quarta-feira, 12 de março de 2014

As 8 premissas do Coaching por Alexandre Prates

Muitas pessoas me questionam sobre o meu trabalho como coach. O que eu faço? Como ajudo os meus clientes? O que eu ensino para eles? Perguntas aparentemente simples, mas difíceis de responder, pois o ineditismo de cada coachee torna o processo complemente particular e único.

Por isso, é impossível responder com exatidão o que eu faço, mas, se eu pudesse dizer algo para abranger o meu trabalho como coach, eu diria: eu faço as pessoas assumirem a responsabilidade! Assumir a responsabilidade por seus sonhos, metas, ações, enfim, tomar as rédeas da sua vida. Esse é o início de tudo. Explico: se eu lhe perguntar agora: o que você precisa fazer para alcançar os seus objetivos? Certamente a resposta virá! Se você deseja emagrecer 10 kg, sabe exatamente o que precisa fazer. Agora, se eu lhe questionar: por que você ainda não fez o que precisa ser feito? Você também encontrará muitas desculpas (ou explicações, se assim preferir).

O meu trabalho como coach é fazer com que as pessoas compreendam que existe uma diferença básica naqueles que conquistam e naqueles que não conquistam os objetivos: fazer ou não fazer o que é necessário.

E essa relação entre fazer e não fazer está completamente ligada às crenças que regem a vida de cada um. Então, boa parte do meu trabalho também é instalar novas crenças para que efetivamente novos comportamentos sejam instalados. Afinal, as nossas ações são provenientes do nosso pensamento.

E por acreditar nisso, sigo e ajudo as pessoas a seguirem 8 premissas que regem a minha vida e o meu processo de coaching. Vamos a elas:

1. A mesma energia empenhada para conquistar os melhores resultados da nossa vida é a mesma que deverá se manter presente para nos fortalecer em nossa caminhada.

A pessoa se prepara, dedica-se, enfrenta as adversidades, supera os desafios e chegá-la! Ao chegar, acomoda-se e não despende a mesma energia para continuar evoluindo. Os resultados não aparecem, o rendimento cai, a motivação diminui e o valor daquele profissional é questionado. Então, descobrimos que chegar lá (seja onde for) é só o primeiro passo, manter-se e evoluir é consequência dos próximos passos e da energia que você decidir empenhar nessa caminhada. Esse é o depoimento de quem já acompanhou muitas evoluções e "involuções" também!

2. A disciplina é o único atalho para o sucesso em qualquer área da vida.

As pessoas fervem de tanta consciência do que precisam fazer. Algumas entram em ação, o que já é um grande diferencial, mas que não garante o sucesso. O êxito está na capacidade de disciplinar-se rumo aos objetivos. Isso é autogestão! Jamais negocie com os sabotadores, eles geralmente ganham. Com os sabotadores só cabe a imposição! Se decidir fazer algo, faça! Os sabotadores logo abrem mão e se afastam.

3. Definir em nós a evidência do nosso sucesso é a única maneira de encontrar a verdadeira felicidade.

Um dos fatores inibidores mais críticos do sucesso é a visão equivocada do real motivo de se conquistar algo. Uma pessoa, quando busca um objetivo porque deseja FAMA, frustra-se constantemente, pois coloca as evidências de sucesso na mão do outro. Embora eu não discuta os valores que movem as pessoas, percebo que influenciam (e muito) as conquistas. Quando uma pessoa busca perder peso porque quer impressionar outras ou conquistar alguém, novamente coloca as evidências nas mãos do outro. Imagine se alguma coisa der errado, se essa pessoa começar a namorar, eu vou jogar tudo para o alto porque o objetivo pelo qual eu fazia isso acabou? Eu não preciso buscar a fama, mas posso querer ser o melhor no que faço, destacar-me das outras pessoas, conquistar resultados extraordinários... Isso depende de mim! Ser famoso é consequência. Uma pessoa pode perder peso para ganhar qualidade de vida, ter mais disposição, viver mais e melhor... Isso depende de mim! Ficar mais bonito é consequência. Quando o propósito está claro e vale o esforço, a disciplina acontece com mais naturalidade. Quando o propósito está desconfigurado, as nossas evidências são de curto prazo e os resultados não aparecem, eu me frustro e deixo de seguir em frente.

4. A responsabilidade é sempre nossa.

Ninguém é responsável pelo seu sucesso ou fracasso. Ninguém é responsável pela sua felicidade ou infelicidade. Reclamar e lamentar não vai te ajudar. Assumir a responsabilidade e fazer o seu melhor, isso sim te levará a algum lugar! A escolha é sua!

