terça-feira, 9 de setembro de 2014

Como lidar com o inimigo no trabalho

Onde dois ou mais estiverem reunidos, eu estarei lá: o conflito. E não importa o ambiente. Seja familiar, empresarial, social, religioso, enfim, o conflito é inevitável. Inevitável, por um simples motivo: as pessoas possuem valores diferentes, logo, o que é importante para um, não é para outro. O que me incomoda, não incomoda o outro. E nesse contexto, as desavenças ocorrem a todo o instante, pois eu, assim como você, quero preservar os meus valores, aquilo que eu não abro mão.

Mas, é importante compreender que o problema não está no conflito e sim, na consequência gerada pelo conflito. Eu posso discutir com você, debater ideias e sairmos juntos para almoçar. O debate de ideias é saudável. No entanto, a maioria das pessoas quando questionadas, contrariadas, tem a sua vaidade ferida e tendem a atacar para se defender. Alguns relutam a reconhecer que a ideia do outro é melhor, pois não querem perder a razão. Outros, por receio de perder uma posição ou promoção, criam atritos para diminuir a reputação do colega e fazê-lo menos merecedor do que ele. E pouco a pouco, vamos criando inimigos. Se bem que essa palavra é muito forte, prefiro chamar de adversários. Um inimigo quer o seu mal, o adversário quer o seu lugar, mas não deseja prejudicar você. Porém, se você realmente acredita que tem alguém na sua empresa que deseja o seu mal, então possivelmente você tem um inimigo.

Independente se você tem um inimigo ou um adversário na empresa, permita-me lhe trazer algumas dicas para lidar com esse incomodo:

1. Saiba que ter adversários é normal. Se você não tem adversários é por que não está fazendo o seu trabalho direito. Quando as pessoas se incomodam conosco é sinal de que estamos nos destacando. Mas entenda o que estou querendo dizer. Estou falando de resultados, de entrega, de comprometimento e não de destaque por comportamentos inadequados, ou seja, bajular o chefe, vestir roupas extravagantes, extrapolar nas brincadeiras etc. Se você é bom, vai se destacar e quando isso acontecer terá adversários.

2. Fortaleça a sua reputação. A reputação é o seu maior patrimônio. Contribua com as pessoas, preserve a sua imagem, não entre em fofocas e principalmente, faça o seu trabalho de forma extraordinária. Amplie a percepção de valor que as pessoas enxergam em você.

3. Entregue resultados. Os resultados te protegem, pois comprovam a sua competência. Se você é um grande vendedor, vai ter muitos adversários, mas jamais conseguiram fazer nada contra você. Quem tem resultado, tem credibilidade.

4. Seja firme e verdadeiro: Não se importe se o adversário é desonesto, falso, dissimulado. Se você agir igual, dará armas para que ele use contra você. Se ele fez uma fofoca a seu respeito, chame-o e esclareça imediatamente. Se ele mente, fale sempre a verdade. As pessoas sempre ficam perto de quem fala a verdade. Se ele não parar, chame-o para uma reunião com o seu superior e apresente o que está acontecendo com muita calma e serenidade.
 
Por fim, a quinta e última dica: não se desespere. Lembre-se, você está certo! O sucesso está sempre ao lado de quem faz as coisas certas. Sei que a vontade, muitas vezes, é gritar, brigar, mas isso não ao ajudará. Coloque a pessoa no seu devido lugar e da melhor forma que você pode fazer: com sabedoria! Nenhum adversário ou inimigo resiste a isso.
 
Sucesso!

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Conselho a um jovem profissional

Hoje fui despertado com uma notícia muito triste e que me motivou a escrever essa carta. Um rapaz de 25 anos de idade pediu demissão de uma empresa por não estar suportando a grande pressão e a quantidade de trabalho. Ele não era meu funcionário, eu nem o conhecia, mas ainda assim essa decisão mexeu comigo.

