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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Decida Decidir! - Parte 2


Dando continuidade ao assunto iniciado no post da semana passada (leia aqui), vamos ver como tomar a decisão mais acertada para cada caso. Mas antes, quero que vocês reflitam sobre uma frase de Napoleão Bonaparte : 

"Nada é mais difícil e, portanto, tão precioso, do que ser capaz de decidir."


 Decisão = Planejamento

Sabemos que algumas decisões requerem uma atitude imediata, muitas vezes, sem qualquer tempo para pensar adequadamente sobre o assunto. Nesses casos, o tempo que você investiu e investe no seu preparo lhe será muito útil.

Agora, quando você tiver a possibilidade de preparar-se mais adequadamente para tomar uma decisão importante, alguns pontos devem ser levados em consideração:

- O que eu ganho com essa decisão;
- O que eu perco com essa decisão? Como eu posso minimizar essas perdas?
- O que me garante que isso vai dar certo?
- Quais são os riscos dessa decisão? Como posso minimizar os riscos?
- De quem mais depende para que essa decisão apresente os resultados esperados? Se eu não puder contar com essas pessoas, o que eu posso fazer para que a decisão dependa apenas de mim?

Algumas dicas para tomar decisões com maestria:

- Cuidado com a impulsividade! Planeje-se para tomar decisões com segurança;
- Seja um agente de soluções - Atualize-se e busque novas informações constantemente;
- Alie ousadia e preparo para não tomar decisões inconsequentes;
- Não postergue! Entre em ação e faça as coisas acontecerem;
- Seja pró-ativo na busca de soluções! Não permita que a reatividade prejudique as suas decisões;
- Comprometa-se com as suas decisões. Por mais que você divida as decisões com outras pessoas, a responsabilidade pelos resultados é sua.

Por fim, tomada de decisão é a capacidade de preparar-se continuamente para se antecipar às constantes mudanças do mundo corporativo. Coragem, responsabilidade, preparo e planejamento são competências fundamentais para decidir certo e no tempo certo! Meu Facebook e Twitter estão abertos para suas opiniões! 
Um grande abraço e sucesso!

Alexandre Prates
@alexandre_ica

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Decida Decidir!

Nesses anos de atuação como coach, uma certeza se faz cada vez mais presente: nós somos fruto das nossas decisões. O que decidimos hoje determinará a nossa vida no futuro. Mas também aprendi outra lição: quando deixamos de decidir, ainda assim, estamos tomando uma decisão, pois a postergação também trará consequências e, geralmente, são mais prejudiciais do que as consequências de uma decisão equivocada. Uma decisão equivocada nos dá a chance de corrigir o problema, aprender e não repetir o erro. Já a falta de decisão aumenta o problema, tornando-o, na maioria vezes, irreversível. 

E esse comportamento de postergação, quando se faz presente nas organizações, prejudica consideravelmente os resultados. Um profissional que não tem a capacidade de decidir, geralmente em­purra o problema com a barriga ou transfere a responsabilidade para ou­tras pessoas, gerando conflitos, insatisfação e, consequentemente, prejuízos. As indecisões no alinhamento das estratégias, na resolução dos problemas internos, no atendimento às solicitações dos clientes, enfim, em qualquer situação, por mais irrelevante que pareça, podem levar um pequeno problema a dimensões desnecessárias. 

Decisão = Coragem + Responsabilidade 

Imagine que você é funcionário de uma companhia aérea, o voo foi cancelado por problemas técnicos e os clientes estão diante de você cobrando uma solução. O que você faz? 

1. Prefere não fazer! É melhor que alguém responsável resolva. 

Você não teve coragem de se comprometer com a solução do problema. Se alguém resolver por você, a responsabilidade é dele. 

2. Faço o que mandaram fazer! De maneira sucinta, independente se vão gostar ou não, transmito a mensagem indicada pela empresa. 

Você teve coragem de transmitir a mensagem, mas não responsabilizou-se pela resolução do problema. Se não gostarem, paciência, você está seguindo as normas da empresa. 

3. Contorno o problema! Digo o que for preciso, podendo ou não cumprir, para acalmar os clientes. 

Você teve coragem para enfrentar a situação, mas não foi responsável o suficiente para encontrar soluções que efetivamente resolvessem a questão. Contornar o problema não é sinônimo de comprometimento com a empresa, e sim, de irresponsabilidade com a perenidade do negócio, afinal, uma situação mal resolvida cobrará o seu preço mais cedo ou mais tarde. 


4. Resolvo o problema! Analiso todas as possibilidades, converso francamente com os clientes e somente me dou por satisfeito quando encontrar uma solução para todos. 

