional, você fala sobre as competências do profissional do futuro. O que você pode nos dizer sobre as competências do vendedor do futuro?

As competências do vendedor do futuro não são tão diferentes das competências do vendedor de hoje e de sempre: o relacionamento, o conhecimento do produto/serviço, o planejamento etc. Mas, acredito que uma competência se tornará vital: a reputação! 

A cada dia, com o aumento da concorrência e abertura cada vez mais intensa dos mercados internacionais, vence aquele que tiver a melhor reputação. Como escolher entre um produto ou outro? Acreditar que somente o preço seja um fator diferenciador é bobagem. O consumidor vai comprar da empresa que lhe trouxer mais segurança, comodidade. Portanto, quem cuidar da sua reputação será mais indicado, recomendado. Logo, os resultados serão, além de mais evidentes, sustentáveis. 

Gosto muito de uma frase que ouvi do CEO do Grupo Algar, Luiz Alexandre Garcia, que diz que “No futuro, a palavra CLIENTE será substituída pela palavra SEGUIDOR!”. Acho que esse “futuro” está cada vez mais próximo, não?


2. Na era das redes sociais, o consumidor torna-se cada vez mais exigente e participativo. Como lidar com esse novo perfil de consumidor?

Entregando o que você promete é o mínimo para não ocasionar reclamações e prejudicar a imagem da empresa. Em segundo lugar, participar com ele. Se o seu cliente está nas redes sociais, você também precisa estar. As redes sociais hoje, se bem utilizadas, podem proporcionar grandes resultados. Mas, um alerta precisa ser feito: não entre nas redes sociais para vender. Entre para fornecer conteúdo, apresentar soluções, tirar dúvidas, ou seja, seja fonte de conhecimento e informação. Logo, as pessoas te seguirão e a venda será uma consequência disso. 

E outro ponto se faz fundamental: resolva os problemas dos seus clientes. Problema não resolvido gera reclamações nas redes sociais. Agora, o contrário também é verdadeiro. Faça algo extraordinário para o seu cliente e também poderá ser elogiado nessas redes. Mas, respondendo objetivamente a pergunta: para lidar com um perfil de consumidor cada vez mais presente nas redes sociais, é preciso estar cada vez mais presente nas redes sociais.


3. Em um mundo de produtos e serviços similares, com ampla concorrência em qualquer segmento, como se diferenciar no mercado?

Além de cuidar da sua reputação – como falamos anteriormente – outra habilidade se faz cada vez mais necessária para diferenciar-se no mercado: a capacidade de proporcionar experiências extraordinárias para o seu cliente. 

Experiência é a equação entre a expectativa e a entrega. Quanto maior a minha expectativa em relação a uma empresa, mais difícil torna-se proporcionar grandes experiência, afinal, a experiência que vale a pena é aquela que surpreende. E como fazer isso? Só tem uma forma: pensando no cliente. E para isso, é preciso que o vendedor e a empresa questionem-se frequentemente: o que mais? O que mais podemos fazer para proporcionar uma grande experiência para o nosso cliente. “O que mais?”, essa deve ser a pergunta mais frequente que devemos nos fazer. A partir dela, puxando para o meu lado agora, é que a Reinvenção acontece!

Amigos, para finalizar, lembrem-se sempre de que vendas é o futuro! E quem quiser ganhar dinheiro e ter grandes possibilidades profissionais deve especializar-se em vendas e atuar nessa área. 

Semana que vem continuaremos com as outras três dicas para destacar-se nesse mercado. Enquanto isso, segue o link de minha entrevista na íntegra. Tenho certeza de que poderá fazer a diferença em sua carreira:


Um forte abraço e até semana que vem,

Alexandre Prates
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