Me permita lhe explicar o motivo do meu incomodo. Com 25 anos é muito cedo para falar sobre “grande pressão”, afinal é o momento de entregar o máximo em sua carreira, de crescer, de aprender, de se destacar.  No entanto, 25 anos é um pouco tarde para esse tipo de atitude, o tempo está passando. Com quantos anos você deseja assumir a responsabilidade? Quanto tempo você acredita que a vida vai esperar você amadurecer? Eu respondo, não vai! A vida vai continuar lhe provocando, queira você ou não. E a cada desafio que você não encara é uma oportunidade que você perde. E muitas oportunidades são únicas na vida.

Você já deve ter notado que estamos vivendo um déficit educacional em nosso País – da educação básica à universidade – e a cada dia, encontrar um profissional qualificado é mais difícil. Mas esse não é o maior problema, pois as empresas estão dispostas a investir tempo, dinheiro e energia na sua capacitação. A questão que está tirando o sono de todo mundo é a precariedade de profissionais com desejo de aprender, de se dedicar, de se envolver com um projeto. E o que isso quer dizer? Pense um pouco. Quando tem um monte de gente ruim no mercado, o que isso mostra? Um mundo cheio de oportunidades. Nunca houve tanto espaço para se destacar. E nem precisa ser brilhante, basta ser comprometido e ter muita sede de aprendizado.

Sei que tem muitas empresas que ainda operam em um modelo de gestão precário, antigo, fracassado, mas pare de usar isso como desculpa. Nunca trabalhe por uma empresa, trabalhe pela sua carreira. Se a empresa não te valoriza, entregue resultados mesmo assim. Esqueça a empesa, valorize o seu currículo e fortaleça o seu maior patrimônio – a sua reputação.

Faça uma reflexão, se nenhuma empresa te valoriza, onde está o erro? Você é azarado ou não está fazendo a sua parte? Pare de sentir pena de você mesmo. Pare de acreditar na sua mãe quando ela diz que você estava certo em pedir demissão. Para de se iludir com os colegas fracassados que dizem que não adianta se dedicar, pois a empresa não valoriza. A responsabilidade é sua! Somente sua!

E se você está pensando em abrir o seu próprio negócio, o sonho de muitos jovens brasileiros, cuidado! Geralmente se você não suporta a pressão do seu chefe, provavelmente não suportará as exigências dos seus clientes. Não é o cenário que precisa mudar, é o seu comportamento.

E guarde uma coisa que vou lhe dizer: o mercado não vai ser generoso com você, a não ser que você seja generoso consigo mesmo. Estude, prepara-se, aprenda, contribua, desafie-se, comprometa-se, dedique-se, enfim, assuma a responsabilidade.

Você deve estar pensando que estou querendo transmitir a minha longa experiência e lições impressas em meus cabelos brancos. Sim, eu tenho uma boa experiência: fui office boy, auxiliar administrativo, professor, coordenador pedagógico, executivo e hoje sou empresário, coach, palestrante, escritor e dedico a minha vida a desenvolver pessoas. Mas deixe-me esclarecer uma coisa, tenho apenas 32 anos, completo 33 esse ano. E 18 anos depois do meu primeiro registro profissional, me orgulho da minha trajetória. Aos 25 eu já aguentava muita pressão e devo a minha carreira a essa capacidade de não desistir.
 
Eu desejo que você amadureça e torne-se o profissional que o mercado precisa: ousado, engajado, competente. Não vou lhe desejar sucesso, pois é consequência do que lhe desejei anteriormente. E se me permite, só quero lhe dar mais uma dica: comece imediatamente. O tempo passa e passa muito rápido.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Transformando Clientes em Seguidores

Pesquisando um imóvel comercial em São Paulo, encontrei uma imobiliária com diversas opções interessantes. Entrei em contato, a recepcionista atendeu com cordialidade e, ao ser transferido para o corretor, ouvi um “Bom dia, Sr. Alexandre...” em menos de cinco segundos. O corretor compreendeu as minhas necessidades, apresentou algumas opções e colocou-se à disposição para visitá-los comigo. No dia e horário agendado, compareceu pontualmente, bem vestido, com uma educação irreparável e ainda me brindou com uma análise muito precisa sobre o mercado imobiliário.