5. A pressa pode matar todos os seus objetivos.

A incapacidade de definir evidências reais e palpáveis de desenvolvimento nos remete ao imediatismo que tanto desmotiva o caminhar rumo a nossa meta. Maltratamos o corpo durante 30 anos e queremos resolver tudo em 30 dias. Ninguém emagrece 20 quilos pensando neste total, mas, sim, imaginando o que precisa fazer hoje para emagrecer 2 quilos por mês. Isso é foco! As pessoas confundem foco com meta. Meta é o que eu quero atingir, foco é o que preciso fazer hoje para alcançar a minha meta.

6. Todo ganho traz uma perda.

Por mais insatisfeitos que estejamos ou por mais que queiramos alguma coisa, temos ganhos em permanecer no estado atual e não realizar os nossos objetivos. Afinal, conquistar um objetivo requer novos comportamentos e estes, por sua vez, nos obrigam a encarar o desconhecido. E, geralmente, preferimos permanecer na zona de conforto. Queremos os ganhos, mas não suportamos as perdas. Pergunte-se: o que eu perco para atingir os meus objetivos?

7. Se você já chegou lá é porque parou de sonhar.

Nós crescemos na medida em que nos desafiamos! Essa afirmação reforça o que verdadeiramente acredito sobre as pessoas que realizam: eles decolam na vida e na carreira, pois se permitem encarar novos desafios constantemente. Renovar nossos sonhos é vital para renovar as nossas energias. As pessoas mais brilhantes que conheci na vida orgulham-se de suas conquistas, mas realizam-se querendo sempre mais.

8. Se você parou de sonhar, precisará de muito mais energia para se manter vivo.

O ser humano é movido por sonhos, desejo, propósito... quando não nos permitimos mais sonhar, nos limitamos apenas a sobreviver. E sobreviver dá muito mais trabalho.

Como eu sempre digo ao final das minhas palestras e treinamentos: não acredite em tudo o que eu digo, mas também não duvide de tudo. O meu processo de coaching foi baseado na minha experiência, não é nenhuma verdade absoluta, mas tem dado certo!

Espero que proporcionem a você o mesmo que tem proporcionado à minha vida!

Sucesso!

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O que está acontecendo com os nossos jovens profissionais?

Ao preencher o recibo de pagamento de uma corrida, o taxista me pergunta: “O senhor quer que eu faça o recibo com esse valor mesmo?”. Uma mulher corta a fila para embarcar no voo e finge estar atenta ao celular, pois ela mesma não consegue encarar a vergonha do seu ato. Em um restaurante, desses com mesas bem disputadas, um rapaz aguarda um casal pagar a conta para sentar-se à mesa. Durante um instante de distração, duas garotas tomam à frente e sentam-se, disfarçam como se não soubessem o que tinha acontecido. Ao observarem que o rapaz se afastou, elas riem da situação, pois foram mais “espertas”.

Eu poderia citar vários outros exemplos que se apresentam todos os dias diante dos nossos olhos, que demonstram claramente, mas muito claramente, que estamos vivendo uma série crise de valores. Mas é importante deixar isso bem claro: a crise não se dá pelo fato de não conhecermos os valores que regem uma sociedade, uma família, uma empresa, mas, sim, pela nossa incapacidade de viver esses valores em nossas vidas. Nos exemplos citados acima, eu posso afirmar que todos, sem exceção, sabiam o que era certo fazer. Mas cortar a fila é mais fácil; roubar a empresa (sim, isso é roubo!), solicitando um valor a mais no recibo do taxi, é mais rentável; ignorar a existência de alguém para sentar-se mais rápido à mesa é mais cômodo. Fazer o que é certo, dá trabalho.

Você pode pensar agora que são exemplos banais, que isso não interfere em nada na sociedade, mas permita-me explicar. Quando alguém corta a fila na sua frente, você fica enfurecido e, se pudesse, brigaria, xingaria e faria a pessoa repensar o que fez. Logo, o sentimento de alguém quando fazemos isso é o mesmo e, pouco a pouco, quando esses pequenos exemplos acontecem, vamos desacreditando no ser humano. Como se já não bastassem as notícias de corrupção, violência e pobreza que nos afetam diariamente, ainda somos “presenteados” com comportamentos de completo descaso com o ser humano todos os dias, em qualquer ambiente.