Você teve coragem para encarar o problema de frente, comprometeu-se com o cliente e foi responsável ao buscar todas as informações necessárias para solucionar verdadeiramente a situação. 

Decisão = Preparo 

Por que muitas pessoas não tomam decisão? Por insegurança! A insegurança é fruto do medo, que por sua vez, é fruto do desconhecido. Portanto, quando temos que tomar uma decisão e não temos informação suficiente sobre o assunto, o medo se apresenta, gerando a insegurança, que gera a dúvida. Nesses casos, a melhor opção é “ficar em cima do muro” e não decidir. 

Logo, o melhor caminho para uma tomada de decisão veloz e assertiva é o preparo. O preparo vem da observação, da experiência e da capacidade de buscar novas informações. O profissional que preocupa-se em conhecer as mais diversas áreas da empresa, a concorrência, o mercado e se atualiza frequentemente sobre as novas tendências da sua profissão, torna-se mais confiante e apto a tomar as melhores decisões no momento certo. 

A coragem é fundamental para a tomada de decisão, no entanto, sem preparo, é inconse­quência. Ousar saltar de paraquedas é coragem, não preparar-se é inconsequência. 

As organizações do futuro tendem a participar cada vez mais os colaboradores das decisões. As pessoas que adquirirem o hábito de analisar os cenários e tiverem a capacidade de julgar e decidir com velocidade e assertividade ganharão destaque e conquistarão espaços importantes nas estratégias organizacional. 

Na semana que vem vamos falar um pouco mais sobre a importância que as decisões tem em nossa vida! Caso tenham qualquer dúvida ou história onde a tomada de decisão foi fundamental para o sucesso – ou para o fracasso –  de um fato, terei o maior prazer em compartilhar! Meu Facebook e Twitter estão abertos para suas opiniões! 

Um forte abraço e excelente 2013! 

Alexandre Prates

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Precisamos de líderes na educação

Uma pesquisa da Fundação Victor Civita de 2011 revelou que 42% dos diretores de escolas públicas brasileiras são escolhidos por influência política. É uma pena. Em Nova York, o trabalho da organização Leadership Academy (Academia de Liderança) aponta que os maiores avanços no desempenho escolar dos alunos são obtidos com diretores muito bem treinados para a função, profissionais que, além de bons gestores, conhecem o conteúdo programático de suas unidades de ensino.

Desde que o mundo é mundo, a influência dos líderes é o que impulsionou e impulsiona as grandes conquistas. Na educação não é diferente! É o gestor escolar que pode fazer a diferença no engajamento dos educadores e, consequentemente, dos alunos.

Digo isso, pois como diretor da CONAJE (Confederação Nacional de Jovens Empresários), tenho a oportunidade de coordenar o projeto Empreendedores do Futuro, que visa levar a cultura de empreendedorismo para as escolas públicas do nosso país. Atividade que me permitiu conhecer belíssimos exemplos de gestão na área educacional, desde professores, diretores, políticos etc.

No entanto, o que mais vejo na maioria das instituições são diretores politiqueiros, que se utilizam do cargo para ganhar influência às custas do empobrecimento da nossa educação.

Em 2009 fui apresentado à tia Edna, como gosta de ser chamada. Uma diretora que assumiu uma escola falida no interior de Goiás. Tia Edna decidiu entre reclamar ou mudar a situação daquela região. Fez a escolha certa, porém, não a mais fácil. Com o envolvimento dos educadores, alunos e comunidade, criou uma escola que hoje é modelo de ensino no Estado.

Dá pra fazer! É uma questão de atitude, de engajamento, de um propósito de vida voltado para construir uma educação que realmente valha a pena!

Precisamos de líderes educacionais que evoluam para um modelo de gestão eficiente, com foco em resultados, com indicadores de desempenho claros, construídos a partir de um planejamento estratégico consistente. Uma gestão escolar não é diferente de uma gestão empresarial, o que muda é o resultado que queremos atingir, mas não muda a necessidade de buscar esses resultados.

Não é fácil implantar uma modelo de gestão como esse, mas é possível! No entanto, só conseguirá isso o líder que verdadeiramente tiver esse propósito muito claro, de realmente fazer a educação acontecer. Se o gestor não tiver essa vontade no coração, esqueça, é muito mais fácil e confortável ficar sentado atrás de uma mesa gerindo problemas e reclamando do sistema.

Precisamos de líderes educacionais, e não de politiqueiros disfarçados de educadores!

Te vejo semana que vem!

Alexandre Prates
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