Ao me despedir do corretor, motivei-me a entrar no site da imobiliária e elogiar a sua atuação. Fiz o elogio, mas depois fiquei refletindo: “O que esse corretor fez de especial?”. Sinceramente, nada além das suas atribuições. Então, de onde veio a minha motivação para elogiá-lo? Do simples fato de que estamos vivendo em um país completamente precário em serviços e, quando encontramos alguém que faz o básico bem feito, nos encantamos. Triste isso, mas é a nossa realidade.

Ao passo em que vivemos essa precariedade de serviços, vivemos um “boom” de novos negócios espalhados pelo País e uma população economicamente ativa, querendo consumir. Ocorre que a oferta por produtos e serviços aumentou exponencialmente, ampliando as opções do consumidor. Quando vou a um shopping e quero comprar um tênis, por exemplo, tenho dezenas de possibilidades.

Então, onde está a escassez? Simples: com uma gama opções ao dispor do cliente, o número de pessoas que entrará na sua loja é menor. O volume de pedidos que a sua empresa receberá tem uma forte tendência a diminuir. Aqueles clientes fiéis passam a ser cada vez mais raros. Portanto, em meio a tantas opções, se um cliente optar pela sua empresa, agradeça!

A experiência do cliente

Guarde uma coisa que vou lhe dizer: para o cliente, produto ou serviço é tudo igual! Tênis é tênis em qualquer lugar; chocolate é chocolate; cabeleireiro é cabeleireiro; lavanderia é lavanderia. Começamos a diferenciar uma marca pela experiência que ela proporciona. E não estou falando da capacidade da empresa em investir em marketing e, sim, do seu investimento em relacionamento. O marketing atrai, o relacionamento conquista!

Mas entenda, a experiência do relacionamento vem depois da experiência de fazer o que é certo. Ou seja, jamais você se relacionará com o seu cliente se não entregar o básico muito bem feito. Se a sua empresa valoriza um bom atendimento, presta um serviço de qualidade, respeita os prazos acordados, enfim, faz bem feito o que tem que ser feito, então está na hora de investir em experiência de relacionamento. E, para isso, responda apenas uma pergunta: o que posso fazer a mais para valorizar a preferência do meu cliente?

Você somente conquistará seguidores se tiver o real desejo de ir além e reconhecer que, dentre tantas opções, o cliente escolheu você!


Um forte abraço,
Alexandre Prates

terça-feira, 8 de julho de 2014

Como se reinventar depois de um fracasso?

Na entrevista do goleiro Júlio Cesar ao final da derrota para a Alemanha, ficou claro que ninguém sabe o que aconteceu. Na coletiva, o técnico Luiz Felipe Scolari assumiu toda a responsabilidade, mas isso não é justo com o time. Se é família, é família até o fim, na vitória e na derrota. Não se tratam de crianças indefesas, são jogadores profissionais. É o momento de levantar a cabeça, agradecer o País pelo apoio e cada um aprender com os seus erros.

O fracasso não é uma escolha, é um acontecimento que ninguém deseja em sua vida. Aqueles jogadores entraram para ganhar e tenho a certeza que acreditavam nisso, só que os adversários também vieram com o mesmo espírito.

A torcida brasileira está abalada, os jogadores estão arrasados, isso é fato. Mas percebam que o verbo estar é completamente diferente do ser. Um dia todos nós enfrentaremos um fracasso, mas a decisão de ser um fracassado é somente sua. O fracasso é a maior de todas as escolas que podemos frequentar na carreira e na vida.
Conheci pessoas fracassadas na vida, que não conseguiram superar o peso de uma derrota. Mas, felizmente, conheci também muitas pessoas vencedoras, que, diante de um grande revés, sofreram, aprenderam lições inimagináveis e hoje orgulham-se de suas conquistas, principalmente de suas histórias de luta e superação.

Diante de um fracasso, a melhor decisão é a reinvenção!