Face a isso, algo fica muito claro: estamos vivendo uma crise de importância aos valores que regem uma sociedade. Não precisamos mudar os valores, apenas vivê-los, de fato, em nosso cotidiano, seja nas organizações, nas famílias, nas escolas, no lazer, enfim, em todos os contextos que nos cercam.

A geração perdida

Enquanto você lê esse artigo, certamente se questiona: “como mudar isso?”. Eis a pergunta mais importante de todas. Os valores são fruto das nossas crenças - aqueles ensinamentos e experiências que tivemos desde a nossa infância e que são responsáveis pela formação do nosso caráter e, como consequência, das nossas intenções e comportamentos. As nossas crenças nos acompanham por toda a vida e determinam como pensamos, sentimos, agimos, enfim, quem somos. Mudar uma crença é a mais desafiadora tarefa do desenvolvimento humano, pois requer uma forte consciência dos seus atos e consequências, além de um grande desejo e determinação para mudar. E quanto mais o tempo passa, maior se torna o desafio, pois a dificuldade aumenta ao passo em que as crenças são mais internalizadas com as experiências, notícias e sensação de que o mundo é assim e precisamos fazer parte do jogo.

Por mais doloroso que possa ser, serei direto, sem romantismo: a geração atual jamais viverá os valores que acreditamos vitais para uma sociedade mais justa e digna. Estou me referindo àqueles que já estão contaminados e que insistem em abdicar do que é certo em prol do que é mais fácil e vantajoso para si. Para essas pessoas, existem as leis, as normas, as regras, que são impostas para substituir a falta de bom senso e respeito aos valores. Além disso, existe a maior de todas as armas: o contraponto comportamental – ou seja, a indignação daqueles que insistem em fazer o certo, que dizem “NÃO” ao jeitinho, que reprimem a injustiça, que praticam a gentileza, que, por incrível que pareça, respeitam o próximo. E a boa notícia é que existem muitas pessoas com valores firmes e capazes de lutar por essa conscientização. E isso já tem acontecido com mais frequência. As pessoas já têm se indignado e externado isso com mais afinco, pois estão mais conectadas e encontram alternativas para serem ouvidas.

A geração que pode transformar as empresas (e o Brasil)!

A melhor de todas as notícias ainda está por vir: temos uma geração ainda em formação, com a mente aberta para receber os ensinamentos necessários e seguir o caminho certo. O que estou querendo mostrar nesse artigo é que jamais mudaremos aqueles que não desejam participar dessa transformação, mas que muitos jovens estão dispostos a isso.

Portanto, qual é a solução?

Precisamos de líderes com valores fortes e com um grande desejo de liderar, de fato, para que haja a tão sonhada transformação na sociedade. Os pais, as escolas, as universidades, as empresas, os meios de comunicação, todos têm um papel fundamental nessa transformação. Aos que acreditam nessa transformação, cabe a dedicação na educação das pessoas, na transmissão e fortalecimento dos valores que impulsionam a nossa sociedade. Aos que não acreditam, ao menos não atrapalhem subvertendo os valores por meio de comportamentos que denigrem o ser humano e exemplifiquem a sua falta de moral. Permita que os jovens enxerguem a possibilidade de uma vida mais digna, justa e com um propósito muito claro: conquistar o sucesso contribuindo para um País verdadeiramente desenvolvido.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Não existe conflito de gerações. O problema está na liderança!

Nos últimos cinco anos, convivi de perto com esse tão aclamado discurso sobre o conflito de gerações no mercado de trabalho. Confesso que durante algum tempo me convenci que esse fenômeno realmente existia e me dediquei a trabalhar esse conflito nas organizações.

Mas a experiência e as inúmeras conversas com os profissionais das mais diferentes gerações me ajudaram a clarificar a percepção e concluo, sem qualquer receio: o conflito está na liderança.

Um conflito ocorre quando temos opiniões divergentes, defendemos causas opostas ou queremos coisas diferentes. Analise um cenário comigo:

A famosa Geração Y foi amplamente estudada e alguns conceitos se apresentaram sobre o perfil desses jovens. Chegou-se a conclusão que tal geração deseja trabalhar em uma empresa que lhes proporcione reconhecimento, oportunidade de crescimento, metas claras e desafiadoras. Além disso, querem sentir-se parte e, a partir do seu trabalho, conquistar um padrão de vida superior. Também fica claro que é uma geração que não aceita trabalhar insubordinada para qualquer um, não aceita a maioria das regras, procedimentos e planos de carreiras fantasiosos que as empresas praticam e não pretendem ficar anos na mesma corporação só para um dia, talvez, subir de cargo. Face a isso, reflita comigo: a Geração X quer alguma coisa diferente disso? É claro que não! Todos, independentemente da geração, queremos uma empresa que nos valorize, que nos dê oportunidade de aprender, crescer e contribuir e que, acima de tudo, reconheça a minha atuação e os resultados conquistados.

