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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Franqueados com mais de uma loja. Como tornar-se um superfranqueado?

Já é comum presenciar verdadeiras ‘redes dentro de redes’. Mas, como garantir que a segunda (ou terceira, quarta...) loja obtenha resultados positivos como os da primeira?
 

Talvez um dos mais claros indicadores de sucesso no mundo do franchising é um franqueado investir em diversas lojas da mesma marca, tornando-se um superfranqueado. “Um franqueado só decide abrir outra loja se a primeira tem sucesso. E isso depende de vários fatores, como, por exemplo, estar em uma boa praça ou conquistar um público fiel, que ‘abrace’ aquela marca”, pondera Alexandre Prates, coach de líderes e autor de “A reinvenção do profissional - Tendências Comportamentais do Profissional do Futuro” (Editora Novo Século).

Entretanto, quando se começa a formar uma “rede dentro da rede” é preocupante que uma loja não obtenha o mesmo sucesso da anterior. As razões são diversas e vão da localização geográfica à fachada do ponto comercial, passando pelo público-alvo do shopping ou rua comercial onde ela está. Porém, é possível que o gargalo desse faturamento ruim esteja na equipe de vendas.

Na opinião Prates, o ponto fundamental para que se possa nivelar o faturamento por cima é o bom atendimento. Mas, este não é o único aspecto a ser levado em conta; é preciso investir em treinamento e estratégias de gestão. Veja, a seguir, algumas dicas do especialista para que o desempenho de todas as lojas de uma “rede dentro da rede” sejam equivalentes:

1-    Prepare-se para crescer – “Muitas vezes, o franqueado cresce sem estar pronto para isso”, avalia o coach. Isso ocorre quando uma loja tem muita dependência da presença do franqueado para ter bons resultados. Quando surge uma outra loja e o franqueado precisa se dividir entre as duas, essa deficiência torna-se clara.

2-    Forme novos líderes e bons substitutos – Se um franqueado consegue planejar com antecedência o crescimento de sua “rede dentro da rede”, aumentam suas chances de sucesso. Isso significa, por exemplo, convidar o melhor funcionário de uma loja para treinar outro, na mesma loja, e só depois realocá-lo. “Assim o bom funcionário leva sua competência para a nova loja, sem deixar a loja de origem desfalcada”. O especialista alerta que é um erro apenas realocar o melhor funcionário para uma nova loja sem ter alguém que o substitua na loja de origem.

3-     Se a oportunidade bater à porta, assuma a gestão – Nem sempre é possível planejar com antecedência o crescimento. Se a franqueadora oferecer a ampliação do negócio e você ainda não tiver conseguido planejar-se para crescer, deixe a primeira loja sob responsabilidade de seu melhor funcionário e assuma a gestão da outra, sem abandonar completamente a primeira.

4-    Tenha uma equipe bem preparada - Para Prates, uma equipe bem preparada é aquela que, além de oferecer aos clientes um atendimento de excelência, conhece tecnicamente bem o negócio e suas nuances e o público consumidor: o que ele gosta, como prefere ser atendido, que discurso o convence e qual discurso está alinhado aos valores da marca.

5-    Valorize sua equipe – Mais que valorizar o profissional que trabalha em sua empresa, esta é uma estratégia de gestão, segundo o especialista. Para ele, valorizar significa dar espaço para o funcionário crescer; oferecer um plano de carreira e uma possibilidade de vislumbrar um futuro dentro daquela empresa. “As pessoas da equipe têm que valorizar a empresa onde trabalham e, para tanto, precisam ser valorizadas”, diz. Em uma realidade na qual um mesmo franqueado possui mais de uma única loja, o espaço se amplia, pois o funcionário tem a chance de tornar-se supervisor, coordenador ou gerente, por exemplo. Assim, crescer junto com a empresa fica mais fácil e o funcionário sente-se valorizado.

6-    Engaje seus funcionários no negócio - Participe os funcionários sobre as decisões, problemas e gestão dos negócios. “Resolver problemas com as pessoas, incluir os funcionários nos debates, fazê-los sentir-se parte da empresa não apenas faz com que se sintam valorizados, mas também estimula o pensamento estratégico da equipe, que se torna mais autônoma, menos dependente da presença constante do franqueado. É a melhor maneira de crescer”, ressalta. Esse comportamento funciona como um treinamento informal, prático, que pode acontecer no dia a dia e que traz excelentes resultados.

7-    Transforme o treinamento em prática – Entusiasta do treinamento realizado pelas próprias franqueadoras, Prates afirma, no entanto, que é preciso que esse treinamento seja convertido em práticas cotidianas no negócio. Conversar com a equipe sobre o que foi aprendido no treinamento depois que ele ocorreu, estimular os funcionários a dar ideias sobre como mudar procedimentos e práticas da rotina da empresa a partir do que foi visto no treinamento é uma maneira de manter esse conhecimento vivo e torná-lo útil.