São nos momentos de turbulência que descobrimos recursos que nem imaginávamos ter. As emoções se afloram e explorando-as positivamente, somos agraciados de uma força surpreendente. E a força de quem se reinventa é uma pancada de energia, pois vem carregada de uma motivação inexplicável. Portanto, aprenda explorar positivamente as suas emoções:
1) Transforme pressão em energia: quando você erra, muitas pessoas lhe apontarão o dedo. Muitas duvidarão e até mesmo se afastarão de você. A pressão é um fator externo, uma expectativa (positiva ou negativa) que terceiros colocam sobre você. Assumir essa expectativa é uma reação comum, porém, desnecessária e, por vezes, cruel. Portanto, não vale a pena. Não entre no jogo pressionado a ganhar, entre no jogo com a certeza de que colocará em ação o seu melhor desempenho.
2) Transforme medo em estratégia: sentir medo é normal. Eu nunca conheci ninguém que não sente. A questão é o que você faz com o medo. Travar ou seguir em frente é uma decisão. A pergunta que precisa ser feita é: “O que eu posso fazer para que tudo dê certo?”. Mas não responda isso pensando no resultado, responda focando nas suas ações, ou seja, naquilo que você precisa fazer para que dê tudo certo. Pensar nas consequências – positivas ou negativas – não ajuda em nada agora. Novamente, foco total e absoluto no desempenho. Treino, estratégia e potencialização dos pontos fortes. O resultado é consequência!
3) Transforme tristeza em propósito: a derrota aconteceu. Bola pra frente! É preciso encontrar um motivo para seguir. É isso que faz da reinvenção uma arma poderosíssima – o propósito. Somente se reinventa quem tem um propósito claro e que valha a pena empenhar todo o seu potencial. E esse motivo jamais deve ser provar para as pessoas que você pode. Isso não depende de você. Faça por você e colha os frutos disso.
Assim como os jogadores se fortalecerão com isso, nós também iremos. Perdemos essa, mas eu tenho a certeza de que esse campeonato trouxe inúmeras lições para que o nosso povo vença a maior de todas as batalhas: as urnas!
Reinvente-se!

terça-feira, 1 de julho de 2014

Thiago Silva - Um golaço sobre liderança!

Especialmente depois do jogo contra o Chile, muitos colocaram em cheque a liderança do capitão da Seleção Brasileira, Thiago Silva. Alguns disseram que ele travou, outros que ele se acovardou diante das dificuldades, enfim, criticaram forte o seu comportamento.

A pergunta que fica é: quem está questionando a sua liderança? A imprensa, os torcedores, os comentaristas, os narradores... Sinceramente, não são questionamentos válidos. Não tenho visto os seus colegas de seleção, a comissão técnica e nem o Felipão questionando a liderança do capitão. E é isso o que importa!

E por que não estão questionando? Pelo simples fato de que ele não teve nenhum comportamento que denegrisse o seu posicionamento de líder. Você pode até interpretar o comportamento do jogador de maneira negativa, mas permita-me trazer um pouco da minha experiência e visão para essa história. Vamos aos fatos:
Nervosismo na estreia: de jogador a torcedor, quem não estava nervoso? Aliás, quem não estava tenso só tinha dois motivos: ou não gosta de futebol ou estava torcendo contra a seleção. No mais, estávamos todos apreensivos. Agora imagine quando você tem milhões de pessoas depositando em você a esperança de ganhar um torneio como este em casa. Quem não ficaria nervoso? Pessoas ficam completamente apavoradas com muito menos pressão!
Então, leio diversos comentários nas redes sociais que dizem: “Ele ganha milhões para fazer isso. Não pode ficar nervoso assim...”. Quer dizer que se ele ganhasse pouco a pressão diminuiria? Que hipocrisia! Nessa hora, quando um hino é cantado da forma como foi pela torcida, quando um País inteiro conta com você, ninguém se lembra do quando dinheiro ganha ou tem. Não é isso que importa! O que está em jogo é a honra, a realização, o propósito.