A nova geração de profissionais quer mais das organizações do que as gerações passadas. Uma pessoa com 50 anos hoje pensa, deseja e age diferente de uma pessoa que tinha esta mesma idade há 20 anos. Logo, a empresa que construir um ambiente saudável, que permita às pessoas serem elas mesmas e colocar o seu melhor em jogo, certamente não terá conflitos.

Ouço dizer inúmeras vezes que a Geração Y é menos comprometida com as empresas e mais focada em suas carreiras, que não respeitam a hierarquia e que não valorizam as oportunidades oferecidas. Concordo que muitos profissionais são assim, mas não apenas as gerações mais jovens. A Geração Y é tão descontente com as empresas quanto a X ou qualquer outra geração. A questão é que as pessoas com mais idade, naturalmente, assumiram mais responsabilidades na vida – pagam aluguel, têm filhos, sustentam uma família – logo, não podem perder o emprego.

As gerações são diferentes, mas não nos seus anseios e, sim, nas suas competências, no seu modo de ser e agir. Você, líder de uma geração mais jovem, deseja a mesma coisa que eles. A questão é que a vida lhe trouxe maturidade, experiência, conhecimento, virtudes que lhe permitem agir com maior ponderação e assertividade. E hoje, na liderança, você se depara com profissionais que desejam chegar no seu patamar, mas que possuem, é claro, um tempo de vida que não lhe permitem enxergar o que você (hoje) enxerga.

Portanto, uma pergunta se faz fundamental: onde está o conflito de gerações? O conflito está na liderança, na maneira como eu compreendo as inevitáveis diferenças e ajo diante delas. O conflito é minimizado ao passo que você investe em duas ações cruciais na organização:

1. Invista na educação das pessoas.

Isso mesmo, na educação! Nós, líderes, precisamos compreender que estamos diante de um déficit educacional no Brasil. As escolas nunca foram tão precárias, logo, os jovens saem do ensino básico sem aprender o básico. As universidades formam técnicos sem qualquer noção de mercado e visão de carreira. Os pais, cada vez mais ausentes, terceirizaram a educação de seus filhos. Como consequência, os jovens chegam ao mercado de trabalho cada vez menos preparados cientificamente, profissionalmente e, principalmente, moralmente.

Então, compreenda que o líder que não dedicar tempo e energia na educação dos jovens profissionais continuará reclamando e colhendo os frutos de uma gestão que não acompanha as mudanças. Permitam-me não entrar na discussão se educar é papel ou não do líder, mas não posso me furtar em dizer que, independentemente se você concorda ou não, educar as pessoas é uma atribuição que você não pode deixar de exercer com afinco.

O tempo que você dedicar ensinando as pessoas sobre carreira, mercado, estratégia, resolução de problemas retornará a você como resultado. A energia que você dispensar participando as pessoas das decisões será recompensada com o engajamento. O seu desprendimento em dar feedback, elogiar, reconhecer, conversar será valorizado com a evolução do seu time. Agora, se você me perguntar qual é o maior de todos os ensinamentos que você pode trazer para as pessoas, eu elegeria um como primordial: VALORES. Quanto mais firmes estivem os valores de uma pessoa, mais claro estarão para ela os motivos pelos quais vale a pena se entregar a um projeto, a uma empresa e quão gratificante é lutar por alguma coisa que se acredita.

2. Invista na evolução da sua gestão.

O modelo de gestão da empresa e a maneira como a liderança dissemina essa cultura são os maiores causadores dos conflitos internos, principalmente nas organizações que operam por processos rígidos e que possuem uma hierarquia engessada, que desmotiva uma geração (independentemente da idade) que deseja liberdade de atuação e participação. As empresas precisam se reinventar e quebrar os padrões hierárquicos que inibem uma participação ativa e engajada. As pequenas e médias empresas saem na frente nesse quesito devido a sua estrutura enxuta e conseguem oferecer uma participação mais efetiva e colaborativa, pois a facilidade de administrar os processos e decisões permite aos profissionais envolverem-se em diversas áreas e setores da organização, podendo, inclusive, serem ouvidos nas decisões.