8-    Estimule a troca de experiências – Colocar, por uma semana, um funcionário cujo desempenho está deixando a desejar para trabalhar dentro da loja com melhor desempenho é uma maneira de mostrar na prática como fazer melhor algumas tarefas. Da mesma forma, levar o gerente da melhor loja para ficar uma semana na loja menos lucrativa ajudará a melhorar o desempenho.

9-    Valorize as boas práticas –
Em vez de punir comportamentos e práticas nocivas, valorize o desempenho individual. “Premiar o atendente mais elogiado em um determinado período com um treinamento especial, por exemplo, é uma forma de tirar o foco do resultado final, o que impede que apenas quem trabalha nas melhores lojas da rede ganhe prêmios”, sugere.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A indústria do coaching está pagando o seu preço!

O Jornal Hoje anunciou há alguns dias a seguinte matéria: “Funcionários dançam 'eguinha pocotó' em curso motivacional de empresa”. E a chamada enfatiza: “Imagens mostram o treinamento da equipe de vendas de uma distribuidora de remédios. Os funcionários caminharam sobre uma pista de 10 metros de carvão em brasa. O caso foi parar no Tribunal Superior do Trabalho.”.

Era tragédia anunciada, iria acontecer mais cedo o mais tarde. Não quero entrar na discussão dos métodos utilizados em treinamentos, embora não concorde e não veja sentido em muitos. Quero alertar para o amadorismo de muitos “profissionais” que intitulam-se coaches, trainers, especialistas, hipnólogos, consultores, enfim, amadores irresponsáveis que utilizam-se de meios apelativos para despertar a motivação das pessoas. Eu respeito muitos profissionais dessas áreas, que prepararam-se anos para isso, mas estamos rodeados de aventureiros no mercado.

Conduzir pessoas em qualquer abordagem que envolva o despertar de fortes emoções é uma responsabilidade que requer uma grande capacidade técnica. Quando esse processo é conduzido por profissionais preparados e embasados em uma metodologia séria, os resultados são positivos. Quando esse tipo de treinamento é aplicado por aventureiros, as pessoas são colocadas em risco – físico e emocional – e o ambiente das empresas também pode sofrer sérios impactos negativos.

E qual é a solução?

Precisamos rever urgentemente os critérios das escolas de formação de coaches e treinadores empresariais. Essa “indústria” tem lançado no mercado um bando de “burros motivados” que invadem as empresas cheios de palavras de alto impacto e técnicas motivacionais rasas e desastrosas.

E isso tem acontecido por um motivo muito simples. Não existe qualquer critério de seleção para que um profissional seja aprovado para um curso de formação, muito menos para que receba um certificado de Coach, por exemplo. Além disso, muitas escolas estão lotando salas de hotéis com 50, 100 pessoas que recebem metodologias e as praticam sem a supervisão adequada. O resultado está ai, para quem quiser ver.

E a cada dia, novas formas de se credenciar como um “profissional de treinamento e Coach” têm despontado no mercado, como livros com coletânea de artigos, onde o profissional escreve algo sobre tema qualquer e intitula-se co-autor.
Precisamos criar um forte padrão de qualidade!

E o papel dos RH´s é fundamental nesse processo. Muitas empresas, para economizar, contratam profissionais “baratos” que prometem entregar resultados. O processo de seleção desses profissionais e empresas dever ser cada vez mais profundo. E como não existe uma regulamentação para se intitular treinador ou coach, só existe uma forma de certificar-se da qualidade desses profissionais - pesquisa! Muita pesquisa:

1. Solicite referências: nada menos do que 10 empresas que foram atendidas pelo profissional. E não existe essa questão de confidencialidade, quando o trabalho é bem feito, fazemos questão de indicar.

2. Questione sobre a metodologia aplicada: se vai submeter o seu time a um processo de coaching ou treinamento, o profissional precisa detalhar qual será a metodologia aplicada e como pretende alcançar os resultados.

3. Peça comprovações da experiência na metodologia: solicite artigos científicos do profissional sobre a sua base metodológica ou livros escritos por ele sobre o tema. O conhecimento teórico é tão importante quanto a sua experiência prática.

4. Analise o material didático: Se o profissional lhe apresentar um material didático com slides impressos, esqueça. Um bom material deve ser bem elaborado, com teses descritas, textos de apoio e exercícios. Um profissional que não investe tempo para construir um material de qualidade, não pensou na sua metodologia de maneira profunda e didática.

São tantas coisas para analisar que um método torna-se o mais eficiente de todos: a indicação! E somente quem possui todas as características acima, será merecedor de ser indicado por alguma empresa.

Desenvolvimento funciona, sim! O que precisamos é escolher certo!
 
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