 Ficar isolado durante a roda de comunhão dos jogadores: o Thiago Silva estava navegando nas redes sociais enquanto isso acontecia? Por acaso ele estava arrumando o cabelo ou descansando um pouquinho? Claro que não! Ele estava em um momento de oração individual, encontrando a sua maneira de se motivar, de se tranquilizar. Ele estava, a seu modo, mandando fortes energias para os seus companheiros. Quantas vezes você já não quis ficar em silêncio, sozinho, antes de uma importante decisão na sua vida?

Não assumiu a responsabilidade: “O Thiago Silva pediu para não participar das cobranças de pênaltis”, “O capitão da seleção não ofereceu palavras de incentivo a seus companheiros”, “Isso não é postura de líder!”. Você sabe qual é a postura de um líder? É não querer ser o astro. É permitir que outras pessoas assumam a liderança quando necessário, é delegar e dar poder evidenciando novas lideranças. Se o Paulinho estava inspirado para motivar as pessoas naquele momento, por que não deixá-lo fazer? Se existem outros jogadores mais preparados para as cobranças de pênaltis, qual o problema de permitir que assumam esta responsabilidade?
Quer saber? O Thiago Silva é um grande líder! Um líder que as organizações precisam ter. Um líder que permite que surjam novas lideranças. Um líder que assume a responsabilidade das críticas e foca mais na vitória coletiva do que em sua vaidade. Um líder que se cobra, que joga com raça, que torce e reza pelos seus companheiros, que assume a responsabilidade... Esse é o Thiago Silva! Isso é ser líder!
Podemos debater várias coisas que podem ser aperfeiçoadas nesse time: estratégia, jogadas ensaiadas, jogadas individuais... Agora, dizer que falta liderança, isso jamais! Em nenhum quesito – nem dento e nem fora dos gramados.
O Felipão construiu um elenco que se gosta muito, de pessoas que se apoiam, que torcem umas pelas outras. Dentro de campo, o Thiago Silva conquistou a braçadeira de capitão - não foi uma imposição - e é respeitado, admirado, seguido. Isso é para poucos! Isso é ser líder! Demonstrar medo, nervosismo, reconhecer que errou. Isso é para poucos. Isso é ser líder!
Antes de criticar o Thiago Silva, muitos líderes deveriam refletir sobre a sua liderança e constatar que têm muito a aprender com o capitão, com o técnico e com todo o elenco da nossa seleção.

Um grande abraço,

* Alexandre Prates é Coach, especialista em desenvolvimento humano e desempenho organizacional. Autor do livro A Reinvenção Profissional e fundador do Instituto de Coaching Aplicado - ICA.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Uma coisa não tem nada a ver com a outra!

Gastos abusivos para a realização da Copa do Mundo, atrasos nas obras, descaso com o dinheiro público, denúncias de corrupção e uma infinidade de absurdos que está levando o povo brasileiro ao limite de sua paciência e dignidade. Isso é uma coisa.
Realizar a Copa das Copas, receber o turista com maestria, mostrar ao mundo o potencial do nosso país, cantar o hino com raça e colocar o coração no jogo junto com a nossa seleção. Isso é outra coisa.
E nós, brasileiros, estamos provando que compreendemos o significado dessa frase que ao longo da vida ouvimos muitas vezes: uma coisa não tem nada a ver com a outra.
Não é porque nossos políticos nos envergonharam com suas gestões incompetentes e corruptas que vamos envergonhar o nosso país diante do mundo todo. Da mesma forma, não é porque o Brasil organizou um belo evento e pode até conquistar o heptacampeonato que esqueceremos da nossa responsabilidade nas urnas.
Repudiar a Copa do Mundo e torcer a favor de um vexame mundial é irresponsabilidade. Abusar do entusiasmo e não protestar nas urnas votando certo, também é irresponsabilidade. Maturidade é fazer o que é certo na hora certa!
E trazendo isso para o nosso cotidiano, precisamos evoluir e conquistar essa maturidade: uma coisa não tema nada a ver com a outra.
A crise financeira mundial, a concorrência desleal, a falta de mão de obra qualificada, os impostos abusivos, enfim, todos esses fatores externos que nos cercam e impedem a conquista dos nossos objetivos. Isso é uma coisa.
Compreender que esses sabotadores existem, você gostando ou não, parar de reclamar e agir. Isso é outra coisa. Se você não pode mudar o exterior, mude o interior. O interior você domina, o exterior, não.
Não é porque a empresa não te valoriza que você vai sujar o seu currículo entregando um trabalho mediano. Trabalhar por uma empresa é uma coisa, trabalhar pela sua carreira é outra.
A vida é de quem assume a responsabilidade e faz o que é certo. E enfatizando mais uma vez o título desse artigo: uma coisa são os seus sonhos, outra coisa é o seu comprometimento com as suas ações hoje.
Sucesso sempre!
Alexandre Prates