O grande choque é cultural, pois a liderança e, como consequência, as organizações, não evoluíram na velocidade que o mundo corporativo e as novas gerações têm exigido.

Por fim, esteja perto do seu time. A distância aumenta o conflito e afasta qualquer possibilidade de alinhamento de pensamento e valores. Faça valer a sua experiência e conquiste as pessoas. Você, líder, seja um coach para a sua equipe. Transmita experiências e extraia o melhor de cada um, permitindo a eles participar, contribuir e crescer.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Entrevista: 6 sinais de que você é um chefe ultrapassado no seu negócio

Especialistas afirmam que pequenos empresários centralizadores deveriam mudar de postura para ter uma relação melhor com suas equipes

Fonte Exame – por Camila Lam.

São Paulo – Cuidar da gestão de pessoas de uma empresa não é uma tarefa fácil. Entretanto, é importante que o empreendedor saiba da importância de ser um chefe que seja um exemplo para sua equipe. “O empresário hoje não pode ser mais aquele cara, atrás do balcão, atrás do computador ou atrás do caixa o dia inteiro”, afirma Alexandre Prates, empresário e especialista em liderança.

Para Fernanda Schröder Gonçalves, coordenadora do setor de Carreiras do Ibmec/MG, muitos empresários são centralizadores e isso acaba interferindo na sustentabilidade do negócio. “Eles delegam sem terem segurança, acabam acumulando tarefas e ficam presos nas tarefas operacionais”, explica.

“Em termos de atitude, o líder forte é expansivo e ajuda a engradecer sua equipe investindo nos talentos”, afirma Eduardo Carmello, diretor da Entheusiasmos Consultoria. Veja seis sinais de que você é um chefe ultrapassado.

1. É centralizador

Se você considera uma perda de tempo delegar tarefas e acredita que consegue fazer mais rápido, pense melhor. “A empresa de cinco passa a ter 50 funcionários, mas ainda assim só o dono que faz as coisas”, exemplifica Prates. O ideal é que o processo comece aos poucos e que a equipe aprenda como as tarefas são realizadas.

A principal desvantagem de ser um empreendedor centralizador é que sua empresa deixa de inovar, pois ensinar a sua equipe a participar mais dos processos pode gerar novas soluções. “As pessoas deixam de trazer ideias novas, não há criatividade na empresa”, afirma Fernanda.

2. Não estimula a equipe

Quando a empresa já está funcionando de uma determinada maneira, um chefe acomodado não vê necessidade de incentivar a equipe a fazer um trabalho melhor. “Ele quer hoje que as pessoas funcionem sozinhas, sem ele cobrar e sem ele ensinar nada”, resume Prates.

Para Carmello, um erro que a maioria dos donos de pequenas empresas comete é acreditar que a motivação para trabalhar tem que ser pelo medo. ”Ele não entende a ideia de respeito e acaba gastando uma energia para se posicionar como um líder forte, quando não é”, explica.

3. Raramente escuta os outros

Receber feedbacks nunca é demais, mesmo para o dono de uma pequena empresa. Os profissionais da nova geração, por exemplo, querem ser ouvidos e muitas vezes se deparam com chefes que não valorizam esse tipo de atitude. Para Prates, se o empresário tem pensamentos muito egoístas, como “eu tenho a empresa há 10 anos. Por que vou escutar uma pessoa que acabei de contratar?”, é preciso fazer uma reflexão.

Um líder que toma essa postura evolutiva não pode só escutar como tem que colocar em prática. Caso contrário, o empresário perderá os melhores talentos da empresa.

4. Só se preocupa com os próprios benefícios

Se você é do tipo de pessoa que quando alguma coisa dá certo assume as vitórias, mas quando não dá joga a culpa na equipe, esse estilo de liderança deve ser mudado. Caso contrário, você terá uma equipe cansada e desengajada. “O líder forte é aquele que fomenta a competência para que a equipe possa voar com as suas próprias pernas”, explica Carmello.

A principal desvantagem de insistir nesse tipo de atitude é que nenhum funcionário vestirá a camisa da sua empresa.

5. Vê custo em tudo

Para melhorar a equipe e formar sucessores é preciso ter uma visão de longo prazo. “A questão de treinamento e desenvolvimento para as pessoas é vista como custo e não como investimento. Ele não arrisca nesse sentido e prefere economizar”, afirma Fernanda.

Além disso, investir para ter um ambiente de trabalho agradável ou oferecer benefícios são algumas práticas que custam, mas que podem melhorar a produtividade da sua equipe.

6. Não assume que precisa se profissionalizar

Empreendedor gosta de ter controle de tudo, mas nem sempre tem conhecimento de todas as áreas da empresa. “Se ele não tem competência em determinadas áreas, deve buscar ajuda fazendo cursos ou buscar uma empresa qualificada para terceirizar o serviço”, ensina Fernanda.

Para Carmello, o empresário que insiste em uma postura de que sabe de tudo pode acabar perdendo espaço no mercado.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Entrevista: Quem não se reinventar está fora do jogo!

O profissional que não se reinventar está fora do jogo no mundo corporativo. Competências como autoliderança e empreendedorismo serão cada vez mais valorizadas nas empresas. Estes são alguns dos temas abordados por Alexandre Prates, autor do livro “A Reinvenção do Profissional – Tendências Comportamentais do Profissional do Futuro” em sua entrevista.

Coach, especialista em desenvolvimento humano e desempenho organizacional, Prates entrevistou 50 líderes de grandes empresas para traçar um perfil das características ideais dos profissionais. Ele falou com o Diário sobre o panorama atual do mercado:

DR - Nestas entrevistas com 50 líderes, o que chamou mais sua atenção? Mesmo tendo entrevistado líderes com perfis diferentes e de regiões distintas, há um traço comum entre eles?

Alexandre Prates - Todos, sem exceção, apesar de terem chegado a um patamar profissional interessante, jamais pararam de se reinventar. Desafiam-se constantemente e querem sempre um algo a mais. Além disso, um fator é invejável em todos eles – um propósito claro, algo que vai além do dinheiro, que motiva e mantem o foco para o futuro. No que tange a opinião sobre o mundo corporativo do futuro, são unânimes em afirmar que o investimento no ser humano é fator primário para o sucesso de qualquer organização.

DR - Você afirma que o profissional tende a ser cada vez mais livre e empreendedor. Como ser assim e ao mesmo tempo ainda ter de trabalhar em organizações com formatos de trabalho mais conservadores. Existe hoje um "choque" entre os novos profissionais e as empresas, principalmente as de pequeno e médio porte no interior?

Alexandre Prates - O conflito existe, principalmente, nas grandes organizações, por incrível que pareça. Os processos rígidos e a hierarquia engessada desmotiva uma geração que deseja liberdade de atuação e participação. As empresas precisam se reinventar e quebrar os padrões hierárquicos que inibem uma participação ativa e engajada. As pequenas e médias empresas, devido a sua estrutura enxuta, conseguem oferecer uma participação mais efetiva e colaborativa, pois a facilidade de administrar os processos e decisões permite aos profissionais envolverem-se em diversas áreas e setores da organização, podendo, inclusive, serem ouvidos no processo de decisão. Respondendo objetivamente a pergunta, sim, existe um grande choque, pois a liderança e como consequência, as organizações não evoluíram na velocidade que o mundo corporativo e que as novas gerações tem exigido.

DR - Empreender é uma competência, conforme você afirma. Tem uns que nascem com maior propensão, enquanto outros não a tem. Que dicas práticas você dá para quem quer desenvolver esta competência mesmo sem ter muito apoio da empresa ou sem ter recursos para investir em cursos? Há alternativas?

Alexandre Prates - Atualmente não existe mais essa história de não ter recursos para investir em cursos. Temos inúmeras ofertas de cursos com valores acessíveis e até mesmo sem custo, é uma questão de buscar as oportunidades. Precisamos também compreender que um empreendedor é dotado de algumas características que o diferenciam. Dentre elas, destaco a visão de mercado, a capacidade de entregar resultados e principalmente, a iniciativa e determinação, elementos que se aprende na prática, no dia a dia. As pessoas precisam ler mais e com mais qualidade, conhecer pessoas novas, assistir palestras, cursos, treinamentos, debater, discutir... tudo isso contribui para a formação de uma visão mais empreendedora. Além disso, é preciso praticar o empreendedorismo, decidir o que deseja fazer da vida e se engajar, se comprometer com isso. As pessoas estão desistindo muito fácil das coisas e infelizmente, não existe curso para isso, é uma decisão pessoal. É uma questão de atitude!

DR - Hoje as empresas têm em seus quadros profissionais que estão atuando há 20, 25 anos e também têm novos profissionais que acabaram de se formar, geralmente bem mais antenados à tecnologia. Em alguns casos há conflitos em função de culturas e bagagens diferentes. Como lidar com estas transformações?