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Líder pela primeira vez? Desafios e Oportunidades!

Descubra os riscos e como resolver conflitos

Liderar uma equipe, seja ela de 5 ou 100 colaboradores, é uma tarefa complexa. Mais ainda quando se vai estrear na função, até pelas responsabilidades e desafios que virão pela frente. O coach e especialista em desenvolvimento humano Alexandre Prates afirma que assumir uma primeira gestão tem alguns fatores críticos. Por isso, é preciso cuidado redobrado especialmente no começo.

Segundo ele, a primeira precaução é tentar identificar o cenário que o profissional está pisando. “A primeira gestão é algo que geralmente mexe com as pessoas e faz com que elas se motivem. E essa empolgação em demasia pode ser um problema”, afirma.

Prates explica que não é necessário chegar querendo mostrar muito serviço. “Mudar muita coisa logo de cara, principalmente em empresas que tenham uma cultura mais enraizada, pode não ser visto com bons olhos. Imagine uma organização na qual as coisas são feitas há 10 ou 20 anos do mesmo jeito e você chega impondo um modo de ser. Por mais que você esteja correto, passar por cima desta cultura seria um perigo.”

De acordo com o especialista, isso não quer dizer que o novo líder tenha que se omitir ou deixar de expressar sua opinião. “Só é preciso controlar a empolgação para realmente fazer as coisas no tempo correto. No começo, o envolver as pessoas deve ser a primeira grande preocupação do gestor.”

Depois, sim, vêm as mudanças de processos. “Se o novo líder inverter a ordem, tendo a ser boicotado. É claro que as pessoas têm expectativas sobre o gestor, de que ele vá organizar a empresa, mas engajar as pessoas é fundamental para que ele conquiste os resultados esperados”, afirma Prates.

Jovem líder: erros e confrontos com outras gerações


Se liderar não é uma tarefa simples para qualquer profissional, imagine para um novato. “O líder mais jovem tem mais dificuldades, sim, até pela falta de maturidade na função. A pouca idade o faz cometer erros que um líder com mais experiência de vida não cometeria, mas é normal. O líder sênior de hoje muito provavelmente também errou no passado. Faz parte do processo.”

Algo que já vem acontecendo muito nas empresas são jovens (geração Y) liderando pessoas mais velhas (geração X, por exemplo). Isso certamente poderá ocasionar conflitos. “Os jovens têm mostrado o seu talento e chegado a postos extremamente interessantes. Neste caso, é preciso ter uma maturidade de ambos os lados. É preciso que a pessoa mais experiente valorize a inovação e que o jovem valorize a experiência”, diz Prates.

“Os atritos são inevitáveis, porém, o relacionamento não tem que ser prejudicado por isso. É importante que esse novo líder se planeje e faça as coisas sempre levando em consideração a opinião dos outros. A imposição nessa hora pode ser um problema.”

E quando os confrontos são inevitáveis, a melhor receita é uma conversa franca e direta. “Não deixe nunca a fofoca tomar conta do ambiente. Um feedback imediato e até mesmo uma reunião para se acertar as desavenças demonstra maturidade, transparência e deixa as coisas mais claras.”

Prates lembra também que nada resiste a um bom resultado. “O desempenho blinda qualquer profissional, especialmente alguém que está num cargo de liderança. É o maior escudo contra fofoca, picuinha, e ajuda a construir uma trajetória de sucesso.”

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