Alexandre Prates - O conflito não está na diferença de gerações, o conflito está na liderança. Nos últimos 5 anos convivi de perto com esse tão aclamado discurso sobre o conflito de gerações no mercado de trabalho. Confesso que durante algum tempo me convenci que esse fenômeno realmente existia e me dediquei a trabalhar esse conflito nas organizações. Mas, a experiência e as inúmeras conversas com os profissionais das mais diferentes gerações me ajudaram a clarificar a percepção e concluo sem qualquer receio: o conflito está na liderança. Explico.

Um conflito ocorre quando temos opiniões divergentes, defendemos causas opostas ou queremos coisas diferentes. Certos disso, analisem um cenário comigo:

A famosa Geração Y foi amplamente estudada e alguns conceitos se apresentaram sobre o perfil desses jovens. Chegou-se a conclusão que tal geração deseja trabalhar em uma empresa que lhes proporcione reconhecimento, oportunidade de crescimento, metas claras e desafiadoras. Além disso, querem sentir-se parte e a partir do seu trabalho conquistar um padrão de vida superior. Também fica claro que é uma geração que não aceita trabalhar insubordinado para qualquer um, não aceita a maioria das regras, procedimentos e planos de carreiras fantasiosos que as empresas praticam e não pretendem ficar anos na mesma empresa só para um dia, talvez, subir de cargo. Face a isso, reflita comigo: a geração X quer alguma coisa diferente disso? É claro que não! Todos, independente da geração, queremos uma empresa que nos valorize, que nos dê oportunidade de aprender, crescer e contribuir e que, acima de tudo, reconheça a minha atuação e resultados conquistados.

Portanto, a empresa que possuir um ambiente saudável, que valorize o ser humano, de fato, não terá conflitos, pois cada um terá espaço para desempenhar o seu melhor.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Quem vira a cadeira para você?

Tenho acompanhado com certo entusiasmo o programa que busca a nova voz do País, o The Voice Brasil. Mesmo como expectador, é inevitável sentir, ainda que em menor intensidade, aquela angústia de quem está se apresentando, na expectativa de um dos técnicos virarem a cadeira e, dessa forma, concederem uma oportunidade para entrar realmente no programa e dar um grande passo para uma carreira exitosa.

Saber cantar, ter repertório, carisma com o público, nada disso garante que as cadeiras irão virar. É impressionante! Ficamos assistindo, encantados com a apresentação e, ainda assim, somos surpreendidos com a negativa dos técnicos. Mas, pensando bem, não é tão impressionante assim. Fazendo uma analogia com o mundo corporativo, podemos pensar: quantas pessoas você conhece que possuem um currículo acadêmico invejável e, no entanto, ainda não tiveram grandes conquistas profissionais? Quantas pessoas você conhece que têm um discurso incrível, embasado, emocionante, mas que nada fazem além de falar e falar?
Eis a questão, amigo. Não é apenas o repertório de citações acadêmicas, o carisma, a capacidade técnica. É preciso ir além para fazer a cadeira virar, para conquistar a oportunidade, o reconhecimento.

Então fica a pergunta: o que faz a cadeira virar?
Não existe fórmula, lógica e critérios pré-estabelecidos para o sucesso, embora tentem nos apresentar isso com frequência. Quantas vezes, assistindo às apresentações, ouvi de algumas pessoas: “esse cara canta melhor do que muitos artistas que fazem sucesso... Como isso é possível?”. Concordo que cantam melhor mesmo, mas é assim que é. Não é só cantar, é um conjunto. Assim como não é só estudar, falar inglês, ter boa comunicação, fazer networking, blá, blá, blá... É um conjunto!

É esse todo, somado a um elemento fundamental, que faz a cadeira virar: a autenticidade. Exatamente isso, autenticidade. Não nos interessamos pelo cover, queremos a nova versão da música, a poesia apresentada de forma inusitada, o ritmo em uma nova roupagem. Queremos o profissional que inove, que faça diferente do que muitos estão fazendo. Enquanto a maioria, infelizmente, está cada vez menos comprometida com as empresas, quando chega alguém que se engaja, entrega resultados e se envolve, certamente conquistará o seu espaço, pois apresentou o novo. Enquanto todos estão na mesmice, querendo apenas fazer o que lhe é demandado, aquele que propõe desafios, que diferencia, que arrisca, naturalmente se destacará.
Vivendo o mercado de franquias, vejo isso acontecer o tempo todo. Muitos empresários pensam que basta uma boa ideia, uma fachada bonita, uma loja impecável e pessoas com uniformes alinhados que os clientes naturalmente entrarão e consumirão, gerando um grande faturamento e lucro. Só isso não basta, é preciso ir além, criar diferenciais que encantem o cliente, envolver a equipe nesse propósito. Enfim, em um mercado com tamanha concorrência, vencerá aquele que estiver comprometido com o novo, com aquilo que surpreende.

Na TV ou no mundo real, amigo, as pessoas estão ansiosas por pessoas e empresas que façam valer a pena, que me motivem a virar a cadeira.
E você, o que tem feito para merecer que virem a cadeira da oportunidade para você? O quanto você tem se entregado aos projetos? O quanto você tem se envolvido com as empresas pelas quais tem passado? O quanto você tem se dedicado aos clientes que confiam em você? O quanto você tem investido na sua evolução pessoal e profissional?  As suas respostas mostrarão o quanto você, de fato, está comprometido com a sua carreira.

E a pergunta que vale uma vida: você viraria a cadeira para você mesmo?

Um grande abraço,
Alexandre Prates

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

5 passos para você se destacar e ser promovido

De um lado, empresários e gestores reclamam das dificuldades de encontrar bons profissionais no mercado. Do outro, RHs cada vez mais pressionados para atrair pessoas talentosas. O resultado disso é a contratação de trabalhadores sem todos os atributos necessários para o cargo. A oportunidade aparece para os que têm vontade de crescer, capacidade para aprender e o mínimo de recursos para executar as principais tarefas.

Por essa falta de mão de obra especializada, existe uma chance gigantesca para quem deseja se destacar no mercado. Quando uma empresa detecta alguém que vai além do que lhe é atribuído, naturalmente quer mantê-lo em seu quadro de colaboradores e não economizará esforços para deixá-lo feliz e motivado.

O momento nunca foi tão bom para quem deseja, de fato, construir uma carreira de sucesso. Mas ter vontade apenas não basta. É preciso se preparar e seguir alguns passos valiosos, como esses abaixo:

1. Entregue resultados: eis a dica fundamental. É o resultado que destaca um profissional. Porém, para entregar resultados, é preciso ter clareza do que você precisa entregar. Se a empresa lhe contratou é porque algum resultado ela espera de você. Pergunte sobre isso e, principalmente, descubra uma forma de medir a sua conquista. É preciso ter claro o que as pessoas estão ganhando com o seu trabalho.

2. Cuide da sua reputação: a sua imagem é o seu maior patrimônio, valorize-o. Não permita que comportamentos negativos, por menor que possam parecer, sujem a sua imagem. Chegar atrasado, fazer fofoca, descuidar da aparência, exagerar nas brincadeiras, demonstrar apatia e descaso com o trabalho podem prejudicar a sua reputação e isso se tornará uma barreira para o seu crescimento na empresa. Seja uma pessoa comprometida, ética e, principalmente, cumpra o que promete. Dia após dia, você criará uma imagem forte e valorizada por todos.

3. Aprenda, aprenda, aprenda: jamais desperdice a oportunidade de participar de uma palestra, treinamento ou qualquer ação promovida pela empresa. Um profissional que demonstra interesse e desejo de desenvolver-se também manifesta uma grande vontade de evoluir na empresa e na carreira. As pessoas sempre valorizarão quem tem sede pelo conhecimento.

4. Invista nos relacionamentos: ninguém chega a lugar algum isoladamente, é preciso construir laços verdadeiros de companheirismo na empresa para ter pessoas que torçam e apoiem o seu crescimento. E a melhor maneira de construir bons relacionamentos é ajudando as pessoas. Quando você contribui com o time, faz por merecer a confiança dos outros e apoia o crescimento dos demais. Quando chegar a sua vez, as pessoas retribuirão.

5. Seja solução: os mais valorizados dentro de uma empresa são aqueles que, diante de uma situação difícil, assumem a responsabilidade, agem pró-ativamente e fazem o que for preciso para resolver os problemas. Jamais considere um problema uma “dor de cabeça”, mas, sim, como uma grande oportunidade de mostrar quem você é, o quanto está preparado e aonde quer chegar.

Resumindo as cinco dicas em uma: vá além! Independentemente se você tem dúvida se a empresa irá valorizá-lo, se será promovido ou se deseja construir carreira nessa organização, vá além! Faça isso por você, pela sua carreira, pelo seu futuro e acredite: mais cedo ou mais tarde, será valorizado por isso.

Um forte abraço e até a próxima,

Alexandre Prates
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